Alerta ocorre após Lula defender a exploração do bloco FZA-M-59 pela Petrobras na foz do Amazonas, empreendimento com riscos socioambientais para Povos Indígenas da região.
“O discurso sobre usar os recursos do petróleo da Amazônia para financiar a transição energética não é apenas falso, é escandalosamente cínico” – este é um trecho do documento elaborado por representantes de organizações indígenas dos nove países amazônicos – que formam o G9 da Amazônia Indígena. Eles reivindicam o fim da exploração de petróleo na região, uma ação que, diz o G9, ignora a gravidade da crise climática e a devastação causada pela exploração de combustíveis fósseis, os maiores responsáveis pela crise climática global. “Não permitiremos que nos enganem com falácias e estratégias que apenas prolongam a destruição. O fim da exploração de petróleo na Amazônia e no mundo não é uma opção, é uma urgência. Não restará nenhuma floresta em pé em um planeta em chamas. A transição energética precisa ser feita de maneira justa e imediata, respeitando e protegendo as populações que já estão pagando o preço mais alto dessa destruição criminosa”, diz outro trecho do documento. O manifesto é resultado do Encontro Internacional dos Povos Indígenas da Bacia Amazônica, que ocorreu em Manaus nos mesmos dias em que o presidente Lula esteve em Macapá e Belém e defendeu a exploração de combustíveis fósseis no bloco FZA-M-59, na foz do Amazonas, lembra Lauro Jardim n’O Globo. (mais…)
