Justiça censura reportagem sobre comércio ilegal de ouro publicada na Repórter Brasil

Decisão liminar deu prazo de apenas 48 horas para excluir trechos da reportagem, antes mesmo de ouvir as partes envolvidas

Por Repórter Brasil

O juiz Air Marin Junior, do 2º Juizado Cível de Boa Vista (RR), concedeu liminar determinando a retirada do ar de trechos da reportagem “Compro tudo’: ouro Yanomami é vendido livremente na rua do Ouro, em Boa Vista”, produzido pela Amazônia Real, em parceria com a Repórter Brasil, e publicada em 24 de junho deste ano em ambos os sites. Ele atendeu ao pedido de uma das citadas na matéria.

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Julian Assange: a farsa acusatória começa a ruir

Testemunha-chave confessa: foi coagido pelos EUA a mentir em depoimento em troca de imunidade. Revelação expõe a teia armada para extraditar (e punir exemplarmente) o jornalista que ousou denunciar os crimes de guerra do império

Jennifer Robinson, e entrevista a Amy Goodman, com tradução na Carta Maior

Uma das principais testemunhas no caso de extradição de Julian Assange admitiu que fez falsas alegações contra Assange em troca de imunidade a acusações, uma revelação bombástica que pode ter um grande impacto no destino do fundador do WikiLeaks.

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Ataques de Bolsonaro a jornalistas são tema de ato pela democracia em SP

Com transmissão pela TVT, Vigília pela Vida e pela Liberdade reuniu mais de 40 organizações no Dia Mundial da Saúde, também Dia do Jornalista; entre os temas, as ameaças, os assédios judiciais e as mortes de profissionais da saúde e da imprensa durante a pandemia

Por Alceu Luís Castilho, em De Olho nos Ruralistas

Às 20 horas de quarta-feira, a Vigília pela Vida e pela Liberdade nomeou jornalistas perseguidos pelo bolsonarismo e denunciou situações de ameaça, pressão jurídica descabida e outros tipos de violência contra profissionais da imprensa. Sete de abril é Dia do Jornalista e Dia Mundial da Saúde. Com transmissão pela TVT, o ato teve o apoio de pelo menos 41 organizações, entre elas a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, o Conselho Federal de Economia e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MTS).

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O maior agressor à imprensa é o presidente da República, aponta relatório

O Brasil viu uma explosão de casos de violência contra jornalistas em 2020. Foram registrados 428 episódios, 105,77% a mais do que em 2019. E o principal agressor foi… o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. Sozinho ele foi responsável por 175 casos – 40,89% do total! Das agressões, 145 foram ataques genéricos a veículos de comunicação e jornalistas; 26 casos de agressões verbais, um caso de ameaça direta a jornalistas, uma  ameaça à TV Globo e dois ataques à organização dos jornalistas.

por Edelberto Behs, em IHU On-Line

O levantamento é da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) no  relatório Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, divulgado na terça-feira, 26 de janeiro. “A postura do presidente da República, que inegavelmente não condiz com o cargo que ocupa, serviu de incentivo para que seus auxiliares e apoiadores também adotassem a  violência contra jornalistas como prática”, destaca o documento.

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A crucificação de Julian Assange

Preso, perseguido e à beira de um colapso mental, ele resiste. Os EUA praticam tortura e aliados ocidentais apoiam — para dar exemplo. Não é só sua vida que está em risco: também o futuro do jornalismo e do direito à dissidência

Andrew Fowler* em entrevista a John Kendall Hawkins, no CounterPunch/ Outras Palavras

Andrew Fowler é um jornalista investigativo australiano muito premiado, ex-repórter dos programas  Foreign Correspondent e Four Corners, da ABC, e autor de “O homem mais perigoso do mundo: Julian Assange e a luta do WikiLeaks pela Liberdade” [The Most Dangerous Man in the World: Julian Assange and WikiLeaks’ Fight for Freedom — sem edição em português].

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CENSURA: Quando a gente para de gritar de horror, a gente aceita tudo

Censura a 11 matérias do jornalista Luis Nassif (JornalGGN) visa impedir a divulgação dos negócios do BTG Pactual; juiz obrigou à “despublicação”

por Laura Capriglione, em Jornalistas Livres

A censura ao JornalGGN e ao jornalista Luis Nassif está naquele rol de obscenidades a que o Brasil se acostumou. Se nem Deus mais se respeita (olha o padre e a evangélica que gabaritam em todos os pecados), se nem médico mais se respeita (veja as invasões de hospitais insufladas por Bolsonaro), se advogado agora leva socos na boca quando vai a presídios (e quem os dá são os policiais), se uma criança estuprada de 10 anos é xingada de “puta” e querem obrigá-la a levar a gestação a termo, mesmo que ela morra… Se num dia é uma patroa praticamente jogando um menino das alturas de um prédio e, no outro, é o surgimento instantâneo da Máfia dos Respiradores (enquanto o País sufoca com cento e picos mil mortos). Se morrem cento e picos mil e o presidente que perguntou “E daí?” está praticamente reeleito… Se tudo isso é verdade, por que não censurar o JornalGGN e o jornalista Luis Nassif? O que é, diante de tanto horror, um juiz mandar apagar as matérias que mencionem o BTG Pactual, não por acaso o hiper-banco de investimento de onde emergiu o atual ministro Paulo Guedes, antes de se consagrar como o maior criminoso do País? Só para dar uma idéia do tamanho, em julho de 2014, o BTG Pactual alcançou a marca de US$ 200 bilhões em ativos totais. Mais de R$ 1 trilhão.

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