Negros têm 2,7 mais chances de serem mortos do que brancos, diz IBGE

255 mil pessoas negras foram mortas em seis anos, revela estudo.

por Agência Brasil / IHU On-Line

população negra tem 2,7 mais chances de ser vítima de assassinato do que os brancos. É o que revela o informativo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, divulgado nesta quarta-feira 13 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Justiça, de olhos fechados ao genocídio nas periferias

Relatórios apontam: no RJ, 90% dos “autos de resistência” — quando policiais registram morte por legítima defesa — são arquivados sem investigação. Provas são manipuladas, testemunhas ignoradas e ações legitimadas por ocorrerem em favelas

Por Felipe Betim, no El País Brasil

As ações policiais no Rio de Janeiro raramente passam pelo escrutínio das autoridades competentes, seja a Polícia Civil ou o Ministério Público, quando resultam em mortes. Ao menos três estudos e relatórios recentes indicam que mais de 90% dos autos de resistência — como são chamadas as mortes cometidas por agentes de Estado durante uma operação — não são investigados ou acabam arquivados. Trata-se de um cotidiano de impunidade que estimula toda sorte de abuso por parte dos agentes públicos. E que agora ronda o caso Ágatha Félix, a menina de oito anos que morreu baleada em 21 de setembro, no complexo de favelas do Alemão. Ela voltava para casa ao lado da mãe numa Kombi quando recebeu um tiro de fuzil nas costas.

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Uma teologia como chave para oprimidos resistirem à aspereza da vida. Entrevista especial com Ronilso Pacheco

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Para compreender as lógicas da Teologia Negra, é preciso compreender as lógicas de opressão e as formas de resistências que se configuram. Por isso, o teólogo Ronilso Pacheco vai conceituá-la como uma forma de resposta da  comunidade negra a toda opressão que sofre, inclusive no aspecto religioso. É uma aproximação da vida cotidiana de quem vive essa opressão, seja na periferia ou mesmo nos locais mais centrais que consegue acessar. “A Teologia Negra não se fecha num mundo espiritualizado e abstrato, mas considera aquilo que marca em especial a história material do povo negro”, pontua, na entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Para tanto, apoia-se em dois conceitos básicos: “territorialidade” e “corporalidade”.

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Racismo e genocídio de negros e indígenas são patrocinados pelo Estado brasileiro

Governo Bolsonaro perpetrou duro ataque aos indígenas ao avançar no sentido de municipalizar a gestão da saúde dos povos originários

Por Paulo Cannabrava Filho, Diálogos do Sul

O racismo do brasileiro não fica nada a dever para o racismo estadunidense.  Comprova isso o genocídio permanente dos povos originários, dos negros escravizados, genocídio que se repete hoje não só contra os indígenas, mas contra a maioria da população marginalizada. Sessenta mil mortos por assassinatos por ano não deixa de ser genocídio. É um racismo que já penetrou na cultura da Nação.

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Com ‘golpe discursivo’, educação pública é demonizada para ser entregue ao capital

Como nova ordem imposta pelo governo Bolsonaro, tentativa é destruir a diversidade e instituir a uniformidade para a qual só há uma família, uma escola e um modelo de indivíduo

Por Eduardo Maretti, da RBA

A partir da conjuntura de retrocesso que o país enfrenta hoje, é urgente a necessidade de se rediscutir a realidade das escolas públicas e o papel da educação na sociedade. Essa é a temática da série de debates “Olhares para a Educação Pública”, promovida pelo Instituto Unibanco, como parte da exposição “Ser Diretor – Uma viagem por 30 escolas públicas brasileiras”, montada a partir de trabalho do fotógrafo Eder Chiodetto. No evento desta terça-feira (28), no Museu da Imagem e do Som (MIS), o psicanalista Christian Dunker, o escritor indígena Daniel Munduruku e a escritora e atriz Elisa Lucinda debateram a conjuntura em que a educação no país voltou a ser vista como um negócio, ao qual a inclusão e a diversidade não interessam.

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Cresce parcela da população que se declara negra no Brasil, segundo IBGE

Resultado pode ser atribuído às políticas de ação afirmativa e também aos debates propostos pelo movimento negro

por Jaqueline Deister, em Brasil de Fato

A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada revelou um aumento na população que se autodeclara negra e uma redução na que se identifica como branca. Segundo a pesquisa, em 2018, a população branca representava 43,1% , a parda 46,5% e a preta 9,3%. Os registros do IBGE apontam que, se comparado com os últimos seis anos, a população que se declara negra aumentou em 4,7 milhões. Isso significa que no ano passado 19,2 milhões de pessoas passaram a se entender como negras.

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Negros são mais condenados por tráfico e com menos drogas em São Paulo

Levantamento inédito analisou 4 mil sentenças de tráfico em 2017; maioria das apreensões é inferior a 100 gramas e 84% dos processos com até 10 gramas tiveram testemunho exclusivo de policiais. STF retoma julgamento da Lei de Drogas em um mês

Por Thiago Domenici, Iuri Barcelos, Agência Pública

Em dezembro de 2017, Eliane foi condenada por tráfico de drogas. Mulher negra, seu crime, enquadrado no artigo 33 da Lei de Drogas, foi carregar no cós da calça 1,4 grama de maconha. Eliane visitava o filho, que cumpria pena na Fundação Casa, em São Paulo, quando foi flagrada na revista íntima.

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Os adultos saíram da sala

Por João Paulo Cunha, no Brasil de Fato

Só pode haver uma coisa pior que o governo Bolsonaro: a incapacidade em combatê-lo com as armas da razão e da força da mobilização popular. Em quatro meses o país ficou mais pobre, mais burro, mais autoritário, mais violento e mais isolado no concerto das nações democráticas. Não se trata de um descaminho, resultado de um plano mal executado, mas de um projeto. A derrota da civilização é uma conquista do atraso.

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Pacote Anticrime. “Naturalizamos violências radicais em favor de uma senha de ocasião”. Entrevista especial com Augusto Jobim

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

O projeto anticrime do governo federal, que visa enfrentar a corrupção, o crime organizado e crimes violentos, “é demagógico e principalmente irresponsável, pois vai na direção de uma panaceia: insiste nos mesmos problemas de sempre, que são a punição a todo custo, o aumento de penas, a aceleração de processos e, sobretudo, a flexibilização de garantias. É exatamente o que vem se fazendo há muito tempo e isso não funciona”, diz Augusto Jobim, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais e em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica – PUCRS. Entre os pontos críticos do projeto, Jobim menciona as tentativas de “burlar” decisões do Supremo Tribunal Federal – STF com relação à Lei dos Crimes Hediondos, de consolidar a prisão em segunda instância, e a possibilidade de gravar as conversas entre advogados e clientes em presídios.

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Essas mães repudiam o pacote anticrime de Moro

Marcia, Glaucia, Janaína e Laura têm uma luta em comum: provar que os filhos foram mortos ilegalmente em ações policiais. Casos vão de execução por causa de um pacote de pipoca a tiro no rosto dentro do camburão.

Karina Gomes, Deutsche Welle

Moradoras de comunidades no Rio de Janeiro, Marcia Jacintho, Glaucia Santos, Janaína Alves e Laura Azevedo são incansáveis, apesar da dor constante. São mães que se tornaram a voz de seus filhos, executados por policiais em ações nas favelas.

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