Pnad e Caged: No auge do desemprego, Brasil enfrenta falhas nas estatísticas do mercado de trabalho que confundem e desorientam

Thais Carrança, BBC News Brasil

Num momento em que o país tem registrado números diários de mortes por covid-19 que ultrapassam 4 mil e diversos Estados e municípios reforçam medidas de distanciamento social, na tentativa de conter a propagação do vírus, as duas principais estatísticas do mercado de trabalho brasileiro apresentam problemas, apontam economistas.

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Olhar crítico em relação à Lava Jato: uma homenagem da Folha ao dia da mentira

Por João Feres Jr, Fernanda Cavassana, André Madruga e Lidiane Vieira, no Manchetômetro

No dia 29 de março, a Folha de S.Paulo publicou matéria do seu “repórter especial”, Naief Haddad, dedicada a defender a narrativa de que o jornal se posicionou de forma crítica em relação à Operação Lava Jato nos últimos sete anos, “como preconiza o Projeto Folha” (sic). O jornalista até se arrisca a contar matérias para tentar provar seu ponto. No texto, ele lista 65 textos publicados de 2014 a 2020, que supostamente manifestariam essa postura crítica em relação à força-tarefa. Haddad ainda acrescenta que a Folha, além de cobrir todas as etapas da notória operação, “deu voz ao outro lado”.

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Influenciadores digitais receberam R$ 23 mil do governo Bolsonaro para propagandear “atendimento precoce” contra Covid-19

Secretaria de Comunicação e Ministério da Saúde gastaram mais de 1,3 milhão de reais em ações de marketing com influenciadores sobre a pandemia

Por Giovana Fleck, Laís Martins, Agência Pública

Mais de R$1,3 milhão dos cofres do governo federal foram utilizados para pagar ações de marketing com influenciadores sobre a Covid-19. O valor foi investido pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Comunicação (Secom) e inclui R$85,9 mil destinados ao cachê de 19 “famosos” contratados para divulgar estas campanhas em suas redes sociais. 

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Desinformação, cortes de recursos e negacionismo. A receita trágica da pandemia

Professora Lucia Souto, diretora do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, afirma que população brasileira é vitima de um governo federal “criminoso e fracassado”

Por Redação RBA

Na avaliação da professora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e presidenta do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES) Lucia Souto, a população brasileira é vitima de um governo federal “criminoso e fracassado”. A falta de coordenação nacional para impor medidas restritivas com o objetivo de conter a pandemia da covid-19 é, segundo a especialista, um dos principais problemas da gestão.

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RENAP-CE acrescenta novos fatos às denúncias contra os deputados André Fernandes e Delegado Cavalcante

Por Rodrigo de Medeiros Silva

O Conselho Superior do Ministério Público do Estado do Ceará, no dia 02 de fevereiro de 2021, desarquivou denúncia contra os deputados estaduais André Fernandes e Delegado Cavalcante pela prática reincidente de difusão de notícias sem fundamento científico e/ou que não corresponderiam à realidade e que estariam atrapalhando as medidas sanitárias em face da Covid-19. A denúncia original foi feita pela Comissão de Direitos Humanos da OAB/CE, pela Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares no Ceará (RENAP-CE) e outros movimentos sociais.  

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Rejeição de vacinas nas aldeias causa devolução de 13,8 mil doses em MS

Com meta de 90%, a Saúde indígena vacinou apenas 63% na primeira e 38% na segunda dose

Por Valéria Araújo, no Progresso

Notícias falsas derrubaram as vacinações contra a Covid-19 nas aldeias de Mato Grosso do Sul. A resistência dos povos tradicionais levou a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, a remanejar 13.848 doses para outros grupos prioritários.

De acordo com nota da Sesai, Mato Grosso do Sul recebeu, do Ministério da Saúde, 97 mil doses do imunizante contra a Covid-19 para vacinar uma população de 45.693 indígenas acima de 18 anos. A quantidade se refere a duas doses. Desta população, 63% recebeu a primeira e 38% já recebeu a segunda dose. Devido às notícias falsas, uma parte da população ficou reticente em tomar a vacina, isso fez com que a meta, normalmente atingida pela Influenza, que é em torno de 90%, não pudesse ser atendida.

