‘Economizar’ no Bolsa Família é uma opção governamental de ampliar a exclusão de pessoas do programa. Entrevista especial com Tereza Campello

Segundo a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, mais de 1,5 milhão de famílias deixaram de receber o benefício

Por: Por Patricia Fachin e Ricardo Machado, em IHU On-Line

O recuo na cobertura do Bolsa Família nos municípios mais pobres do país e o aumento das filas de espera para receber o benefício fazem parte de uma decisão política do governo Bolsonaro para “economizar”, diz Tereza Campello à IHU On-Line. “Não se trata apenas do aumento do número de famílias na fila; o governo está diminuindo o programa para economizar. Economizar no Bolsa Família é uma opção. Por isso a opção não é diminuir a fila, mas ampliá-la, excluindo pessoas diariamente do programa”, adverte. Segundo ela, a atual fila de espera é “sensível” porque as famílias que estão aguardando para receber o benefício já estão habilitadas. “Estamos falando de pessoas que entraram com a solicitação, seus dados já foram verificados e checados, e agora elas têm que receber, porque o benefício já foi reconhecido. Ou seja, a pessoa já atende aos critérios para recebê-lo”, explica.

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Pergunte sobre o futuro do Brasil a Rodrigo Maia e Arminio Fraga. Por Janio de Freitas

Em 13 meses, gestão Bolsonaro não adotou nenhuma medida ou ideia contra as desigualdades

Na Folha

Dizem, há muito tempo, que o futuro a Deus pertence, o que serviria de slogan para os economistas do arrocho por um lado e ganho fácil por outro.

Adeptos de frases feitas, vendem sua “teoria” com adaptações da grande  fake news da história nacional: “O Brasil é o país do futuro”. O futuro mesmo, designação do país com que nossos filhos e netos vão lidar, caiu em desuso como cogitação e como palavra. Não convém à sanha imediatista da pequena minoria chamada de “mercado” e assusta mais os que, para maior paz dos outros, não devem pensar nem sobre presente.

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O truque da corrupção. Por Marcio Sotelo Felippe

Na Revista Cult

Em 1954 havia o “mar de lama”, a corrupção do governo Getúlio (que, oh coincidência! Envolvia também o filho do presidente). Jânio Quadros fez sua meteórica carreira tendo como símbolo a vassourinha, com a qual ia varrer a corrupção. O golpe de 1964 teve como um dos motes o combate a “corruptos e subversivos”. Collor se elegeu como caçador de marajás, os altos funcionários que ganhavam altos salários. As mordomias e regalias dos altos funcionários ocuparam o imaginário político por muito tempo, décadas atrás.

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A barbárie como projeto. Por Marcio Sotelo Felippe

Na Cult

A face hedionda do governo Bolsonaro mostrou-se claramente nestes 50 dias em dois projetos. A reforma da previdência e o código Moro. Não são estanques. Estruturalmente se complementam.

A reforma da previdência é parte de um projeto de acumulação em detrimento dos trabalhadores (que começou a aparecer no golpe do impeachment) que em sua totalidade vai aprofundar a miséria da massa trabalhadora, metade da qual vive com menos de um salário mínimo. Uma tal estrutura iníqua de dominação não é mantida apenas com mecanismos ideológicos.

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Caravana Semiárido Contra a Fome denuncia a iminência da volta do Brasil ao Mapa da Fome. Entrevista especial com Cícero Felix

por Ricardo Machado, em IHU On-Line

A Caravana Semiárido Contra a Fome, uma iniciativa de organizações do Semiárido brasileiro, vai percorrer mais de 2.906 quilômetros do sertão de Pernambuco até Curitiba, com uma parada final em Brasília, entre os dias 27 de julho e 05 de agosto, para alertar a sociedade brasileira acerca dos riscos de o Brasil retornar ao Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO. De acordo com Cícero Felix, integrante do Núcleo Diretivo do Fórum do Território do Sertão do São Francisco, a Caravana é inspirada no Relatório Luz, elaborado por 20 organizações da sociedade civil, que “indica a iminência da volta do Brasil ao Mapa da Fome a partir do estudo de indicadores sociais, como população em estado de pobreza e cobertura dos programas de assistência social e da previdência”. (mais…)

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Corta a trompa da Geni

Por Maria Luiza Franco Busse

Ui, essa doeu. E mais ainda sabendo que foi com anestesia. Achou esquisito doer com anestesia? Explico: apagada, sem chance de defesa, e quando acordou, já era. Dói na dignidade.

Aconteceu com Janaína, moradora de rua da cidade paulista de Mococa. Um procurador e um juiz da região, pagos com o dinheiro público para trabalhar, acreditam que o problema da pobreza se resolve acabando com o nascimento de muitos e decidiram esterilizar Janaína para ela poder transar à vontade na miséria sem produzir mais miseráveis. Pobre Janaína, não sabia que para aqueles estudados homens da Justiça a causa da pobreza era ela. E não é mesmo, Janaína. (mais…)

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