Presente distópico: Hungria estimula procriação… contra a imigração

Governo de extrema-direita estatizou clínicas de fertilização in vitro para garantir acesso a casais, desde que não sejam imigrantes. Leia também: número de mortos pelo coronavírus passa de mil

Por Maíra Mathias e Raquel Torres, no Outra Saúde

“Procriação, não imigração”. Pois é. Uma frase dessas só poderia vir de um governo de extrema-direita. No caso, foi forjada como propaganda na Hungria de Viktor Orban que pôs em andamento um plano muito, muito questionável: comprou as seis maiores clínicas de fertilização e reprodução in vitro do país com o objetivo de facilitar a técnica a 150 mil casais – desde que as pessoas que busquem esses serviços não sejam imigrantes.

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Mar Fronteira

Segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), em 2019, até à data, cerca de 933 pessoas terão morrido ou desaparecido no mar Mediterrâneo a caminho da Europa; a rota da Líbia para a Europa continua a ser a rota migratória com maior número de óbitos em todo o mundo (646 mortes até hoje) e registou cinco vezes mais mortes em 2018 do que em 2015, nomeadamente devido a uma redução das operações de busca e salvamento (SAR) ao largo da costa Líbia. As importações da UE da Líbia são dominadas por combustíveis minerais (11,4 bilhões de euros, 98,7%), em particular petróleo e produtos petrolíferos. O total de importações da UE da Líbia totalizou 11,6 bilhões de euros em 2017. 

por Yara Monteiro, em Buala

Tinha-a presa ao pescoço. A pequena sapatilha de madeira estava presa ao cordão.

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“Estamos vivendo na civilização do hardware militar, não para a guerra, mas para a fronterização”, afirma Achille Mbembe

Vivemos sob um novo regime de segurança global, segundo o filósofo camaronês Achille Mbembe: “Trata-se de um regime caracterizado pela militarização e miniaturização das fronteiras”.

por Ángel Vargas, em La Jornada / IHU On-Line*

Em visita ao país [México], o também teórico político, que vive na África do Sul, proferiu, na segunda-feira [07/10], a conferência magistral Corpos como fronteiras: Uma crítica ao regime contemporâneo de migração global, como parte da Cátedra de Arte e Direitos Humanos Nelson Mandela, da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

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PFDC recomenda revogação de portaria que trata de ingresso e deportação sumária de migrantes e refugiados no Brasil

Portaria extrapola sua competência regulamentadora, além de violar arcabouço jurídico nacional e internacional sobre o tema

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal (MPF), recomendou nesta segunda-feira (5) ao Ministério da Justiça e Segurança Pública que adote as medidas necessárias para a imediata suspensão dos efeitos da Portaria MJ 666/2019 e sua consequente revogação. Editado em 25 de julho, o ato normativo dispõe sobre “o impedimento de ingresso, a repatriação e a deportação sumária de pessoa perigosa ou que tenha praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal”. Para a PFDC, a portaria extrapola sua competência regulamentadora, além de violar o arcabouço jurídico nacional e internacional sobre o tema.

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Donald Trump aprueba deportaciones masivas en EE.UU.

El presidente de los Estados Unidos dio luz verde a la realización de redadas y deportaciones masivas en contra de los migrantes indocumentados. Se calcula que miles de personas serían detenidas arbitrariamente. Ante las protestas de activistas y políticos, Donald Trump responde con comentarios xenófobos contra sus opositores. La crispación política se apodera de los Estados Unidos.

Por José Díaz, en Servindi

A pesar de que hace un mes la medida fue suspendida, el presidente de los Estados Unidos, Donald Trump dio luz verde a las redadas contra los migrantes indocumentados en diversas ciudades del país. La medida, que ha generado controversia y protestas en Nueva York, busca detener y deportar a más de 2 mil ciudadanos no estadounidenses.

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A vida um ano depois do resgate de imigrantes no navio ‘Aquarius’

Desde o resgate do barco, a Espanha acolheu 1.000 pessoas que estavam à deriva no Mediterrâneo. Estas são algumas das suas histórias

Por María Mantín e Ignacio Zafra, no El País

Hazrat, um jovem de Bangladesh que não sabia cozinhar, auxilia o chef de um bistrô. Khingsley, um menino que passou mais da metade da vida migrando, aprende a ler num colégio francês. Diokel, um rapaz senegalês resgatado por um barco pesqueiro de Santa Pola, ganha a vida como trabalhador braçal numa rotatória. A Espanha se transformava, há um ano, no destino improvável dos migrantes aos quais a Itália e Malta fecharam seus portos. O Aquarius foi o primeiro e o símbolo, mas não foi o único. Desde então e até janeiro, quando a Espanha decidiu impedir a saída de barcos de resgate espanhóis, mais de 1.000 resgatados no meio do Mediterrâneo chegaram ao país com uma passagem para construir uma vida nova. O EL PAÍS conversou com alguns de seus protagonistas um ano depois do desembarque.

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Justiça é demandada a obrigar a União a financiar atendimento a indígenas venezuelanos em Belém (PA)

Pedido foi feito à Justiça Federal nesta quinta-feira (16) pelo MPF e pelo município de Belém

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) e o município de Belém (PA) encaminharam nesta quinta-feira (16) pedido à Justiça Federal para que a União seja obrigada a garantir financiamento federal para o abrigamento e o acolhimento humanitário dos indígenas venezuelanos da etnia Warao que vêm migrando para a capital paraense desde 2017.

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