Ministério da Cidadania tem cinco dias para esclarecer ao MPF critérios na concessão do Bolsa Família nos estados

Pedido de informações foi feito diante de denúncia de que o Nordeste teria ficado com apenas 3% dos benefícios, embora concentre 36% das famílias pobres que aguardam na fila do Programa

O Ministério da Cidadania recebeu prazo de cinco dias para informar ao Ministério Público Federal (MPF) a quantidade de novos benefícios do Programa Bolsa Família concedidos, por estado, mês a mês, desde janeiro de 2019.

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‘Economizar’ no Bolsa Família é uma opção governamental de ampliar a exclusão de pessoas do programa. Entrevista especial com Tereza Campello

Segundo a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, mais de 1,5 milhão de famílias deixaram de receber o benefício

Por: Por Patricia Fachin e Ricardo Machado, em IHU On-Line

O recuo na cobertura do Bolsa Família nos municípios mais pobres do país e o aumento das filas de espera para receber o benefício fazem parte de uma decisão política do governo Bolsonaro para “economizar”, diz Tereza Campello à IHU On-Line. “Não se trata apenas do aumento do número de famílias na fila; o governo está diminuindo o programa para economizar. Economizar no Bolsa Família é uma opção. Por isso a opção não é diminuir a fila, mas ampliá-la, excluindo pessoas diariamente do programa”, adverte. Segundo ela, a atual fila de espera é “sensível” porque as famílias que estão aguardando para receber o benefício já estão habilitadas. “Estamos falando de pessoas que entraram com a solicitação, seus dados já foram verificados e checados, e agora elas têm que receber, porque o benefício já foi reconhecido. Ou seja, a pessoa já atende aos critérios para recebê-lo”, explica.

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PFDC pede esclarecimentos ao Ministério da Cidadania sobre problemas no acesso ao Bolsa Família

Pasta terá cinco dias para informar se procedem informações de que um milhão de famílias estariam à espera de resposta do governo federal para ingresso no programa

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, solicitou nessa quarta-feira (12), ao Ministério da Cidadania que informe as providências que estão sendo adotadas para assegurar que todo o público apto a acessar o programa Bolsa Família seja atendido. O prazo para a resposta é de cinco dias.

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Mulheres pobres trabalham cinco vezes mais que homens em zonas rurais

Elas dedicam 14 horas por dia aos cuidados não remunerados, como buscar água, lenha e cuidar de crianças, aponta relatório da Oxfam para o Fórum Econômico Mundial; dados são globais, mas refletem situação no Brasil, onde os homens são donos de 87,32% das propriedades rurais 

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

Buscar água do poço ou da nascente, colher lenha, cozinhar, fazer pequenos consertos, cuidar de crianças e idosos. Esses são alguns exemplos de trabalho de cuidado não remunerado, atividade essencial para manter o fluxo de comunidades e até da economia de um país. Trata-se de uma ocupação invisível, desproporcionalmente assumida por mulheres e meninas em situação de pobreza. 

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Viver com 413 reais ao mês, a realidade de metade do Brasil

Desemprego alto e aumento da informalidade faz com que 104 milhões de brasileiros tenham de viver com o equivalente a meio salário mínimo. Número de ambulantes na rua saltou mais de 500% entre 2015 e 2018

por Heloísa Mendonça, em El País

Há muitos anos, Josefa Severina de Souza, de 58, não sabe mais qual é a sensação de sair de férias do trabalho. Não consegue achar na memória nem qual foi a última vez que conseguiu tirar alguns míseros dias de descanso. Mãe de oito filhos, dos quais quatro ainda moram com ela, a rotina dos últimos 25 anos de Josefa tem sido de trabalho diário nas ruas de São Paulo como vendedora ambulante de segunda a sábado. Atualmente trabalha no bairro de Pinheiros, onde durante todo o dia transitam centenas de pessoas e potenciais clientes. No domingo, se dedica às tarefas domésticas. O marido, de 62 anos, desempregado há mais de quatro anos, faz alguns bicos como pedreiro, mas é a renda dela a principal fonte de sustento de seis pessoas. Somando os cerca de 1.450 reais que ganha com as vendas mais o salário fixo de 1.000 reais que um dos filhos recebe trabalhando em um supermercado, cada membro da família sobrevive atualmente com uma renda per capita mensal de 408 reais, menos do que meio salário mínimo. “Se a gente não trabalha, não sobrevive, né?”, explica a vendedora.

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MPF apura políticas para população em situação de rua em Angra dos Reis (RJ)

Inquérito civil público verifica se, apesar de repasses federais, município se omite no tema

Ministério Público Federal na 2ª Região (RJ/ES)

O Ministério Público Federal (MPF) abriu apuração sobre o acesso da população em situação de rua de Angra dos Reis (RJ) a políticas públicas. O inquérito civil foi aberto após um cidadão se queixar de que o município estaria se omitindo no apoio à população de rua. Inicialmente, o caso foi arquivado em razão de não ter se verificado indícios de lesão a interesses da União. Ontem (3), o Núcleo de Direitos do Cidadão do MPF na 2ª Região (RJ/ES) decidiu manter a investigação por avaliar que pode ter sido violada a Política Nacional para a População em Situação de Rua (Decreto federal 7.053/2009) e que um dos objetivos da Constituição é a erradicação da pobreza e da marginalização.

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Mais de 90% da ‘economia’ da ‘reforma’ da Previdência viria dos mais pobres, alerta ex-banqueiro

Eduardo Moreira, ex-sócio do Pactual, faz campanha de esclarecimento sobre ‘reforma’ da Previdência de Bolsonaro. “Não vai ser boa para nenhum brasileiro”.

por Rede Brasil Atual, no IHU

Que ‘reforma’ da Previdência é essa? A pergunta ganhou a internet e ficou entre os assuntos mais comentados do Twiiter nesta terça-feira (4). O questionamento dá nome a uma campanha que quer esclarecer as propostas do governo do presidente, Jair Bolsonaro (PSL), sobre o tema (PEC 06/19). Mais de 90% da economia pretendida com a reforma irá gerar vem dos mais pobres, segundo alerta o economista Eduardo Moreira.

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Pobres pagam mais pela água do que ricos, afirma ONU

Em todo o mundo, pessoas pobres ou que sofrem discriminação social têm maior probabilidade de ter acesso limitado a água potável e saneamento adequado, afirma relatório da Unesco.

Na Deutsche Welle

A ONU divulgou nesta terça-feira (19/03) seu relatório mundial sobre o desenvolvimento dos recursos hídricos, que destacou que mais de 2 bilhões de pessoas não têm acesso a uma fonte adequada de água potável e que um número ainda maior, 4,3 bilhões, não têm saneamento básico.

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