Bolsonaristas querem montar rádios e tevês pelo País

Rede ligada ao presidente não está satisfeita apenas com WhatsApp e redes sociais

Por Thais Reis Oliveira, na Carta Capital

Em fevereiro, enquanto o Brasil brincava o Carnaval sem se ater à chegada da epidemia mais feroz do século, o deputado Eduardo Bolsonaro  aproveitou a folga para fazer uma viagem aos Estados Unidos. A primeira parada, no dia 23, foi na sede da Christian Broadcasting Network, na Virgínia. Um conglomerado cristão multimídia criado pelo teleevangelista Pat Robertson no fim dos anos 1960. O primeiro programa foi ao ar graças a uma vaquinha de 700 espectadores. Nas décadas seguintes, a rede se tornaria peça-chave da incursão dos evangélicos na política. O pastor incentivou as guerras culturais dos anos 1980 que se estenderam ao longo do tempo. No passado, foi grande amigo de Ronald Reagan. Agora, é próximo de Donald Trump. Uma reportagem do site de notícias Politico publicada em 2018 classificou a CBN como uma porta-voz mais aguerrida do presidente do que a Fox News. 

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Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos patrocinou anúncios em canais religiosos, desinformativos e investigados pela Justiça

Reportagem analisou os 450 principais canais nos quais os anúncios foram exibidos

Por Ethel Rudnitzki, Laura Scofield, Agência Pública

“Oi vizinhos, como vocês estão na quarentena? Eu tô bem, junto da minha família”, diz um adolescente à câmera enquanto segura placas que dizem o contrário. “Estamos sendo machucados”, lê-se em uma delas. O vídeo termina com a indicação de canais de denúncia para violência doméstica e faz parte de uma campanha do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH) veiculada em rádios, TVs, jornais impressos e na internet – especialmente em canais de YouTube.

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Zizek vê a distopia mais desumana de Elon Musk

Ao propor romper a fronteira entre o fluxo de pensamento e a realidade, o Neuralink expõe um projeto desumano. Sua tecnologia implica eliminar, em nome do conforto, uma distância psíquica sem a qual não há autonomia possível

Por Slavoj Žižek, no Outras Palavras

No final de agosto, Elon Musk apresentou, numa entrevista coletiva em Los Angeles, a primeira prova viva do sucesso de seu projeto Neuralink. Exibiu o que era, em suas palavras, “um porco saudável e feliz”, com um implante que tornou seus processos mentais legíveis por um computador. Fico curioso por saber como ele descobriu que o porco estava feliz…

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Bibliotecas da Fiocruz ampliam acesso à informação na pandemia

Vitor Fraga, Icict/Fiocruz

A corrida científica em torno do novo coronavírus não envolve apenas médicos, biólogos, epidemiologistas e demais pesquisadores da área biomédica. Para que a ciência avance em suas descobertas, é fundamental o trabalho de quem atua para garantir acesso ao conhecimento científico, como bibliotecários e profissionais da informação. É o caso das equipes que atuam na Rede de Bibliotecas Fiocruz. Com o isolamento social imposto pela pandemia, criaram formas para garantir que o atendimento (ainda que remoto e virtual) aos usuários não fosse interrompido. Mas não só isso. Também desenvolveram novas estratégias para ampliar o acesso à informação e à produção científica. Um rol de serviços e produtos, como a Plataforma Integrada Covid-19, que reúne, em acesso aberto, cerca de 100 mil títulos de todo o mundo sobre a doença. O Catálogo Mourisco, em que os usuários podem ter acesso a mais de 30 mil itens do acervo da Fiocruz. E o Boletim BiblioCovid, que elenca artigos mais buscados sobre temas relacionados ao Sars-Cov-2. Além disso, a Rede de Bibliotecas tem estruturado protocolos e medidas que devem ser tomadas quando o atendimento presencial puder ser retomado, produzindo para isso o Plano de Convivência com a Covid-19, cujos focos principais são a segurança dos trabalhadores das bibliotecas, dos usuários e dos acervos. Tem incrementado sua participação em redes de excelência, como a plataforma Virus Outbreak Data Network (Vodan). E promovido eventos e treinamentos online.