Em Dourados, as lideranças estimam que a procura pela vacina caiu 50%, após o movimento antivacina, conforme noticiou recentemente O PROGRESSO. “A campanha teve início com boa participação da comunidade, porém o movimento foi caindo porque existe muita resistência. Essa renúncia é fruto de informações equivocadas que estão sendo espalhadas nas comunidades”, explicou o cacique Gaudêncio Benites, da Aldeia Bororó.

Segundo o cacique, os boatos vão desde a ineficácia da vacina, bem como ela seria a “marca da besta”, uma citação prevista no Livro do Apocalipse. Membro do Conselho Fiscal de Saúde Indígena, Fernando de Souza, disse ao O PROGRESSO que além do que chega por meio de notícias falsas a comunidade ainda precisa lidar com questões de ideologia religiosa. Segundo ele, existe a informação de que líderes religiosos estariam incentivando a comunidade a resistir contra a imunização. Segundo Fernando, a Reserva de Dourados concentra hoje cerca de 100 templos religiosos de origem não indígena e apenas três casas de rezas tradicionais da comunidade.

Confira a nota da SESAI

A Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, por meio do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Mato Grosso do Sul, esclarece que estão sendo remanejadas 13.848 doses de vacinas contra a COVID-19 ao Governo do Estado do Mato Grosso do Sul para atendimento de outros grupos prioritários do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19. O DSEI Mato Grosso do Sul recebeu, do Ministério da Saúde, 97 mil doses do imunizante contra a COVID-19 para vacinar uma população de 45.693 indígenas acima de 18 anos, atendida pelo SASISUS e especificidades da ADPF 709. A quantidade se refere a duas doses. Desta população, 63% recebeu a primeira e 38% já recebeu a segunda dose. Devido às notícias falsas, uma parte da população ficou reticente em tomar a vacina, isso fez com que a meta, normalmente atingida pela Influenza, que é em torno de 90%, não pudesse ser atendida. A fim de colaborar com o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, a SESAI e o DSEI Mato Grosso do Sul optaram por remanejar essas doses para que o Estado possa aplicar em outros grupos prioritários do Plano. Mesmo com o remanejamento, o DSEI mantém estoque suficiente de doses para imunizar 85% da população apta. Para o repasse, a SESAI acordou com o Governo do Estado que a Secretaria de Estado de Saúde reponha as doses liberadas futuramente, caso haja necessidade. A vacinação contra a COVID-19 não é obrigatória. O DSEI tem realizado conscientização nas aldeias sobre a imunização contra a COVID-19, com o apoio de lideranças e do Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI) do Mato Grosso do Sul para alcançar o maior número de indígenas. O Ministério da Saúde recomenda que gestantes, puérperas e lactantes e pessoas com doenças reumáticas, imunológicas e oncológicas devem ter avaliação individualizada, e decisão compartilhada entre médico e paciente, para receber o imunizante contra a COVID-19. Mais informações sobre vacinação e dados da COVID-19 estão disponíveis ao público no site da SESAI: https://saudeindigena.saude.gov.br Contato: Núcleo de Comunicação/NUCOM Telefones: (61) 3315-3325/3315-3878 E-mail: comunicacao.sesai@saude.gov.br Gabinete – GAB/SESAI SRTV 702, Via W5 Norte – Bairro Asa Norte, Brasília/DF, CEP 70723-040 Site – saude.gov.br

Foto: APIB

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‘Não há como enfrentar a desinformação sem considerar as desigualdades sociais’, afirma pesquisador

Por Daiane Batista/CEE-Fiocruz, no Informe Ensp

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), estamos diante de uma infodemia que pode ser definida como um excesso de informação – algumas precisas e outras, não –, que torna difícil encontrar fontes idôneas e orientações confiáveis quando se precisa. Assim, esse excesso gera desinformação e medo, podendo ser muito prejudicial às pessoas. O pesquisador Igor Sacramento, professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação em saúde da Fiocruz (PPGICS/Icict/Fiocruz) e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ, conversou com o blog do CEE-Fiocruz e destacou a importância de atacar as desigualdades estruturais no combate à desinformação. “Não há como enfrentar desinformação e produção de ignorância no mundo contemporâneo, em relação à ciência e a saúde, sem considerar as desigualdades sociais”, avalia Igor.

