Iniciativas monitoram efeitos das mudanças climáticas para a saúde

Observatório de Clima e Saúde, Icict/Fiocruz

A Fiocruz instalou, em Belém (Pará), uma estação de referência para acompanhar, em tempo real, a qualidade do ar e as condições meteorológicas até o final de novembro, período em que ocorre a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30).  A estação é uma demonstração do projeto Fioares, uma plataforma que produzirá dados a partir do que é coletado nas instalações de estações, auxiliando a vigilância em saúde na Amazônia. O Fioares está sendo desenvolvido em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Somado à instalação, a Fiocruz também apresenta, durante a Conferência, três protótipos de novas ferramentas que podem auxiliar no enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas na saúde. Trata-se das ferramentas MonitorAr Saúde e FluxSUS, e de um sistema que faz parte do projeto Harmonize, criado em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que gerou a elaboração colaborativa do chamado Índice de Quentura. (mais…)

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A Amazônia que chega a Belém para cobrar justiça climática

Ato de mais de 200 embarcações abriu Cúpula dos Povos, que reivindica participação popular nas decisões sobre o clima

Por Isabel Seta | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais, pequenas agricultoras, pessoas atingidas por barragens, militantes do Movimento dos Sem-Terra, jovens e até padres. Ao som de um carimbó tocado ao vivo, estavam todos – literalmente – no mesmo barco para uma manifestação sobre as águas que banham Belém, a cidade sede da COP30. (mais…)

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MPF pede que órgãos ambientais criem plano para frear crise hídrica e devastação no entorno do Parque Nacional Grande Sertão Veredas

Sobrecarga no uso de recursos hídricos ameaça o Cerrado e já redução significativa nas veredas, imortalizadas na obra de Guimarães Rosa

Ministério Público Federal em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação com pedido de urgência para assegurar a proteção do Parque Nacional Grande Sertão Veredas (PNGSV) e do Cerrado. A ação demanda uma reforma estrutural na gestão ambiental e hídrica para enfrentar o grave risco de declínio ecológico que ameaça a unidade de conservação, localizada na divisa dos estados de Minas Gerais e Bahia, e seus arredores, devido ao desmatamento e à utilização excessiva dos recursos hídricos disponíveis. (mais…)

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COP30: Indígenas e povos tradicionais pedem medidas para frear impactos de empreendimentos em rios da Amazônia

Problemas apontados por lideranças vão subsidiar investigações e ações judiciais apresentadas pelo MPF à Justiça

Procuradoria-Geral da República

“A solução para as mudanças climáticas está dentro da floresta. E a solução para nossa florestas somos nós, povos e comunidades tradicionais”. A fala é de Roberto Chipp, liderança da comunidade quilombola do Sítio Conceição, no município de Barcarena (PA). Ele foi um dos participantes do painel promovido pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre os impactos gerados pelo avanço de atividades econômicas nos rios da Amazônia. (mais…)

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Direitos indígenas são primeiro passo para solução climática

Na COP30, a cientista Sineia Wapichana afirma que garantir territórios indígenas é o passo inicial para a adaptação climática. O segredo está na união da ciência indígena com a tradicional

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Belém (PA) – No terceiro dia de debates na Zona Azul da COP30, a cientista e autoridade climática Sineia do Vale, também conhecida como Sineia Wapichana, afirmou que o primeiro passo para uma política climática efetiva é garantir os direitos dos povos indígenas sobre seus territórios. E a razão é simples: eles são parte da solução porque são capazes de unir, na prática, os conhecimentos tradicionais e científicos. (mais…)

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“A COP30 não reconhece a gente”, diz indígena do protesto

Justificando o apagamento em suas falas e nas negociações para conter a crise climática no mundo, manifestantes driblaram a GLO e a segurança da ONU para fazer o ato na Zona Azul. Lula ficou irritado. A segurança foi reforçada no local e respingou na Zona Verde: indígenas Munduruku foram barrados e tiveram flechas e bordunas retidas por seguranças e agentes da PF

Por Elaíze Farias, Kátia Brasil e Nicoly Ambrosio, na Amazônia Real

Manaus (AM) e Belém (PA) – Protestos contra a ausência dos movimentos nas mesas oficiais — especialmente dos indígenas — estão em ascensão na COP30, em Belém. Até o momento, a manifestação mais contundente ocorreu no início da noite de terça-feira (11), quando indígenas e não indígenas ultrapassaram a barreira do pavilhão que dá acesso à Zona Azul, área exclusiva de negociações da Organização das Nações Unidas (ONU). (mais…)

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“A vida dos povos indígenas não pode valer o preço do petróleo”

Povos indígenas da Bacia Amazônica denunciam avanço petroleiro em seus territórios e erguem bandeira coletiva de resistência pelo fim da exploração na Amazônia

Coiab

“A vida dos povos indígenas não pode valer o preço do petróleo”. Com essa afirmação, Luene Karipuna, da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará (APOIANP), organização de base da Coiab, abriu a mesa na Zona Azul da COP30 junto a lideranças indígenas da Colômbia, Brasil, Peru e Equador, onde fez um alerta contundente sobre os impactos da expansão petroleira na Amazônia. (mais…)

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