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Yes, nós temos deepfake: brasileiros são o 2º maior público de aplicativo que “troca rostos” de políticos e celebridades

Reportagem apurou que aplicativo pretende lançar rostos de personalidades brasileiras; o Impressions App já permite simular imagem de Trump e Obama, além de celebridades dos EUA

Por Ethel Rudnitzki, Agência Pública

“Hey, Brasil. Estou em praia de Rio de Janeiro pescando”, diz o cantor Justin Bieber, em português, em um vídeo gravado em Cabo Frio. Com mais de 80 mil curtidas, o conteúdo em questão não foi produzido pelo cantor, mas por um influencer brasileiro, Daniel Xavier, utilizando um aplicativo que permite trocar seu rosto pelo de celebridades e políticos — e que pode mudar a forma como conteúdos falsos são produzidos atualmente.    

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Fachin defendeu Moro como nem Dallagnol foi capaz de fazer

Relator da Lava Jato no STF não viu problema em Moro divulgar delação de Antonio Palocci a seis dias da eleição. A Lava Jato viu.

Por Rafael Moro Martins, no The Intercept Brasil

EM 13 DE MARÇO DE 2016, o procurador Deltan Dallagnol enviou a seguinte mensagem privada a Sergio Moro pelo aplicativo Telegram:

“E parabéns pelo imenso apoio público hoje. Você hoje não é mais apenas um juiz, mas um grande líder brasileiro (ainda que isso não tenha sido buscado). Seus sinais conduzirão multidões, inclusive para reformas de que o Brasil precisa, nos sistemas político e de justiça criminal. Sei que vê isso como uma grande responsabilidade e fico contente porque todos conhecemos sua competência, equilíbrio e dedicação.”

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Brasil elogia Fundação Palmares por combate ao racismo e cita Secretaria que extinguiu em documento enviado à ONU

Governo federal também citou no documento secretaria que foi extinta no primeiro mês da presidência de Bolsonaro

Por Igor Carvalho, no Brasil de Fato

O governo brasileiro enviou um documento ao Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial da Organização das Nações Unidas (ONU), no dia 16 de julho deste ano, elogiando a atuação da Fundação Cultural Palmares no combate ao racismo no país.

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Grupos evangélicos e olavistas ajudaram a espalhar fake news de Bolsonaro sobre esquerda e pedofilia

Notícia falsa é antiga mas foi impulsionada por site gospel em maio e voltou a circular entre grupos religiosos e discípulos de Olavo de Carvalho em julho

Por Ethel Rudnitzki, Mariama Correia, Agência Pública

Maior portal de notícias evangélicas do país, o Gospel Prime publicou, ainda em maio, texto onde afirmava haver um crescimento de “grupos pela legalização da pedofilia nas redes sociais”. Embora amparado em argumentos falsos e vagos como “muitos usuários das redes sociais relataram a criação de grupos para esse fim”, a publicação do site – listado pela CPMI das Fake News – circulou em grupos de WhatsApp cristãos e foi amplamente compartilhada por evangélicos nas redes sociais no começo de julho.

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Governo patrocinou propaganda da Previdência para canais infantis, religiosos e investigados pela Justiça

Reportagem analisou 500 canais que atingiram 9,8 milhões de visualizações em cerca de um mês; Secom gastou R$ 6 milhões em anúncios

Por Alice Maciel, Bruno Fonseca, Ethel Rudnitzki, Laura Scofield, Mariama Correia, Agência Pública

“E essas pessoas cheias de saúde que se aposentam com 50 anos?”, pergunta o ator de um vídeo encomendado pelo governo Bolsonaro sobre a reforma da Previdência. A série publicitária, parte da campanha oficial mais cara realizada na atual gestão da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), foi veiculada em rádios, TVs, jornais impressos e na internet, onde encontrou um nicho peculiar: canais de YouTube para crianças.

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A “guerra” à corrupção. Por Rubens R.R. Casara

Na Revista Cult

A crise da democracia representativa se faz sentir em todo o mundo, em especial diante da aproximação antidemocrática (e tipicamente) neoliberal entre o poder político e o poder econômico. Contudo, em países como o Brasil e a Itália, que podem ser vistos como uma espécie de laboratório de novas técnicas de controle dos indesejáveis, as agências do Sistema de Justiça exerceram um papel determinante para transformar a crise da representação em uma crise dos próprios valores, princípios e regras democráticos.

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