Atingidos alegam exclusão, atraso nas reparações e narrativas irreais da mineradora Samarco
Por Por Cecília Araujo, Fernanda Germano, Lampião Jornal-laboratório, em Agência Pública

O 5 de novembro de 2025 marca não somente os dez anos do desastre-crime da Vale e BHP (Samarco), mas também a exclusão dos atingidos nas mesas de negociação de processos reparatórios e a impunidade das empresas mineradoras. Em 2016, o Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado pelos Governo Federal, de Minas Gerais, Espírito Santo e empresas mineradoras, criou a Renova, sem prever o acesso dos atingidos às instâncias deliberativas do processo. Tanto que, em 2018, um novo acordo foi necessário, o TAC Governança, com a participação do Ministério Público Federal (MPF), na tentativa de incrementar alguma participação efetiva dessas comunidades. O processo acabou sendo prejudicado pela atuação da Renova, que não possuía em seu conselho deliberativo uma composição capaz de garantir voz e vez às comunidades atingidas. (mais…)
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