PEC Emergencial usa auxílio para ampliar retirada de direitos e cortes de serviços públicos

“A insistência em aprovar medidas de austeridade, em plena pandemia, está atrasando o auxílio emergencial”, denuncia economista e assessor do Senado, Bruno Moretti

Por Solange Engelmann, na Página do MST

Com a justificativa de continuar financiando o auxílio emergencial durante a pandemia no Brasil, o que amenizaria, em parte, a queda na renda dos trabalhadores e trabalhadoras, o governo Bolsonaro apresentou ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 186, chamada de “PEC Emergencial”, que tenta impor ao povo brasileiro uma reforma fiscal, que aprofunda o corte de investimentos públicos, durante os próximos anos.

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“Sim, é viável erradicar a extrema pobreza e a pobreza infantil. Temos recursos para isso”. Entrevista especial com Pedro Nery

Os desafios sociais evidenciados pela pandemia de Covid-19 exigem um pacto novo tão ou mais profundo que o de 1988, defende o economista

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

Apesar da considerável redução da pobreza no Brasil em decorrência do Auxílio Emergencial, em janeiro deste ano “a pobreza extrema quase triplicou em relação ao ‘período áureo’ do auxílio – de 4,5% para 13%. Está acima do que era antes da pandemia. A taxa de pobreza deve ter alta semelhante”, adverte Pedro Nery em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Dar continuidade à redução da pobreza, menciona, é um dos principais desafios do país. “Além da pandemia e dos nossos problemas crônicos, esta estrutura é desafiada pelas mudanças tecnológicas deste século, que permitem novas formas de ocupação que não se moldam ao sistema anterior. É fundamental que o Bolsa Família seja ampliado, tanto em cobertura quanto em valor dos benefícios, ou que um novo benefício neste sentido seja criado. É um caminho de renda básica”, insiste.

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O aumento das desigualdades de renda acirra ainda mais o conflito social. Entrevista especial com Marcelo Gomes Ribeiro

Os dados sobre a diminuição da renda das famílias nas regiões metropolitanas brasileiras revelam que o problema das desigualdades nessas áreas só piorou, diz o pesquisador

Por Patricia Fachin, no IHU

A queda da renda das famílias nas regiões metropolitanas de todo o país neste ano, em função dos efeitos da crise pandêmica, tem como consequência não só o aumento das desigualdades sociais, mas podem “acirrar ainda mais o conflito social existente na sociedade”. Isso porque “as pessoas e os grupos sociais, na perspectiva de manterem suas condições de vida, quando essas são adequadas, ou para alcançar patamares adequados de condições de vida, quando essas condições são insuficientes, reforçam a competividade entre eles, levando ao rompimento dos laços de integração social”, alerta Marcelo Gomes Ribeiro, pesquisador do Observatório das Metrópoles do Rio de Janeiro, à IHU On-Line.

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Laura Carvalho: “Auxílio emergencial foi ajuda significativa, mas seu fim deixará desigualdade como herança”

Em entrevista exclusiva à Pública, a economista e professora da FEA-USP explica por que a perspectiva de recuperação econômica do Brasil é ruim e defende um novo modelo que combine crescimento econômico com inclusão e sustentabilidade

Por Giulia Afiune, Agência Pública

O auxílio emergencial representou uma ajuda significativa para os brasileiros durante a pandemia e preveniu uma queda ainda maior no PIB do país, mas a falta de um plano de recuperação econômica é preocupante, e a volta ao nível de renda pré-crise pode levar até duas décadas. Esse é o panorama traçado por Laura Carvalho, economista e professora da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e autora do recém-lançado livro Curto-circuito: o vírus e a volta do Estado

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Ministério da Cidadania tem cinco dias para esclarecer ao MPF critérios na concessão do Bolsa Família nos estados

Pedido de informações foi feito diante de denúncia de que o Nordeste teria ficado com apenas 3% dos benefícios, embora concentre 36% das famílias pobres que aguardam na fila do Programa

O Ministério da Cidadania recebeu prazo de cinco dias para informar ao Ministério Público Federal (MPF) a quantidade de novos benefícios do Programa Bolsa Família concedidos, por estado, mês a mês, desde janeiro de 2019.

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