Guilherme Boulos: “Não vão calar os movimentos sociais com polícia”

Para o coordenador do MTST, sua prisão é mais uma prova da escalada do Estado de Exceção. “Querem levar o Brasil a uma convulsão social”

por Sergio Lirio — CartaCapital

Depois de permanecer por cerca de dez horas na cadeia, Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), foi liberado pela polícia na noite da terça-feira 18. Boulos foi acusado, em um uso criativo da teoria do “domínio de fato”, de não usar de sua influência para impedir os conflitos na desocupação de uma área em São Mateus, Zona Leste de São Paulo. (mais…)

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Resistência dos povos é tema do Fórum Social em Porto Alegre que começa nesta terça

Semana de debates abordará o cenário brasileiro, latino-americano e mundial sobre o olhar dos diversos povos

Por Mayara Paixão, Brasil de Fato

A capital gaúcha, Porto Alegre, é sede do “Fórum Social das Resistências — Democracia e Direitos dos Povos e do Planeta” que ocorre a partir desta terça-feira (17). Ao longo desta semana, entre os dias 17 e 21 de janeiro, várias organizações e movimentos populares farão parte de uma agenda de debates e atividades que incluem não só a conjuntura brasileira, mas também a latino-americana e a mundial. (mais…)

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“A Lava Jato é o ovo da serpente do fascismo”

Leidiano Farias, da Frente Brasil Popular, fala sobre a conjuntura política no Brasil

Por Monyse Ravenna, no Brasil de Fato

Nos dias 7 e 8 de dezembro, a Frente Brasil Popular realizou em Belo Horizonte sua primeira Plenária Nacional. Pouco mais de um ano depois de ser lançada, a articulação de movimentos e partidos populares discutiu os desafios colocados para o povo brasileiro no contexto de construção de um “Estado de exceção”. Nesta entrevista, Leidiano Farias, da direção nacional da Consulta Popular – uma das organizações que compõem a FBP – fala sobre as disputas no interior das forças golpistas e as perspectivas da esquerda. (mais…)

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Abin tem megabanco de dados sobre movimentos sociais

Por , The Intercept Brasil

Você provavelmente nunca terá ouvido falar no GEO-PR, um megabanco de dados criado durante a gestão Lula na Presidência da República com o propósito de proteger territórios indígenas, terras de pequenos agricultores e o meio ambiente. Dificilmente, você saberá também que dezenas de órgãos públicos dos três níveis de governo aceitaram ceder a esse sistema o acesso direto a seus próprios bancos de dados. O GEO-PR não é apenas um projeto que quase ninguém conhece. (mais…)

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Nota de repúdio à criminalização e intimidação de lideranças comunitárias em Conceição do Mato Dentro/MG

Organizações de defesa dos direitos humanos e movimentos sociais manifestam repúdio à criminalização e intimidação de lideranças comunitárias em Conceição do Mato Dentro/MG

GESTA

Entidades e atores ligados à defesa, à promoção e à efetivação dos direitos humanos e defensores das lutas por direitos denunciam e repudiam o cenário de violação, intimidação e criminalização das lideranças comunitárias em Conceição do Mato Dentro/MG que realizam o trabalho de mobilização, organização e luta pelos direitos dos atingidos frente ao projeto minerário Minas-Rio, atualmente desenvolvido pela mineradora Anglo American na região. (mais…)

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Nota de Repúdio à criminalização dos movimentos sociais e de solidariedade ao MST

CPT

Representantes de povos e comunidades tradicionais do Brasil e agentes das Pastorais do Campo (CPT, CPP, CIMI, Cáritas e SPM), reunidos no Centro de Formação Vicente Cañas, em Luziânia, GO, fomos informados da agressão policial perpetrada contra o MST, na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema/SP, onde se encontra mais de uma centena de estudantes do Brasil e da América Latina. Entendemos que esse ato de violência é parte da “criminalização organizada” que agride frontalmente os movimentos sociais que lutam por seus direitos. (mais…)

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Black Blocs, os corpos e as coisas, por Eliane Brum

Como os mascarados desmascaram o Brasil do “mais um direito a menos”

No El País Brasil

Os black blocs, que apanham tanto de tantos lados, podem ser uma chave para compreender esse momento tão complexo do Brasil. Não apenas pelo que são, muito pelos discursos sobre o que são. Ao quebrarem patrimônio material como forma de protesto e serem transformados numa espécie de inimigos públicos, aponta-se onde está o valor e também a disputa. Enquanto a destruição dos corpos de manifestantes pela Polícia Militar é naturalizada, a dos bens é criminalizada. Reafirma-se, mais um vez, que os corpos podem ser arruinados, já que o importante é manter o patrimônio, em especial o dos bancos e grandes empresas, intacto. É também os corpos que sofrerão o impacto do projeto do governo que não foi eleito. Estes, que poderão ser ainda mais exauridos pelas mudanças nas regras do trabalho e também nas da aposentadoria. São os corpos os atingidos pelas reformas anunciadas como uma necessidade para não “quebrar o país”. Ao subverter o objeto direto do verbo “quebrar”, quebrando o que não pode ser quebrado, os mascarados desmascaram o projeto que pode ser chamado de “mais um direito a menos”. (mais…)

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