Uma cidade onde as mulheres negras possam respirar

Historicamente, as mulheres negras, para além da resistência, representam a possibilidade de outros projetos de existência

por Claudia Adão*, em CartaCapital

Como assim respirar? Você está me pedindo para respirar, é isso mesmo que eu estou lendo? Sim, minha irmã, é isso. Pare! Olhe para o seu corpo, sinta a sua respiração. Pensem em alguma ancestral sua, pode ser sua avó, mãe, tia… Tente ir mais fundo, pense nas ancestrais delas. Se você for mais fundo ainda na sua imaginação, talvez consiga visualizar as praias da África, os reinos, as terras de onde elas foram arrancadas. Porque aquelas ancestrais existiram e resistiram, você, de certa forma, está aqui hoje com a oportunidade de escrever outra história nesse tempo, nessa terra, aqui, agora. Um dia você também será lembrada e deixará a sua marca. Daí resistir não acaba sendo uma opção, mas uma condição de existência.

(mais…)

Ler Mais

Conheça a Nkanda, primeira plataforma online do Brasil com cursos sobre feminismo negro

Temas abordados apresentam o pensamento de importantes intelectuais como Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento

Por Pedro Borges, Alma Preta

plataforma virtual Nkanda é o primeiro portal com cursos sobre feminismo negro e mulher negra. O projeto é desenvolvido pelo Coletivo Di Jeje, grupo formado por pesquisadoras negras. Um dos objetivos da iniciativa é a de colocar a mulher afro-brasileira como sujeito e não mais objeto de pesquisa.

(mais…)

Ler Mais

Morre em Salvador a líder religiosa Makota Valdina

Enterro será às 15h30, no Cemitério Jardim da Saudade

por Perla Ribeiro, em Correio

A educadora, líder religiosa e militante da causa negra, Makota Valdina, 75 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (19), em Salvador. Segundo a família, Makota estava hospitalizada há um mês, no Hospital Teresa de Lisieux. Ela teria dado entrada na unidade com dores causadas por pedras no rim,  mas, durante a internação foi constatada um abcesso no fígado e, no domingo, Makota sofreu uma parada cardio-respiratória. Ela entrou em coma e não resistiu.

(mais…)

Ler Mais

Pelo direito de viver: primeira deputada negra trans toma posse em São Paulo

Nascida em Pernambuco e vivendo em SP há 16 anos, a educadora Erica Malunguinho recebeu 55.423 votos nas eleições de 2018

Por Iris Pacheco*, na Página do MST

“Este não é um dia comum. Os livros no futuro irão documentar sobre a importância histórica deste dia 15 de março de 2019 para toda a comunidade negra de São Paulo e país afora”. É com essa afirmação que Erica Malunguinho assumiu sua ‘mandata quilombo’, junto a ativistas, militantes do movimento negro. A parlamentar chegou na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) acompanhada de um cortejo do bloco afro-afirmativo Ilu Inã, em um gesto simbólico de “reintegração de posse”.

(mais…)

Ler Mais

Quatro Coisas Que Aprendi Com a Luta de Marielle Franco #1AnoSemMarielle

por Thaís Cavalcante, em RioOnWatch

A primeira vez que vi Marielle Franco pelas ruas da Maré foi em 2016. Lembro bem de seu turbante colorido e de estar sentada numa cadeira de bar em pleno sábado, assim como os comunicadores de favelas, ativistas e universitários dali. A roda de conversa foi sobre gênero, raça e juventude, no Morro do Timbau.

(mais…)

Ler Mais

A violência contra a mulher no contexto das remoções: onde mais se bate é onde mais se mata?

por Poliana Monteiro, em RioOnWatch

A violência contra mulher é um mecanismo estrutural que atua como política de controle, cujo objetivo é manter as mulheres em desvantagem e desigualdade sistêmica na sociedade. A violência legitimada pela desvalorização das mulheres reproduz o domínio patriarcal por meio da intimidação e nasce inicialmente nos lares, fortalecendo um padrão de comportamento que reverbera nas ruas. Como demonstrado nas matérias anteriores, o isolamento territorial e, consequentemente, a dificuldade de acesso às leis e aos serviços somam-se às violações em áreas dominadas pelo crime organizado.

(mais…)

Ler Mais

O Caminho para a Representatividade Negra, Feminina e Favelada na ALERJ

por Renata Queiroz Ramos, em RioOnWatch

Nas eleições de 2018 o país elegeu representantes a nível nacional (presidente, deputados federais e senadores) e estadual (governadores e deputados estaduais). Dentre os deputados estaduais eleitos pelo Rio de Janeiro, estão três mulheres—a estudante de ciências sociais Dani Monteiro, a doutora em comunicação Renata Souza e a cientista social Mônica Francisco—três ex-assessoras da vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018. Todas vêm pautando questões relacionadas à violência contra a mulher, ao genocídio da população negra e às políticas de ações afirmativas.

(mais…)

Ler Mais