Virtual e perigoso

No dia 13 de março dois ex-alunos de uma escola estadual em Suzano (SP) entraram no lugar onde estudaram, mataram oito pessoas, feriram outras 11 e depois tiraram as próprias vidas. Ainda em março, o aluno de uma escola de Belo Horizonte publicou nas redes sociais uma imagem onde mostrava duas réplicas de arma de fogo e uma faca. Na legenda, uma mensagem dirigida à escola: “Segunda tem”. Dias depois, 11 adolescentes foram identificados como fontes de falsas ameaças a diferentes escolas no Distrito Federal

por Pedro Calvi / CDHM

A sequência desse tipo de caso, logo após o episódio de Suzano, os especialistas estão chamando de “contágio”. Ou seja, pela divulgação massiva através de redes sociais ou imprensa, outros jovens buscam ficar conhecidos e, quem sabe, famosos.

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Zizek: “liberdade é escravidão”, mostra Assange

Como em 1984, o poder deseja que pensemos em lógica da “novilíngua” – enxergando como liberdade o fluxo de informações que nos aprisiona e denuncia. Por isso, o Wikileaks é tão importante – e só a mobilização libertará seu criador

Por Slavoj Zizek | Tradução: Simone Paz Hernández, em Outras Palavras

Finalmente, aconteceu — Julian Assange foi retirado da embaixada do Equador e preso. Não foi surpresa: vários sinais já vinham apontando nessa direção.

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Os gurus digitais criam os filhos sem telas

No Vale do Silício proliferam escolas sem tablets nem computadores e jardins da infância onde o celular é proibido por contrato

Por Pablo Guimón, El País Brasil

A professora, armada com giz colorido, acrescenta frações no grande quadro-negro, emoldurado em madeira rústica, que cobre a parede frontal da classe. As crianças da quarta série, 9 e 10 anos, fazem suas contas nas carteiras com lápis e cartelas. A sala de aula é revestida de papéis: mensagens, horários, trabalhos dos alunos. Nenhum saiu de uma impressora. Nada, nem mesmo os livros didáticos, que as próprias crianças elaboram à mão, foi feito por computador. Não há nenhum detalhe nesta aula que possa estar fora de sintonia com as memórias escolares de um adulto que frequentou a escola no século passado. Mas estamos em Palo Alto. O coração do Vale do Silício. Epicentro da economia digital. Habitat daqueles que pensam, produzem e vendem a tecnologia que transforma a sociedade do século XXI.

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Como a internet está matando a democracia

Em entrevista à Pública, o pesquisador e autor inglês Jamie Bartlett diz que hoje em dia cuidar do nosso comportamento online é mais importante que votar

Por Ethel Rudnitzki, Agência Pública

“Fomos muito ingênuos”, adverte o pesquisador e jornalista inglês Jamie Bartlett. Para ele, nos primórdios da internet “havia uma ampla visão de que o simples fato de tornar a informação mais disponível e permitir que todos pudessem criar e compartilhar informação transformaria o nosso ambiente em mais informado, politizado e racional.”

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Quem é o brasiliense responsável pelo site que inspirou ataque em Suzano

Homem que ameaçou um atentado na UnB, onde estudou, criou site que incentiva crimes contra minorias e deu dicas aos autores dos assassinatos em colégio de São Paulo e do Rio de Janeiro. Racista, ele diz odiar mulheres desde quando era criança

Por Renato Alves, no Correio Braziliense

Nos bastidores dos massacres das escolas de Realengo, em 2011, e Suzano, na última quarta-feira, está um brasiliense de 33 anos. Ele criou e abasteceu com informações criminosas um site destinado a extremistas, que estimulou e ajudou os autores em ambos os ataques. E, antes deles, levou terror à Universidade de Brasília (UnB), onde estudou e ameaçou uma chacina. A Polícia Federal o prendeu pouco antes do prometido ato terrorista.

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Os massacres de Christchurch e Suzano e o lado obscuro da internet

Ligação entre autores de ataques a tiros na Nova Zelândia e no Brasil e o mundo virtual chama atenção para a propagação de ideias extremistas e de violência em redes sociais e fóruns anônimos.

Na DW

O principal suspeito pelos ataques a tiros em duas mesquitas da Nova Zelândia, que deixaram ao menos 49 mortos nesta sexta-feira (15/03), planejou meticulosamente um atentado voltado para a era da internet. Ele transmitiu o massacre ao vivo pelo Facebook e publicou um longo manifesto repleto de piadas internas voltadas para os que estão familiarizados com o universo obscuro da internet.

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MPF entra com ações civis por manifestações discriminatórias na Internet

Usuários referiram-se a homossexuais como “desgraça” e “aberração”

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), ingressou com duas ações civis públicas em razão de manifestações injuriosas e discriminatórias contra homossexuais, veiculadas no canal Youtube e na rede social Facebook, por Altair Francisco Genésio e Gustavo Canuto Bezerra, respectivamente. Os fatos foram investigados em dois inquéritos civis, instaurados a partir de representação de usuários da rede Facebook e de procedimento encaminhado pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul.

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