Caso Chevron-texaco: milhares de atingidos pelo maior crime ambiental já registrado seguem desassistidos

Em nota dirigida ao presidente do Uruguai, centenas de organizações exigem que a petroleira estadunidense seja responsabilizada. Atos ocorrem em 11 países

Na Terra de Direitos

Organizações sociais e redes de direitos humanos de várias partes do mundo manifestaram nesta terça-feira (21), em carta dirigida ao presidente do Uruguai, Lenín Boltaire Moreno Garcés, e em atos realizados em 11 países, o repúdio à impunidade à petroleira estadunidense Chevron-texaco e as comunidades afetadas no que foi reconhecido como o maior crime ambiental já registrado.

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Um menino manchado de petróleo

Em 2016, depois de um vazamento de 500 mil litros de petróleo na Amazônia peruana, a empresa Petroperú pagou a indígenas para recolhê-lo. Numa comunidade tão pobre, muitas famílias viram no desastre uma oportunidade para melhorar sua vida

Por Joseph Zárate, Agência Pública

Se Deus pudesse lhe conceder um desejo, Osman Cuñachí, um menino indígena awajún, pediria um smartphone. Ou uma bola de futebol. Ou trocar seus chinelos de plástico por umas alpargatas fosforescentes. No entanto, se ele pensasse um pouco mais, pediria uma casa de cimento e tijolos como as que viu uma vez em Lima, capital do Peru, mais resistentes às tormentas que as cabanas de madeira e teto de folhas que abundam em Nazareth, onde vive. Por isso Osman, 11 anos, magrinho como um cabo de vassoura, camiseta desbotada do Homem-Aranha, pensa em se mudar para a capital para estudar arquitetura, ter uma esposa e um só filho, pois sabe que criar três, quatro ou cinco, como é comum em sua aldeia, significa passar fome e necessidade. Isso foi o que lhe disse seu pai, um professor aposentado que alimenta cinco bocas com a sua aposentadoria mensal de 400 soles, uns US$ 130: nem a metade do salário mínimo. O pai prefere que Osman seja engenheiro químico para que saiba tudo sobre petróleo e assim tenha um futuro melhor que ele. Porque, desde que um enorme oleoduto corroído derramou cerca de 500 mil litros desse combustível aqui, neste pedaço na selva úmida e montanhosa do Amazonas, a segunda região mais empobrecida do país, alguns adultos dizem que um mês limpando o petróleo do rio paga sete vezes mais que um mês cultivando a terra. Apesar de temerem estar envenenados.

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MPF solicita manifestação da ANP e retirada de leilão de blocos de petróleo e gás natural no AM

Áreas ofertadas pela ANP afetam terras indígenas, áreas prioritárias para conservação ambiental e até mesmo o Encontro das Águas

Procuradoria da República no Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que se manifeste sobre a existência de blocos exploratórios de petróleo e gás natural em áreas com potencial impacto sobre terras indígenas e áreas de especial interesse ambiental, prioritárias para conservação, e sobre a retirada destes blocos (confira melhor no mapa) da oferta de leilão. Há registro de bloco inclusive próximo ao Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, fenômeno natural tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) por seu valor arqueológico, etnográfico e paisagístico.

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Boaventura: A nova Guerra Fria e a Venezuela

Não é difícil concluir que não está em causa a defesa da democracia venezuelana. O que está em causa é o petróleo da Venezuela

por Boaventura de Sousa Santos, em Blog da Boitempo

O que se está a passar na Venezuela é uma tragédia anunciada, e vai provavelmente causar a morte de muita gente inocente. A Venezuela está à beira de uma intervenção militar estrangeira e o banho de sangue que dela resultará pode assumir proporções dramáticas. Quem o diz é o mais conhecido líder da oposição a Nicolas Maduro, Henrique Capriles, ao afirmar que o Presidente-fantoche Juan Guaidó está a fazer dos venezuelanos “carne para canhão”.

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Indígenas de Areal cobram dívida de 40 anos da Petrobras

Veículos da empresa estão proibidos de passar pela estrada da comunidade há quinze dias

Fernanda Couzemenco, no Século Diário

A comunidade indígena de Areal, em Linhares, bloqueou, há quinze dias, o trânsito de veículos da Petrobras sobre a estrada que atravessa a localidade. O objetivo é pressionar a empresa a realizar melhorias na estrada e outros benefícios, como forma de indenização pela ocupação do território para exploração de petróleo há décadas.

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TRF1 mantém suspensão das atividades para produção de hidrocarboneto na Bacia Sedimentar do Acre

Condição para retomada é realizar Avaliação Ambiental de Área Sedimentar e consultar povos indígenas afetados

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a decisão que suspendeu as atividades do processo de arrematação do lote AC-T-8, no que se refere à produção de hidrocarboneto na Bacia Sedimentar do Acre. Em julgamento realizado na segunda-feira (17), a 6ª Turma do Tribunal seguiu entendimento do Ministério Público Federal de que deve ser realizada a Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) para o desenvolvimento de atividades e empreendimentos de exploração e produção de petróleo e gás natural, bem como a consulta prévia aos povos indígenas e tradicionais direta ou indiretamente afetados.

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Petrobras: raposa no galinheiro

Bolsonaro coloca na presidência da estatal Castello Branco — inimigo declarado da empresa. Junto com Pré-Sal, ela está mais ameaçada que nunca

Por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

Muito já foi dito e escrito a respeito dos interesses geopolíticos e econômicos que operaram ao longo do processo do golpeachment de Dilma Roussef e todo o período que veio a seguir com o governo Temer. Na verdade, o discurso contra a corrupção operava como cortina de fumaça para promover uma profunda mudança nos rumos das políticas públicas. Tendo em vista a impossibilidade de chegar ao poder por meio das eleições, as forças conservadoras optaram pela ruptura em total desrespeito às regras constitucionais. (mais…)

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Pesquisa aponta contaminação humana e ambiental em Campos Elíseos

No Portal ENSP

A contaminação humana e ambiental em Campos Elíseos, no município de Duque de Caxias – Rio de Janeiro, foi o tema discutido no último ‘Encontros do Cesteh’. Na atividade foram apresentados os resultados do estudo que analisou a contaminação na região. Coordenado pelo pesquisador do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP) e coordenador do Laboratório de Ecotoxicologia, Josino Costa Moreira, o objetivo do estudo foi avaliar os níveis ambientais e a contaminação humana na área de influência do Polo Industrial de Campos Elíseos, além de entender seus potencias impactos sobre a saúde da população residente. Os resultados da pesquisam apontam para a situação de precariedade dos indivíduos residentes da região, com indicação de alterações hematológicas, relacionadas à ocorrência de exposição ao benzeno. (mais…)

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