Pelo direito de viver: primeira deputada negra trans toma posse em São Paulo

Nascida em Pernambuco e vivendo em SP há 16 anos, a educadora Erica Malunguinho recebeu 55.423 votos nas eleições de 2018

Por Iris Pacheco*, na Página do MST

“Este não é um dia comum. Os livros no futuro irão documentar sobre a importância histórica deste dia 15 de março de 2019 para toda a comunidade negra de São Paulo e país afora”. É com essa afirmação que Erica Malunguinho assumiu sua ‘mandata quilombo’, junto a ativistas, militantes do movimento negro. A parlamentar chegou na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) acompanhada de um cortejo do bloco afro-afirmativo Ilu Inã, em um gesto simbólico de “reintegração de posse”.

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Quatro Coisas Que Aprendi Com a Luta de Marielle Franco #1AnoSemMarielle

por Thaís Cavalcante, em RioOnWatch

A primeira vez que vi Marielle Franco pelas ruas da Maré foi em 2016. Lembro bem de seu turbante colorido e de estar sentada numa cadeira de bar em pleno sábado, assim como os comunicadores de favelas, ativistas e universitários dali. A roda de conversa foi sobre gênero, raça e juventude, no Morro do Timbau.

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A violência contra a mulher no contexto das remoções: onde mais se bate é onde mais se mata?

por Poliana Monteiro, em RioOnWatch

A violência contra mulher é um mecanismo estrutural que atua como política de controle, cujo objetivo é manter as mulheres em desvantagem e desigualdade sistêmica na sociedade. A violência legitimada pela desvalorização das mulheres reproduz o domínio patriarcal por meio da intimidação e nasce inicialmente nos lares, fortalecendo um padrão de comportamento que reverbera nas ruas. Como demonstrado nas matérias anteriores, o isolamento territorial e, consequentemente, a dificuldade de acesso às leis e aos serviços somam-se às violações em áreas dominadas pelo crime organizado.

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O Caminho para a Representatividade Negra, Feminina e Favelada na ALERJ

por Renata Queiroz Ramos, em RioOnWatch

Nas eleições de 2018 o país elegeu representantes a nível nacional (presidente, deputados federais e senadores) e estadual (governadores e deputados estaduais). Dentre os deputados estaduais eleitos pelo Rio de Janeiro, estão três mulheres—a estudante de ciências sociais Dani Monteiro, a doutora em comunicação Renata Souza e a cientista social Mônica Francisco—três ex-assessoras da vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018. Todas vêm pautando questões relacionadas à violência contra a mulher, ao genocídio da população negra e às políticas de ações afirmativas.

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A liberdade é uma luta constante

“A leitura do novo livro de Angela Davis obra pode nos recolocar em um espaço próprio, o da resistência, o de nunca desistir da luta que deve ser empreendida.”

por Conceição Evaristo, no Blog da Boitempo

A publicação de A liberdade é uma luta constante, novo livro de Angela Davis*, no Brasil, além de permitir ao público leitor acompanhar a saga dessa conhecida ativista contra as diversas formas de submissão humana, tem um significado especial neste momento tão crítico da sociedade brasileira. Vários grupos de movimentos sociais têm vivido certo sentimento de desesperança e impotência ao avaliar os resultados de lutas e demandas colocadas pela sociedade civil há anos. Constata-se uma ausência de ações coletivas que efetivamente embarguem as decisões tomadas no âmbito do poder político que nos últimos anos vêm afrontando o povo. A militância brasileira, tão ativa em diversos espaços de luta – das associações de moradores aos partidos políticos –, tem assistido, perplexa, às perdas de várias conquistas no âmbito das políticas públicas, na área da educação, da cultura, da saúde e outras. (mais…)

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Empreender, empoderar e capacitar: Enegras há um ano apoia mulheres negras de favelas

por Beatriz Carvalho, em RioOnWatch

Ao longo da história mundial as mulheres tiveram que percorrer um longo caminho para ocuparem posições de liderança e independência, desde as posições subordinadas que ocupavam no âmbito doméstico frente aos homens chefes da família, até as que ocupavam na esfera pública, o que incluiu por muito tempo a impossibilidade de votar (no Brasil, o voto feminino só foi autorizado em 1932). Fatos como esses reforçam a ideia de que a liderança feminina é algo secundário, mas algumas iniciativas nos permitem enxergar um sopro de energia e vitalidade com a juventude feminina. No Rio de Janeiro, por exemplo, onde a desigualdade e a violência são tão profundas e manifestam-se de forma tão diversa, surge o projeto social Enegras, que tem por objetivo empoderar mulheres negras, oriundas de favelas cariocas, por meio de rodas de conversas, oficinas e capacitações voltadas para o empreendedorismo. (mais…)

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‘A Favela Grita’: Ecoando a Voz de Marielle na Maré

Jack Morris, em RioOnWatch

Na tarde do dia 8 de agosto, a Luta pela Paz realizou um seminário intitulado “A Favela Grita: Mulheres Negras Construindo Narrativas”. O seminário atraiu uma multidão tão grande que os membros da plateia saíam pelas portas da academia de artes marciais, onde o evento foi realizado no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. “A Favela Grita” foi uma continuação de um seminário sobre representatividade e resistência (realizado pela Luta pela Paz duas semanas antes), pois também discutiu a atitude de força no contexto da identidade feminina negra e refletiu sobre o legado de Marielle. O objetivo por trás do evento pode ser melhor resumido pela pergunta feita por Rafael, um membro da plateia e morador da Maré: “As pessoas tendem a focar no número de mortes quando falam do povo negro. O que vocês pretendem fazer para reconhecer a nossa história de forma positiva?” (mais…)

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