Patricia Collins: “Os EUA têm instituições democráticas, mas não têm uma democracia”

Autora de ‘Pensamento Feminista Negro’ vê como positivo o aumento da representação dos negros na mídia mas enfatiza que isso não substitui a representação política

Por Rute Pina, em Agência Pública

A socióloga e ativista estadunidense Patricia Hill Collins cita produções cinematográficas recentes, como o filme Pantera Negra e a obra da cineasta Ava DuVernay, para afirmar que estamos na “era de ouro” da representação das mulheres negras na mídia. Ao mesmo tempo, ela faz um alerta: a representatividade pode ser sedutora, mas é não suficiente se não vier acompanhada da participação política.

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Mulheres negras denunciam nas ruas o racismo por trás de pautas do governo Bolsonaro

Movimento autônomo afirma que pacote “anticrime” e reforma da Previdência vão impactar mais na vida da população preta

por Rute Pina, em Brasil de Fato

Com nove grandes temas e reivindicações, mulheres negras fizeram um ato na contra o racismo em São Paulo (SP) nesta quinta-feira (25), Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha.

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25 de julho: A visibilidade da mulher negra e a luta para romper o silêncio

A data oportuniza a discussão sobre os meios para superar a opressão histórica sobre as mulheres negras

por Fabiana Reinholz, em Brasil de Fato

Mesmo pertencendo a maior parcela da população, uma vez que vivemos em um país no qual temos uma maioria de negros e mulheres, as mulheres negras permanecem sendo as mais exploradas e negligenciadas socialmente. Realidade que pode ser constatada nos dados que tratam do mercado de trabalho, no mapa da violência ou na representatividade política. A frente e por trás disso, o racismo e preconceito, cada vez mais arraigados. O dia 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Afro-Latina, Americana e Caribenha e também Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, é uma boa oportunidade para a reflexão sobre essa situação.

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Dia da Mulher Negra: Eroldina Soares e sua história de tristeza e luta

Ela nunca admitiu ser chamada de negra, prefere ‘morena’, e é o símbolo da luta dessas mulheres e vítima do racismo estrutural

por Guilherme Soares Dias, em CartaCapital

Eroldina Soares nasceu em 25 de julho de 1936, em uma fazenda chamada Braunal na borda do Brasil com o Paraguai. Neta de uma escravizada liberta, chamada Vitória, ela nunca admitiu ser chamada de negra, prefere “morena”, mas é o símbolo da luta dessas mulheres e vítima do racismo estrutural e estruturante da nossa sociedade. Ela faz parte da geração que migrou do campo para a cidade, é resistência, sabedoria, alegria e fortaleza. Enfrentou um marido machista, a fome, enchentes, aguentou ser empregada doméstica por anos, conviveu com a solidão da mulher negra, com um cabelo que estava fora dos padrões de beleza, mas seguiu sua trajetória dançando, sorrindo e ensinando o que era bem viver na prática.

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Para compreender a “Améfrica” e o “pretuguês”

Em texto de 1980, mas surpreendentemente atual, historiadora expõe contradição central na vida brasileira: mulheres negras são reduzidas a “mulatas, domésticas ou mães pretas”; mas sua presença deu forma e sentido ao país

por Lélia Gonzalez, em Outras Palavras

Artigo apresentado na Reunião do Grupo de Trabalho “Temas e Problemas da População Negra no Brasil”, no IV Encontro Anual da Associação Brasileira de Pós-graduação e Pesquisa nas Ciências Sociais, no Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1980. Título original: “Racismo e sexismo na cultura brasileira”

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Audiência pública promovida pelo MPF debate aspectos da violência obstétrica contra mulheres indígenas e negras

Documento traz os apontamentos e encaminhamentos do evento, que foi realizado no município de Dourados (MS), em 16 de maio

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

O Ministério Público Federal (MPF) em Dourados (MS) promoveu, no último dia 16 de maio, audiência pública intitulada “Violência obstétrica: mulheres indígenas e negras por um parto humanizado”. O evento ocorreu no auditório da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e contou com o apoio das seguintes instituições: Fundação Nacional do Índio (Funai), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Coletivo de Mulheres Negras de MS (CM Negras) e Grande Assembleia das Mulheres Guarani e Kaiowá – Kuñangue, além das Faculdades Intercultural Indígena, de Direito e Relações Internacionais, e de Ciências Humanas da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS/campus Amambai e Rede de Saberes).

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Uma cidade onde as mulheres negras possam respirar

Historicamente, as mulheres negras, para além da resistência, representam a possibilidade de outros projetos de existência

por Claudia Adão*, em CartaCapital

Como assim respirar? Você está me pedindo para respirar, é isso mesmo que eu estou lendo? Sim, minha irmã, é isso. Pare! Olhe para o seu corpo, sinta a sua respiração. Pensem em alguma ancestral sua, pode ser sua avó, mãe, tia… Tente ir mais fundo, pense nas ancestrais delas. Se você for mais fundo ainda na sua imaginação, talvez consiga visualizar as praias da África, os reinos, as terras de onde elas foram arrancadas. Porque aquelas ancestrais existiram e resistiram, você, de certa forma, está aqui hoje com a oportunidade de escrever outra história nesse tempo, nessa terra, aqui, agora. Um dia você também será lembrada e deixará a sua marca. Daí resistir não acaba sendo uma opção, mas uma condição de existência.

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Conheça a Nkanda, primeira plataforma online do Brasil com cursos sobre feminismo negro

Temas abordados apresentam o pensamento de importantes intelectuais como Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento

Por Pedro Borges, Alma Preta

plataforma virtual Nkanda é o primeiro portal com cursos sobre feminismo negro e mulher negra. O projeto é desenvolvido pelo Coletivo Di Jeje, grupo formado por pesquisadoras negras. Um dos objetivos da iniciativa é a de colocar a mulher afro-brasileira como sujeito e não mais objeto de pesquisa.

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