Quem pagará a conta da crise climática?

Ação predatória de grandes corporações desestabiliza o clima no Sul Global. Mas quem vai responsabilizá-las? No Paquistão, surge uma notável iniciativa: camponeses afetados por enchentes processam empresas alemãs, exigindo indenização milionária

Por Karin Zennig, da medico international, em Outra Saúde

No verão de 2022, chuvas extremas sem precedentes deixaram um terço do Paquistão quase totalmente inundado por meses. Uma área equivalente a dois terços da Alemanha. Não foram destruídas apenas casas, estradas e escolas. Cerca de 1.700 pessoas perderam a vida. 33 milhões de pessoas foram deslocadas e privadas de seus meios de subsistência devido à contaminação das águas subterrâneas e do solo. Na província agrícola de Sindh, as massas de água arruinaram as colheitas de mais de um ano. O gado que não morreu nas enchentes morreu em grande parte devido à subsequente falta de alimentos e água potável. Os danos imediatos ascendem a pelo menos 30 bilhões de dólares americanos. (mais…)

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Juventudes de Manaus discutem justiça climática e COP30

No evento “Manaus decide o clima”, as juventudes amazônidas de Manaus (AM) cobraram soluções para a crise climática nas periferias

Por Nicoly Ambrosio, em Amazônia Real

Manaus (AM) – Quem vai pagar a conta da crise climática? Norteadas por esse questionamento, as juventudes periféricas de Manaus se reuniram para discutir sobre a COP30 e seu impacto na realidade amazonense. Na quinta-feira (23), o evento “Manaus decide o clima”, encabeçado pela organização Palmares Lab, abordou a justiça climática e as propostas de soluções pensadas a partir da Amazônia urbana para mitigar a crise climática. (mais…)

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A Avaliação Ambiental Estratégica da BR-319: 3 – o colapso da Floresta Amazônica e a responsabilidade dos participantes

Desmatamento e crise climática têm risco de agravamento devido a ações antrópicas na floresta, especialmente na área da BR-319 e em ramais do entorno. Segundo especialistas, a área já está perdendo capacidade de resiliência para se recuperar de secas.

Por Philip M. Fearnside, Paulo Maurício Lima de Alencastro Graça, Aurora Yanai, Rosimeire Araújo Silva, Beatriz Figueiredo Cabral, Flora Magdaline Benitez Romero e Leonardo G. Ziccardi, em Amazônia Real

O papel da BR-319 na promoção do colapso da Floresta Amazônica

A floresta a ser aberta à entrada do desmatamento por causa da reconstrução da BR-319 está em risco de colapso devido às mudanças climáticas em curso [1], e esse risco seria substancialmente aumentado pelos impactos antropogênicos diretos esperados da BR-319 e das estradas secundárias associadas. Toda a área ao longo da BR-319 e a maior parte da região de Trans-Purus estariam em risco de colapso até 2050, de acordo com o estudo publicado na Nature por Bernardo Flores e colaboradores [2]. A área já está perdendo resiliência para se recuperar de secas [3]. Esta área também tem um lençol freático raso, onde as árvores são mais sensíveis a secas severas devido a “raízes rasas e características de intolerância à seca” [4]. Espera-se que secas severas como as de 2023 e 2024 se tornem mais frequentes com o contínuo aumento do aquecimento global [5]. O risco de colapso seria agravado pelos impactos esperados da abertura dessas áreas aos desmatadores, com a formação de padrões de desmatamento em “espinha de peixe” que resultam em efeitos de borda, reduzindo a biomassa e aumentando o risco de incêndio [6-9]. A disseminação da ocupação humana não tradicional aumenta consideravelmente o número de pontos de iniciação de incêndios, tanto em áreas recentemente derrubadas quanto, posteriormente, para manter as pastagens livres de plantas invasoras lenhosas (por exemplo, [10]. (mais…)

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A crise ambiental e a financeirização da natureza

A crise ambiental que enfrentamos não é espontânea, mas o resultado de uma construção sistêmica

Por Renata Menezes*, na página do MST

Originariamente, a humanidade se relacionava com a natureza externa através do trabalho e esse trabalho era o mediador para atender às necessidades coletivas e fundamentais: a fome era saciada pela agricultura, a necessidade de abrigo era resolvida transformando os bens comuns em moradia. (mais…)

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MPF pede inclusão como coautor de ação de organizações sociais contra licença da Petrobras na Foz do Amazonas

Instituição também defende competência da Justiça Federal no Pará e pede prazo para reforçar os argumentos e pedidos das entidades

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal no Pará, na segunda-feira (27), a inclusão da instituição como coautora da ação ajuizada por organizações sociais, no último dia 22, que busca anular a licença de operação para a perfuração de um poço de petróleo pela Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas. Além de se juntar às oito organizações da sociedade civil que iniciaram o processo, o MPF pediu um prazo de 15 dias para complementar os pedidos das entidades, reforçando os argumentos e solicitações, e defendeu a competência da unidade da Justiça Federal no Pará para julgar o caso. (mais…)

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Vozes indígenas “são indispensáveis” para evitar a catástrofe climática, diz secretário-geral da ONU

ClimaInfo

Os líderes globais precisam aprender com os Povos Indígenas a importância de uma relação harmoniosa com a natureza, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres à Sumaúma e ao Guardian. Foi a primeira vez que o secretário-geral da organização concedeu uma entrevista exclusiva a um jornalista indígena – Wajã Xipai, jornalista-floresta do Povo Xipai. (mais…)

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Articulação pelos Direitos da Natureza divulga Carta com posicionamentos diante da COP 30

CPT

Articulação Brasileira pelos Direitos da Natureza, coletivo do qual a CPT também faz parte, divulgou uma Carta de Posicionamentos e Compromissos frente à COP 30. No manifesto, a Articulação se posiciona contra as falsas soluções climáticas que mercantilizam a vida e a Natureza, seja na flexibilização das leis ambientais ou na expropriação de territórios originários e tradicionais. (mais…)

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