A Amazônia que chega a Belém para cobrar justiça climática

Ato de mais de 200 embarcações abriu Cúpula dos Povos, que reivindica participação popular nas decisões sobre o clima

Por Isabel Seta | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores artesanais, pequenas agricultoras, pessoas atingidas por barragens, militantes do Movimento dos Sem-Terra, jovens e até padres. Ao som de um carimbó tocado ao vivo, estavam todos – literalmente – no mesmo barco para uma manifestação sobre as águas que banham Belém, a cidade sede da COP30. (mais…)

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Direitos indígenas são primeiro passo para solução climática

Na COP30, a cientista Sineia Wapichana afirma que garantir territórios indígenas é o passo inicial para a adaptação climática. O segredo está na união da ciência indígena com a tradicional

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Belém (PA) – No terceiro dia de debates na Zona Azul da COP30, a cientista e autoridade climática Sineia do Vale, também conhecida como Sineia Wapichana, afirmou que o primeiro passo para uma política climática efetiva é garantir os direitos dos povos indígenas sobre seus territórios. E a razão é simples: eles são parte da solução porque são capazes de unir, na prática, os conhecimentos tradicionais e científicos. (mais…)

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“A COP30 não reconhece a gente”, diz indígena do protesto

Justificando o apagamento em suas falas e nas negociações para conter a crise climática no mundo, manifestantes driblaram a GLO e a segurança da ONU para fazer o ato na Zona Azul. Lula ficou irritado. A segurança foi reforçada no local e respingou na Zona Verde: indígenas Munduruku foram barrados e tiveram flechas e bordunas retidas por seguranças e agentes da PF

Por Elaíze Farias, Kátia Brasil e Nicoly Ambrosio, na Amazônia Real

Manaus (AM) e Belém (PA) – Protestos contra a ausência dos movimentos nas mesas oficiais — especialmente dos indígenas — estão em ascensão na COP30, em Belém. Até o momento, a manifestação mais contundente ocorreu no início da noite de terça-feira (11), quando indígenas e não indígenas ultrapassaram a barreira do pavilhão que dá acesso à Zona Azul, área exclusiva de negociações da Organização das Nações Unidas (ONU). (mais…)

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“A vida dos povos indígenas não pode valer o preço do petróleo”

Povos indígenas da Bacia Amazônica denunciam avanço petroleiro em seus territórios e erguem bandeira coletiva de resistência pelo fim da exploração na Amazônia

Coiab

“A vida dos povos indígenas não pode valer o preço do petróleo”. Com essa afirmação, Luene Karipuna, da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará (APOIANP), organização de base da Coiab, abriu a mesa na Zona Azul da COP30 junto a lideranças indígenas da Colômbia, Brasil, Peru e Equador, onde fez um alerta contundente sobre os impactos da expansão petroleira na Amazônia. (mais…)

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COP30: Cimi defende demarcação de terras indígenas, denuncia falsas soluções e reivindica rupturas sistêmicas contra o colapso climático

Cerca de 3 mil indígenas e uma delegação de 100 missionários do Cimi participam da Cúpula dos Povos e da COP30

Por Adi Spezia e Hellen Loures, no Cimi

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) participa, entre os dias 11 e 16 de novembro, da Cúpula dos Povos e dos eventos paralelos à COP 30, em Belém (PA), reafirmando a mensagem central diante da crise climática: a terra não está à venda”. (mais…)

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Os indígenas na centralidade da COP 30: mas, até onde é para valer!

No artigo, Clovis Brighenti, missionário do Cimie Profº Dr. de História da Unila, chama a atenção para “impressão de que os povos indígenas são o centro da COP30, sendo referências, anunciando uma nova relação com o meio ambiente”

Por Clovis Antonio Brighenti, do Cimi

A capital paraense respira COP30 com a imagem dos povos indígenas no centro das atenções. Aparecem como os guardiões das florestas, os que melhor sabem conviver com o meio ambiente, os que mantém profundo respeito pela natureza. Quem chega pelo aeroporto ou pela rodoviária e até mesmo pelos rios, se depara com rostos indígenas estampados em painéis, faixas, outdoor e tantas outras propagandas compondo um mosaico de diversidades, convidando para os debates no evento das Nações Unidas Para o Meio Ambiente. Quem caminha pela cidade se depara com rostos e corpos de pessoas indígenas de todas as regiões da América Latina. É uma multiplicidade de povos, uma diversidade de jeitos de ser, estar e pensar o mundo.  São adornos, pinturas, cocares, epistemes, culturas, jeitos e manifestos que marcam profundamente a distintividade desses povos no grande encontro sobre o clima. Para um desavisado, fica a impressão de que os povos indígenas são o centro da COP30, sendo referências, anunciando uma nova relação com o meio ambiente. (mais…)

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Avá Guarani Paranaense denunciam Itaipu e cobram justiça climática com protagonismo indígena na COP30

Povo indígena cobra reparação histórica, restituição territorial e protagonismo na governança climática internacional

Reunidos em Assunção (Paraguai), no dia 30 de outubro de 2025, representantes do Povo Avá Guarani Paranaense divulgaram um pronunciamento internacional às vésperas da COP30, que ocorre em Belém do Pará. O documento é resultado do encontro preparatório “Os povos Avá Guarani Paranaenses rumo à COP30: participação, incidência e defesa do território”. (mais…)

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