O fim do jornalismo?

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

Com o fim da exigência do diploma para exercer a profissão e o fortalecimento das mídias digitais os temas da figura do jornalista e a existência do jornalismo têm me perseguido. Observo que as empresas estão contratando “produtores de conteúdo” em vez de jornalistas para as redes sociais ou para seus portais de informação. Digo informação porque não poderia dizer notícias, já que uma notícia exige no mínimo checagem e re/checagem da informação. E o que se vê, na maioria desses portais é o reaproveitamento de textos de outras pessoas, as quais não temos conhecimento se são jornalistas ou gente capacitada a redigir uma boa reportagem.

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Mais #VazaJato: o UOL é o novo parceiro

Por Glenn Greenwald e Leandro Demori, no The Intercept Brasil

O UOL inicia hoje sua parceria com o Intercept Brasil na apuração das mensagens secretas da Lava Jato

A primeira reportagem publicada pelo portal conta como Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba, usou a Rede Sustentabilidade como laranja para extrapolar suas atribuições e propor uma ação no STF contra o ministro Gilmar Mendes. 

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Corregedor-Nacional de Justiça diz que procuradores da “lava jato” passaram dos limites

No Conjur

O Corregedor-Nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, afirmou que os procuradores da “lava jato” passaram dos limites ao envolver seu nome em supostos anexos da delação premiada do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, para impedir que fosse nomeado ao Supremo Tribunal Federal após a morte de Teori Zavascki em 2017.

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Cruzada contra o Inpe testa limites do mundo ficcional bolsonarista

Os avanços na tecnologia de sensoriamento remoto praticamente condenaram o esforço do presidente, impondo um choque de realidade à ficção presidencial.

Por Claudio Angelo*, no El País

Em seu desgraçadamente atual Origens do Totalitarismo, de 1951, a cientista política alemã Hannah Arendt mostra como os regimes nazista e stalinista construíram “cortinas de ferro para evitar que alguém perturbe, com a mais leve realidade, a horripilante quietude de um mundo completamente imaginário”. A maior ameaça ao totalitarismo, ponderou, era “cada fragmento de informação concreta” que se infiltrava através do muro de silêncio.

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Até que a Lava Jato não é de se jogar fora

Ao menos serve como exemplo para não combater a corrupção. Ações voluntaristas, fabricação de super heróis e investigações enviesadas fracassaram — e até antigos aliados perceberam. É preciso superar “modelo Sérgio Moro”

por Roberto Andrés, em Outras Palavras

Quando surgiu a operação Lava Jato, há 5 anos, muita gente achou que se iria erradicar a corrupção do país. Outros passaram a acusar a operação de agir politicamente, escolhendo seus alvos preferenciais e poupando outros. Como apontou Conrado Hübner, a Lava Jato “forçava-nos a uma camisa de força: ou se é defensor da Lava Jato ou se é defensor da corrupção”.

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Quando veremos a autocrítica da velha mídia?

Criaram falsas simetrias em nome de um “paraíso ultraliberal”. Mentiram. Normalizaram o absurdo e ajudaram a catapultar um deputado medíocre à Presidência. Ameaçados pelo autoritarismo, barões da mídia fingem-se de paladinos da liberdade…

Por Almir Felitte, em Outras Palavras 

Autocrítica é uma palavra que foi bastante repetida desde outubro de 2018. Geralmente usada para críticas ao petismo, a palavra acabou virando mantra na boca de quem assiste de camarote ao estrago que a direita liberal faz ao país e consegue ter o cinismo de escrever textos e mais textos sobre como a esquerda seria a grande culpada por isso. E é assim, com a culpa sempre sendo dos outros, que a classe jornalística brasileira que trabalha nas grandes mídias vai colocando o país cada dia mais perto do abismo autoritário bolsonarista.

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Médicos pelo Brasil: um lançamento atacando moinhos de vento

Mesmo em momento propositivo, presidente só sabe jogar lenha na fogueira da polarização: mentiras sobre o Mais Médicos e o PT marcaram sua fala ontem.

Por Maíra Mathias e Raquel Torres, no Outra Saúde

Desde que Cuba anunciou sua saída do programa Mais Médicos, passaram-se nove meses. Foi o tempo da gestação da resposta do governo Jair Bolsonaro a um problema que o próprio presidente criou. Antes da temporada de declarações raivosas diárias, em cartaz atualmente, Bolsonaro colocou a saúde de milhões de brasileiros em risco ao dizer, ainda em campanha, que “expulsaria” os médicos cubanos do Brasil. Ontem, estava junto com o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta para lançar o programa de nome ufanista ‘Médicos pelo Brasil’. 

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Das Casas Bahia a Donald Trump. Por Patrick Mariano

Na Revista Cult

Um aplicativo que envelhecia as faces de usuários logo se tornou febre entre os brasileiros. O roteiro é parecido: famosos e influenciadores digitais começaram a estampar os seus rostos envelhecidos nas redes sociais e rapidamente em nossos próprios grupos pipocam imagens de amigos e conhecidos. 

Pouco tempo depois, saíram algumas matérias apontando riscos na proteção de dados dos usuários do aplicativo, com autorizações amplas que permitiriam grande vulnerabilidade. Considerando que não faz muito tempo que o Facebook admitiu a utilização em massa de dados dos seus usuários – motivo pelo qual foi condenado pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos em US$ 5 bilhões por falhas na política de privacidade da rede social -, não deveria ter causado muita surpresa a notícia relativa ao aplicativo do envelhecimento.

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O retorno à mais bruta selvageria e a falta de decoro para o exercício da presidência. Entrevista especial com Lenio Streck e Roberto Romano

Por: João Vitor Santos e Patricia Fachin, em IHU On-Line

As recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre as vítimas da ditadura militar fazem com que ele ingresse “no perigoso terreno da falta de decoro para o exercício da presidência”, diz o jurista Lenio Streck à IHU On-Line, por e-mail. “O governo Bolsonaro emitiu declaração oficial dizendo que foi o Estado, por seu órgão repressivo, que fez desaparecer o pai de Felipe Santa Cruz. Em seguida, o presidente da República diz uma inverdade, ao insinuar ou explicitar uma outra versão. Problema grave: se  Bolsonaro sabe e sabia que o pai de Felipe não foi morto do modo como o governo atestou, ele pode ter ferido o decoro do cargo e incidir no artigo 9º, da lei que trata do impeachment: é ‘crime de responsabilidade contra a probidade na administração proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo’”, explica.

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