Mesmo com participação indígena inédita, a COP30 aprovou um texto que evita citar combustíveis fósseis, recua no Mapa do Caminho e limita avanços a um mandato para discutir transição justa
Por Nicoly Ambrosio e Giovanny Vera, da Amazônia Real
Belém (PA) – Marcada pela presença massiva e sem precedentes de representantes dos movimentos sociais e ambientais, sobretudo de povos indígenas e comunidades tradicionais, mas vista com preocupação por lideranças, observadores e especialistas ouvidos pela Amazônia Real, a conclusão da COP30 neste sábado (22) impôs uma grande frustração, apesar do reconhecimento de alguns avanços na agenda geral do evento. A plenária final aprovou um documento que convoca cooperação global, mas evita nomear o principal motor do aquecimento climático: petróleo, carvão e gás. Ao suprimir toda menção explícita ao tema e afastar termos como eliminação gradual, a conferência amarga o que muitos classificam como seu maior revés político, inclusive para a diplomacia brasileira. (mais…)
