Que Brasil teríamos, com mais mulheres negras no poder?

Executivo e legislativo continuam tomados por homens brancos e ricos — e agora há a ameaça do fascismo. Mas em 2020, candidaturas coletivas de grupos excluídos aumentaram, e podem abrir caminho para mandatos que sacudam a política

Por CFEMEA, para a coluna Baderna Feminista , em Outras Palavras

O Brasil já está às voltas com as eleições municipais. Mergulhadas numa crise profunda, ainda mais trágica pela crise sanitária que já matou quase 150 mil pessoas em nosso País, nos perguntamos sobre o que significa a realização de um processo como este em um contexto político marcado por um golpe e pelo fascismo crescente na sociedade brasileira. O que significa termos um processo eleitoral já com quase dois anos do governo Bolsonaro?

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Presidência da CDHM pede ao governo e justiça do DF providências para atender mulheres vítimas de contraceptivo

A presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara do Deputados (CDHM), recebeu denúncia encaminhada pelo grupo Vítimas do Essure

Por Pedro Calvi / CDHM

Trata-se de um método contraceptivo usado pela rede pública de saúde, e que teria causado problemas nas pacientes, razão pela qual foi suspenso pela Anvisa em 2017.

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Cor, gênero e classe: os desafios da mulher preta

Para a professora Zélia Amador de Deus, a mulher preta é alvo de uma tríade de discriminações

Catarina Barbosa, Brasil de Fato

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base em dados de 2019, aponta que mais da metade dos brasileiros era de pretos ou pardos: 56,10%. As desigualdades podem ser verificadas em diversas estatísticas, contudo, elas são ainda mais gritantes quando se trata da mulher preta.

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Organização de mulheres negras cobra poder público por ações de proteção social em meio à pandemia

Entidade lembra que crise cresce junto às populações mais vulneráveis e empurra para a miséria grupos que perdem renda e emprego

Por Redação RBA

A Criola, organização de mulheres negras do Rio de Janeiro, publicou uma nota nesta quinta-feira (9) na qual cobra o Poder Público sobre a lentidão na execução das ações de proteção social, prevenção e cuidado frente à pandemia do novo coronavírus.

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Mulheres negras são maioria entre evangélicos, aponta Datafolha

Catolicismo ainda é predominante no país e vem seguido dos fiéis evangélicos, cuja influência das mulheres é crescente.

por CartaCapital / IHU On-Line

O rosto predominante das igrejas evangélicas é o de uma mulher negra. É o que aponta a pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira 13, que avaliou o perfil religioso de brasileiros de todas as regiões. O catolicismo ainda figura no topo da lista de crenças, mas vem observando uma diminuição no número de fiéis ao longo do tempo.

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Patricia Collins: “Os EUA têm instituições democráticas, mas não têm uma democracia”

Autora de ‘Pensamento Feminista Negro’ vê como positivo o aumento da representação dos negros na mídia mas enfatiza que isso não substitui a representação política

Por Rute Pina, em Agência Pública

A socióloga e ativista estadunidense Patricia Hill Collins cita produções cinematográficas recentes, como o filme Pantera Negra e a obra da cineasta Ava DuVernay, para afirmar que estamos na “era de ouro” da representação das mulheres negras na mídia. Ao mesmo tempo, ela faz um alerta: a representatividade pode ser sedutora, mas é não suficiente se não vier acompanhada da participação política.

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Mulheres negras denunciam nas ruas o racismo por trás de pautas do governo Bolsonaro

Movimento autônomo afirma que pacote “anticrime” e reforma da Previdência vão impactar mais na vida da população preta

por Rute Pina, em Brasil de Fato

Com nove grandes temas e reivindicações, mulheres negras fizeram um ato na contra o racismo em São Paulo (SP) nesta quinta-feira (25), Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha.

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25 de julho: A visibilidade da mulher negra e a luta para romper o silêncio

A data oportuniza a discussão sobre os meios para superar a opressão histórica sobre as mulheres negras

por Fabiana Reinholz, em Brasil de Fato

Mesmo pertencendo a maior parcela da população, uma vez que vivemos em um país no qual temos uma maioria de negros e mulheres, as mulheres negras permanecem sendo as mais exploradas e negligenciadas socialmente. Realidade que pode ser constatada nos dados que tratam do mercado de trabalho, no mapa da violência ou na representatividade política. A frente e por trás disso, o racismo e preconceito, cada vez mais arraigados. O dia 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Afro-Latina, Americana e Caribenha e também Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, é uma boa oportunidade para a reflexão sobre essa situação.

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Dia da Mulher Negra: Eroldina Soares e sua história de tristeza e luta

Ela nunca admitiu ser chamada de negra, prefere ‘morena’, e é o símbolo da luta dessas mulheres e vítima do racismo estrutural

por Guilherme Soares Dias, em CartaCapital

Eroldina Soares nasceu em 25 de julho de 1936, em uma fazenda chamada Braunal na borda do Brasil com o Paraguai. Neta de uma escravizada liberta, chamada Vitória, ela nunca admitiu ser chamada de negra, prefere “morena”, mas é o símbolo da luta dessas mulheres e vítima do racismo estrutural e estruturante da nossa sociedade. Ela faz parte da geração que migrou do campo para a cidade, é resistência, sabedoria, alegria e fortaleza. Enfrentou um marido machista, a fome, enchentes, aguentou ser empregada doméstica por anos, conviveu com a solidão da mulher negra, com um cabelo que estava fora dos padrões de beleza, mas seguiu sua trajetória dançando, sorrindo e ensinando o que era bem viver na prática.

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Para compreender a “Améfrica” e o “pretuguês”

Em texto de 1980, mas surpreendentemente atual, historiadora expõe contradição central na vida brasileira: mulheres negras são reduzidas a “mulatas, domésticas ou mães pretas”; mas sua presença deu forma e sentido ao país

por Lélia Gonzalez, em Outras Palavras

Artigo apresentado na Reunião do Grupo de Trabalho “Temas e Problemas da População Negra no Brasil”, no IV Encontro Anual da Associação Brasileira de Pós-graduação e Pesquisa nas Ciências Sociais, no Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1980. Título original: “Racismo e sexismo na cultura brasileira”

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