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A Lava Jato e os 11 princípios da propaganda nazista. Por Carol Proner

ABJDAssociação Brasileira de Juristas pela Democracia

A Lava Jato não existiria sem uma aliança bem ajustada com setores da mídia para, por meio de notícias espetaculosas, comprometer a imagem de acusados antes mesmo da instauração de processos formais. Essa fórmula obedeceu o modelo importado das “forças-tarefa” dos Estados Unidos, conforme revelam informações sobre cursos de treinamento em cooperação internacional de procuradores e agentes da polícia federal.

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Tensões políticas levaram Brasil a fracassar no combate à covid-19, aponta relatório

Polêmicas sobre isolamento social e uso de medicamentos sem eficácia contra a doença causaram danos extensos e profundos no combate à pandemia

Por Júlio Bernardes, Jornal da USP

Brasil é um dos maiores fracassos no combate à covid-19, ao lado dos Estados Unidos. A conclusão está em um relatório elaborado por pesquisadores de 16 países e divulgado em janeiro, que analisou as respostas à pandemia em cada nação, levando em conta as relações entre saúde pública, política e economia. No Brasil, de acordo com o trabalho, as tensões políticas levaram a polêmicas sobre isolamento social e uso de medicamentos e causaram danos extensos e profundos no combate à doença e agora prejudicam o planejamento da vacinação. O projeto Comparative Covid Response: Crisis, Knowledge, Politics (CompCoRe), que realizou o estudo, teve a colaboração de pesquisadores da USP e da Universidade de Campinas (Unicamp), que prosseguem com as pesquisas sobre como as autoridades e a população percebem e lidam com a covid-19.

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Covid-19: Por que há missionários que não querem vacina para indígenas?

Missões evangélicas que atuam em terras indígenas da Amazônia promovem atitudes antivacina em pleno auge da pandemia de Covid-19. Após décadas de controle do atendimento sanitário, utilizado como barganha para a evangelização, missionários enxergam nas agências de saúde pública um concorrente que ameaça seu monopólio. A situação se agrava em terras indígenas no entorno de povos em situação de isolamento: nelas, igrejas recrutam ‘mateiros’ indígenas usados em expedições ilegais de contato com índios isolados, em um contínuo esforço por ampliar a abrangência da missão.

Miguel Aparicio*, no Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Isolados e de Recente Contato – OPI

As notícias dramáticas sobre a infecção por Covid -19 invadem nossas vidas há quase um ano. Ao início, contávamos um por um os dias de confinamento acreditando que a pandemia seria superada em poucos meses. Não foi assim, a tragédia brasileira já arrancou centenas de milhares de vidas e o contágio continua em ritmo vertiginoso. Diante do caos, as vacinas surgiram como uma luz no fim do túnel, e o Brasil soube priorizar a proteção dos mais vulneráveis – idosos, profissionais de saúde e indígenas. Sim, depois de mais de 500 anos de disseminação de epidemias que assolaram inúmeras vidas indígenas, nosso país promoveu o acesso preferencial desses povos à linha de frente da imunização. Porém, ainda cometeu o grave erro de excluir da prioridade aos indígenas “não aldeados” – uma discriminação injustificada que desconhece que os povos ameríndios sempre promoveram amplas redes de circulação e intercâmbio, que atualmente operam num constante fluxo entre aldeias e cidades. Como disse Inácio Banawá, “terra de índio é para branco não entrar, não é para índio não sair”. O governo, ainda com uma concepção anacrônica que pensa as terras indígenas como ‘reservas’, segregou com essa medida mais de 40% da população indígena do país.

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