Racismo e genocídio de negros e indígenas são patrocinados pelo Estado brasileiro

Governo Bolsonaro perpetrou duro ataque aos indígenas ao avançar no sentido de municipalizar a gestão da saúde dos povos originários

Por Paulo Cannabrava Filho, Diálogos do Sul

O racismo do brasileiro não fica nada a dever para o racismo estadunidense.  Comprova isso o genocídio permanente dos povos originários, dos negros escravizados, genocídio que se repete hoje não só contra os indígenas, mas contra a maioria da população marginalizada. Sessenta mil mortos por assassinatos por ano não deixa de ser genocídio. É um racismo que já penetrou na cultura da Nação.

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Com ‘golpe discursivo’, educação pública é demonizada para ser entregue ao capital

Como nova ordem imposta pelo governo Bolsonaro, tentativa é destruir a diversidade e instituir a uniformidade para a qual só há uma família, uma escola e um modelo de indivíduo

Por Eduardo Maretti, da RBA

A partir da conjuntura de retrocesso que o país enfrenta hoje, é urgente a necessidade de se rediscutir a realidade das escolas públicas e o papel da educação na sociedade. Essa é a temática da série de debates “Olhares para a Educação Pública”, promovida pelo Instituto Unibanco, como parte da exposição “Ser Diretor – Uma viagem por 30 escolas públicas brasileiras”, montada a partir de trabalho do fotógrafo Eder Chiodetto. No evento desta terça-feira (28), no Museu da Imagem e do Som (MIS), o psicanalista Christian Dunker, o escritor indígena Daniel Munduruku e a escritora e atriz Elisa Lucinda debateram a conjuntura em que a educação no país voltou a ser vista como um negócio, ao qual a inclusão e a diversidade não interessam.

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Cresce parcela da população que se declara negra no Brasil, segundo IBGE

Resultado pode ser atribuído às políticas de ação afirmativa e também aos debates propostos pelo movimento negro

por Jaqueline Deister, em Brasil de Fato

A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada revelou um aumento na população que se autodeclara negra e uma redução na que se identifica como branca. Segundo a pesquisa, em 2018, a população branca representava 43,1% , a parda 46,5% e a preta 9,3%. Os registros do IBGE apontam que, se comparado com os últimos seis anos, a população que se declara negra aumentou em 4,7 milhões. Isso significa que no ano passado 19,2 milhões de pessoas passaram a se entender como negras.

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Negros são mais condenados por tráfico e com menos drogas em São Paulo

Levantamento inédito analisou 4 mil sentenças de tráfico em 2017; maioria das apreensões é inferior a 100 gramas e 84% dos processos com até 10 gramas tiveram testemunho exclusivo de policiais. STF retoma julgamento da Lei de Drogas em um mês

Por Thiago Domenici, Iuri Barcelos, Agência Pública

Em dezembro de 2017, Eliane foi condenada por tráfico de drogas. Mulher negra, seu crime, enquadrado no artigo 33 da Lei de Drogas, foi carregar no cós da calça 1,4 grama de maconha. Eliane visitava o filho, que cumpria pena na Fundação Casa, em São Paulo, quando foi flagrada na revista íntima.

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Os adultos saíram da sala

Por João Paulo Cunha, no Brasil de Fato

Só pode haver uma coisa pior que o governo Bolsonaro: a incapacidade em combatê-lo com as armas da razão e da força da mobilização popular. Em quatro meses o país ficou mais pobre, mais burro, mais autoritário, mais violento e mais isolado no concerto das nações democráticas. Não se trata de um descaminho, resultado de um plano mal executado, mas de um projeto. A derrota da civilização é uma conquista do atraso.

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Pacote Anticrime. “Naturalizamos violências radicais em favor de uma senha de ocasião”. Entrevista especial com Augusto Jobim

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

O projeto anticrime do governo federal, que visa enfrentar a corrupção, o crime organizado e crimes violentos, “é demagógico e principalmente irresponsável, pois vai na direção de uma panaceia: insiste nos mesmos problemas de sempre, que são a punição a todo custo, o aumento de penas, a aceleração de processos e, sobretudo, a flexibilização de garantias. É exatamente o que vem se fazendo há muito tempo e isso não funciona”, diz Augusto Jobim, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais e em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica – PUCRS. Entre os pontos críticos do projeto, Jobim menciona as tentativas de “burlar” decisões do Supremo Tribunal Federal – STF com relação à Lei dos Crimes Hediondos, de consolidar a prisão em segunda instância, e a possibilidade de gravar as conversas entre advogados e clientes em presídios.

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Essas mães repudiam o pacote anticrime de Moro

Marcia, Glaucia, Janaína e Laura têm uma luta em comum: provar que os filhos foram mortos ilegalmente em ações policiais. Casos vão de execução por causa de um pacote de pipoca a tiro no rosto dentro do camburão.

Karina Gomes, Deutsche Welle

Moradoras de comunidades no Rio de Janeiro, Marcia Jacintho, Glaucia Santos, Janaína Alves e Laura Azevedo são incansáveis, apesar da dor constante. São mães que se tornaram a voz de seus filhos, executados por policiais em ações nas favelas.

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Os 80 tiros contra família no Rio seriam ‘legítima defesa’ com pacote de Moro

Primeira justificativa dos militares foi de que “bandidos atiraram do carro”. Advogado avalia que medo e iminência de conflitos servirão para impunidade de policiais e militares

por Redação RBA

Militares do Exército brasileiro atiraram 80 vezes contra o carro que alegaram estar de posse de bandidos armados e que teriam atirado contra eles, segundo a primeira nota publicada pelo Comando Militar do Leste. O veículo, na verdade, era conduzido pelo músico Evaldo dos Santos Rosa, que foi atingido e morreu. Ele levava consigo a mulher, o filho, o sogro e uma amiga da família. Iam para um chá de bebê no bairro de Guadalupe, zona norte do Rio de Janeiro. A situação levantou mais uma vez o temor de que o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, leve a impunidade desse tipo de ação.

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Pacha: defendendo a terra. Extrativismo, conflitos e alternativas na América Latina e no Caribe

Por Leilane Nascimento dos Reis Santos*

O Grupo de Pesquisa em Relações Internacionais e Sul Global da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), após um estudo de aproximadamente dois anos dentro da linha de interesse sobre atores transnacionais (movimentos sociais globais e migrações transnacionais), elaborou uma cartilha educativa, lançada em novembro de 2018, que versa sobre o extrativismo na América Latina e no Caribe, e as formas de resistência a essa atividade. São 24 páginas bastante elucidativas, com versões em português, inglês e espanhol, atraindo de forma didática o público interessado no desenvolvimento na região e as consequências de uma política desenvolvimentista neoliberal.

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A organização popular é a “nossa fortaleza”, diz líder do MST

João Paulo Rodrigues, líder do MST, e Flávia Rios, professora de História da UFF, participaram de análise de conjuntura ao lado de lideranças do movimento negro

Por Pedro Borges, do Alma Preta em MST

Lideranças do movimento negro organizaram para o dia 23 de Março, sábado, na Biblioteca Mário de Andrade, um debate sobre análise de conjuntura com a participação da historiadora Flávia Rios (UFF) e de João Paulo Rodrigues, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

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