Ola Bini está preso por sua luta por privacidade e segurança na Internet

O trabalho de Bini é, em boa parte, alertar a sociedade sobre mecanismos de vigilância e controle de condutas

Por Juliana Novaes e Paulo José Lara, no Brasil de Fato

Ola Bini é um desenvolvedor e ativista mundialmente reconhecido como um dos maiores especialistas em segurança digital do mundo. Trabalhou em uma série de projetos envolvendo tecnologias de uso, desenvolvimento livre e aberto, e o direito à privacidade. 

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Cinco dos dez canais que explodiram no ranking do YouTube durante as eleições são de extrema direita

Por Rodrigo Ghedin, The Intercept Brasil

O YOUTUBE TEVE um papel crucial na eleição de Jair Bolsonaro. Não é mais especulação afirmar que a rede social aumentou a audiência da extrema-direita – e ajudou a formar o público que refletiria esse ideário nas urnas. Agora, uma análise inédita dá a dimensão do problema: dos dez canais que mais cresceram no YouTube Brasil no segundo semestre de 2018 – época das eleições –, metade era dedicada a promover Bolsonaro e extremistas de direita como ele. E isso aconteceu com uma mãozinha do algoritmo do YouTube que recomenda conteúdo na seção “Em Alta”, área nobre do site que mostra os canais e vídeos que estão bombando no momento.

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Robôs impulsionaram hashtags contra ONGs na Amazônia e a favor de Salles

Cerca de 1% dos perfis foram responsáveis por mais de 20% das postagens com as tags que chegaram aos assuntos mais comentados do Twitter

Por Ethel Rudnitzki, Agência Pública

Na semana passada, entre 19 e 24 de agosto, as queimadas na Amazônia foram um dos assuntos mais comentados no Twitter mundialmente. Em meio à polarização no Twitter, as hashtags foram mais uma vez usadas como armas para ganhar a opinião pública – mas dessa vez, com auxílio de robôs e turbas virtuais, segundo levantamento feito pela Agência Pública.

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“A Libra não é uma criptomoeda”, diz porta-voz de Instituto de Criptoanarquia

Em entrevista à Pública, o criptoanarquista Milan Půlkrábek critica a nova moeda do Facebook e aconselha as pessoas a serem paranoicas nas redes

Por Ethel Rudnitzki, Rafael Oliveira, Agência Pública

“Ergam-se, vocês não têm nada a perder a não ser as cercas de arame farpado!”

Como em um anúncio profético de revolução, Timothy C. May publicou em 1992 o Manifesto Criptoanarquista, direcionado à comunidade Cypherpunk – um grupo de entusiastas da criptografia que surgiu em meados dos anos 1980. Quase 30 anos depois, a criptografia ainda não se alastrou e o debate sobre privacidade, principalmente com a popularização da internet e a criação de redes sociais, está cada vez mais quente.

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Tecnologia, Ignorância e Violência

Ao ambicionar o domínio da natureza, ciência ocidental abriu caminho para o controle das sociedades; e ao perseguir obsessivamente a informação, produziu a explosão da ignorância. É preciso buscar as origens filosóficas deste paradoxos

Por Pablo Rubén Mariconda, do Scientiae Studia , em Outras Palavras

Meu objetivo neste texto é discutir o irresistível impulso tecnológico do Ocidente para o controle, domínio ou conquista da natureza, delineando em conformidade com Hermínio Martins, Experimentum humanum, duas tradições de caracterização desse impulso tecnológico de controle: a prometeica, segundo a qual o domínio da natureza serve a fins humanos, ao bem humano e, particularmente, à emancipação de toda a espécie humana; e a fáustica, que critica o otimismo dos argumentos prometeicos e avança uma concepção niilista segundo a qual a tecnologia não tem qualquer objetivo humano para além de sua própria expressão. No cerne dessa disputa encontra-se a questão crucial da passagem do domínio da natureza para o domínio dos seres humanos e, muito particularmente, a da sobrevivência da espécie humana. Essa discussão servirá para encaminhar um primeiro questionamento das concepções eugênicas do trans-humanismo vinculadas à biotecnologia, ao automatismo e à inteligência artificial: melhoria prometeica ou extinção fáustica da espécie humana?

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Como o Facebook está patenteando as suas emoções

Nos últimos anos, a plataforma acelerou os registros de patentes relacionadas à modulação de reações emocionais dos usuários

Por Ethel Rudnitzki, Rafael Oliveira, Agência Pública

“O Facebook ajuda você a se conectar e compartilhar com as pessoas que fazem parte da sua vida.” É essa mensagem que aparece na sua tela ao se fazer o login na rede social – ou antes de criar a sua conta, se você não for um dos 130 milhões de brasileiros que usam o Facebook.

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Como surgem as teorias conspiratórias da direita?

Em entrevista, pesquisadores falam sobre as teorias mais disseminadas pelos principais apoiadores de Bolsonaro e Olavo de Carvalho

Por Redação A Pública

Globalismo? Climatismo? Marxismo cultural? Em março, a Casa Pública recebeu a socióloga Sabrina Fernandes, do canal TeseOnze, o pesquisador Marco Antônio Perruso, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRRJ, para um debate sobre teorias da conspiração, mediado pelo jornalista da Piauí Herald Roberto Kaz. Aqui, alguns trechos dessa conversa:

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Escolas na mira das corporações da internet

Diversas secretarias de educação fecharam parcerias com Google e Facebook. Com ações suspeitas — como usar estudantes para divulgar ferramentas — educação brasileira é usada para captura de dados e propaganda gratuita

por Fabiana Oliveira, em Outras Palavras

“Crie rimas sobre as ferramentas do Google for Education e torne-se um Rap-baixador no Brasil”. É com esta chamada que o Google se dirige a professores, sugerindo que eles incentivem seus alunos a fazer rimas sobre as ferramentas do Google for Education e também que gravem suas manifestações. A proposta, entretanto, não explicita como e nem para quê os vídeos serão utilizados. Segundo especialistas, a falta de transparência e a ausência de informações detalhadas é exemplar do grau de liberdade com que as empresas de tecnologia têm atuado nas escolas brasileiras. No horizonte da empresa estaria a coleta de dados dos usuários norteada pelo capitalismo de vigilância.

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Deep Fake, a mais recente ameaça distópica

Estas pessoas não existem: são “criadas” por Inteligência Artificial. Fotos, vídeos e textos muito verossímeis multiplicam os riscos de manipulação total. Emerge imenso problema: como regular a ciência, em meio à crise civilizatória?

Por Michael K. Spencer | Tradução: Gabriela Leite, em Outras Palavras

Em 2019, vivemos em um mundo no qual vídeos e imagens deepfake de pessoas, totalmente fabricadas, podem ser criadas por inteligência artificial

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