Petróleo, guerra e corrupção: entender Curitiba

No mundo mafioso dos combustíveis fósseis, uma hipótese: as corporações que subornavam executivos da Petrobras notificaram Washington. E os EUA acionaram juízes e procuradores “aliados”, quando o pré-sal atiçou sua cobiça

por José Luís Fiori e William Nozaki, em Outras Palavras

Os norte-americanos costumam festejar as duas grandes gerações que marcaram sua história de forma definitiva: a geração dos seus founding fathers, responsável pela criação do seu sistema político, na segunda metade do século XVIII; e a geração dos seus robber barons, responsável pela criação do seu capitalismo monopolista, na segunda metade do século XIX. Dentro da geração dos “barões ladrões”, destaca-se a figura maior de John D. Rockefeller, que ficou associada de forma definitiva ao petróleo e à criação da Standard Oil Company, a primeira das “Sete Irmãs” que controlaram o mercado mundial do petróleo até o final da II Guerra Mundial, e ainda ocupam lugar de destaque entre as 15 maiores empresas capitalistas do mundo.

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TRF2 ordena que licenciamento ambiental do Comperj seja refeito, como pede MPF

Tribunal nega recursos da Petrobras e Inea e anula licenças de órgãos estaduais

Ministério Público Federal na 2ª Região (RJ/ES)

A partir de uma ação de 2008, do Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) determinou que seja refeito o licenciamento ambiental do complexo petroquímico Comperj, da Petrobras, em Itaboraí (RJ). A 8ª Turma do Tribunal negou os recursos da Petrobras, Ibama e Instituto Estadual do Ambiente (Inea) que contestavam a sentença da 2ª Vara Federal de Itaboraí, que tinha declarado nulas as licenças prévias e de instalação concedidas pelo Inea (e, no início, Feema), e ordenava ao Ibama fazer o licenciamento completo do Comperj, cujas obras foram iniciadas em 2005.

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Amenazadas vastas áreas de protección e indígenas de Amazonia

El 68 por ciento de las áreas de protección ambiental y territorios indígenas de la Amazonia están hoy amenazadas por la actividad humana, alerta un estudio realizado por investigadores de seis países, citado por el portal de noticias G1.

Por Prensa Latina / Servindi

6 de junio, 2019.- Actualmente existen 390 millones de hectáreas dedicadas a la conservación ambiental y zonas indígenas, de un total de 847 millones de hectáreas de la llamada Pan-Amazonia.

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Dia Mundial do Meio Ambiente: 68% das áreas de proteção e indígenas da Amazônia estão ameaçadas, diz estudo

Um levantamento realizado por uma rede de pesquisadores de seis países identificou que 68% das áreas de proteção ambiental e territórios indígenas da Amazônia estão sob ameaça de projetos de infraestrutura, planos de desenvolvimento econômico e atividades de exploração da maior floresta tropical do planeta.

por Rafael Barifouse, em BBC News Brasil

Atualmente, existem 390 milhões de hectares dedicados à conservação ambiental e territórios indígenas, de um total de 847 milhões de hectares da chamada Pan-Amazônia.

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Caso Chevron-texaco: milhares de atingidos pelo maior crime ambiental já registrado seguem desassistidos

Em nota dirigida ao presidente do Uruguai, centenas de organizações exigem que a petroleira estadunidense seja responsabilizada. Atos ocorrem em 11 países

Na Terra de Direitos

Organizações sociais e redes de direitos humanos de várias partes do mundo manifestaram nesta terça-feira (21), em carta dirigida ao presidente do Uruguai, Lenín Boltaire Moreno Garcés, e em atos realizados em 11 países, o repúdio à impunidade à petroleira estadunidense Chevron-texaco e as comunidades afetadas no que foi reconhecido como o maior crime ambiental já registrado.

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Um menino manchado de petróleo

Em 2016, depois de um vazamento de 500 mil litros de petróleo na Amazônia peruana, a empresa Petroperú pagou a indígenas para recolhê-lo. Numa comunidade tão pobre, muitas famílias viram no desastre uma oportunidade para melhorar sua vida

Por Joseph Zárate, Agência Pública

Se Deus pudesse lhe conceder um desejo, Osman Cuñachí, um menino indígena awajún, pediria um smartphone. Ou uma bola de futebol. Ou trocar seus chinelos de plástico por umas alpargatas fosforescentes. No entanto, se ele pensasse um pouco mais, pediria uma casa de cimento e tijolos como as que viu uma vez em Lima, capital do Peru, mais resistentes às tormentas que as cabanas de madeira e teto de folhas que abundam em Nazareth, onde vive. Por isso Osman, 11 anos, magrinho como um cabo de vassoura, camiseta desbotada do Homem-Aranha, pensa em se mudar para a capital para estudar arquitetura, ter uma esposa e um só filho, pois sabe que criar três, quatro ou cinco, como é comum em sua aldeia, significa passar fome e necessidade. Isso foi o que lhe disse seu pai, um professor aposentado que alimenta cinco bocas com a sua aposentadoria mensal de 400 soles, uns US$ 130: nem a metade do salário mínimo. O pai prefere que Osman seja engenheiro químico para que saiba tudo sobre petróleo e assim tenha um futuro melhor que ele. Porque, desde que um enorme oleoduto corroído derramou cerca de 500 mil litros desse combustível aqui, neste pedaço na selva úmida e montanhosa do Amazonas, a segunda região mais empobrecida do país, alguns adultos dizem que um mês limpando o petróleo do rio paga sete vezes mais que um mês cultivando a terra. Apesar de temerem estar envenenados.

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MPF solicita manifestação da ANP e retirada de leilão de blocos de petróleo e gás natural no AM

Áreas ofertadas pela ANP afetam terras indígenas, áreas prioritárias para conservação ambiental e até mesmo o Encontro das Águas

Procuradoria da República no Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que se manifeste sobre a existência de blocos exploratórios de petróleo e gás natural em áreas com potencial impacto sobre terras indígenas e áreas de especial interesse ambiental, prioritárias para conservação, e sobre a retirada destes blocos (confira melhor no mapa) da oferta de leilão. Há registro de bloco inclusive próximo ao Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, fenômeno natural tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) por seu valor arqueológico, etnográfico e paisagístico.

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Boaventura: A nova Guerra Fria e a Venezuela

Não é difícil concluir que não está em causa a defesa da democracia venezuelana. O que está em causa é o petróleo da Venezuela

por Boaventura de Sousa Santos, em Blog da Boitempo

O que se está a passar na Venezuela é uma tragédia anunciada, e vai provavelmente causar a morte de muita gente inocente. A Venezuela está à beira de uma intervenção militar estrangeira e o banho de sangue que dela resultará pode assumir proporções dramáticas. Quem o diz é o mais conhecido líder da oposição a Nicolas Maduro, Henrique Capriles, ao afirmar que o Presidente-fantoche Juan Guaidó está a fazer dos venezuelanos “carne para canhão”.

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Indígenas de Areal cobram dívida de 40 anos da Petrobras

Veículos da empresa estão proibidos de passar pela estrada da comunidade há quinze dias

Fernanda Couzemenco, no Século Diário

A comunidade indígena de Areal, em Linhares, bloqueou, há quinze dias, o trânsito de veículos da Petrobras sobre a estrada que atravessa a localidade. O objetivo é pressionar a empresa a realizar melhorias na estrada e outros benefícios, como forma de indenização pela ocupação do território para exploração de petróleo há décadas.

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