Nas regiões metropolitanas brasileiras, mais de 19 milhões de pessoas estão em condição de pobreza, e mais de 5 milhões estão abaixo da linha de extrema pobreza. É o que aponta a nona edição do “Boletim Desigualdade nas Metrópoles”, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a PUC do Rio Grande do Sul e a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL).
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“A fome é uma opção de governo”, afirma dirigente do MST em audiência
Audiência pública “Carestia, fome e segurança alimentar e nutricional no Brasil” teve participação de movimentos populares, pesquisadores e parlamentares
Por Janelson Ferreira, na Página do MST
Na tarde desta terça-feira (2), ocorreu na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, em Brasília, DF, a audiência pública “Carestia, fome e segurança alimentar e nutricional no Brasil”. A atividade atendeu a requerimento do deputado Rogério Correia (PT-MG).
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Eleições 2022 e a disputa pela hegemonia: camisetas vermelhas, o branco da paz e o verde amarelo dos patriotas. Entrevista especial com Jean Marc von der Weid
Conservadores e esquerdistas precisariam construir pontes para ampliar as manifestações antigolpistas, diz o ex-presidente da União Nacional dos Estudantes – UNE. Enquanto isso, afirma, “o povão apenas registra que o litro de leite está custando quase o dobro do litro de gasolina comum. Simbolicamente, esta é a eleição do miojo com salsicha, o novo prato nacional, para os que ainda têm um prato”
Por: Patricia Fachin, em IHU
Se, de um lado, a discussão em torno da construção de uma terceira via para a disputa eleitoral é um tema que está em voga ao longo da última década no país, de outro, este debate é suplantado a cada quatro anos pela defesa da bipolaridade que tem girado em torno do PT, representando o campo progressista, e candidatos de outros partidos, como Bolsonaro, nos dois últimos pleitos. Nos últimos três anos, propostas de vias políticas alternativas foram descartadas, segundo o economista Jean Marc von der Weid, “pela resiliência de Bolsonaro e pela desidratação dos vários candidatos da terceira via”.
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Como onda de saques por fome deu origem à milícia em município do RJ
Por Thais Carrança, da BBC News Brasil
Há 200 anos, o Brasil se tornava independente. Há 100, assistia à Semana de Arte Moderna. Mas um outro acontecimento histórico, menos conhecido, completa 60 anos em 2022.
Trata-se da maior onda de saques da história do país, que teve início em Duque de Caxias e se espalhou por toda a Baixada Fluminense.
Em meio à inflação, à fome e a uma greve geral, o quebra-quebra aos gritos de “Queremos comer” e “Saque” deixou ao menos 42 mortos, 700 feridos e mais de 2 mil estabelecimentos atingidos, muitos dos quais nunca se recuperaram.
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Democracia na berlinda. As eleições 2022 para além da escolha presidencial. Entrevista especial com Rudá Ricci
“14 milhões de pessoas a mais estão passando fome no país em comparação com o primeiro levantamento do Inquérito Nacional realizado em 2020”, diz o cientista político
Por: Edição: Patricia Fachin, em IHU
A polarização neste ano eleitoral será inevitável e a disputa entre Jair Bolsonaro e Lula na corrida presidencial “é irreversível”. Este é o diagnóstico do cientista político Rudá Ricci, expresso em sua exposição virtual no debate sobre “As expressões das desigualdades no contexto global e local e os desafios com as eleições 2022”, juntamente com Marcelo Ribeiro, no evento promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU nesta segunda-feira, 04-07-2022.
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Furto famélico, fenômeno crescente num país desigual
No direito, furto famélico é a subtração de produtos devido a necessidade, sobretudo por fome. Embora sem estatísticas judiciárias, é provável que seu aumento no Brasil decorra de um agravamento econômico e social.
Por Malu Delgado, na DW
Furto de barras de chocolate que somavam R$ 20,00; furto de seis quilos de linguiça no valor de R$ 51,00; furto de três peças de carne, totalizando R$ 172,50. Esses três casos de furto, de valores insignificantes, chegaram recentemente à análise do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Pochmann: “É a política, estúpido!”
Brasil é um país em busca de reconstrução: pessoas em busca de trabalho, terras sem utilização e infraestrutura a restabelecer. Em vez de soluções tecnocratas, é hora do que importa: formar maiorias políticas para reverter a tragédia nacional
Por Marcio Pochmann, no Outras Palavras
A hegemonia neoliberal nos últimos tempos apequenou e submeteu a política aos interesses maiores dos negócios econômicos. A confirmação disso transpareceu pela difusão interna no uso do slogan “É a economia, estúpido!”, apresentada pelo marqueteiro do Partido Democrata no contexto da campanha eleitoral dos Estados Unidos, no ano de 1992.
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