Mulheres vão às ruas em Mossoró para denunciar a pobreza e anunciar a saída para os impactos do agronegócio e dos empreendimentos de energias renováveis

por CPT NE2

Mais de mil mulheres camponesas, trabalhadoras, indígenas e quilombolas tomaram as ruas de Mossoró, no Rio Grande do Norte, no dia 17, em um grande ato político que marcou o Dia Internacional de Combate à Pobreza e o encerramento da 6ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM). (mais…)

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Nota do Cimi: Retomada Guarani e Kaiowá de área da TI Guyraroká é um grito de socorro

Desde que retomaram, as famílias indígenas, composta por crianças e idosos, têm sofrido ataques ilegais das forças de segurança do Estado

Cimi

Quanto à retomada de área sobreposta à Terra Indígena Guyraroká, notícias de mídia e notas das forças de segurança do Mato Grosso do Sul passam a imagem de que as famílias indígenas Kaiowá e Guarani teriam iniciado uma ação ostensiva, tomando fazendas, queimando maquinários e estruturas privadas. Provavelmente a estratégia tenha por motivação promover mais violência ilegal contra os indígenas. (mais…)

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“Estão tratando a gente como animal”: a violência policial na retomada da TI Guyraroká

Indígenas Guarani e Kaiowá relatam a violência sofrida no último dia 16 de outubro durante ataque da Tropa de Choque

Tornou-se comum ouvir entre os Guarani e Kaiowá um resumo perturbador de como se sentem a cada investida das polícias estaduais contra retomadas e aldeias: “estão tratando a gente como animal (…) não somos bichos”. A frase é de um indígena da retomada da Fazenda Ipuitã, sobreposta à Terra Indígena Guyraroká, em Caarapó (MS). (mais…)

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A carne que esquenta o planeta: maiores produtoras impactam tanto quanto petrolíferas

Relatório mostra que grandes empresas de proteína animal e laticínios emitem mais gases estufa que maioria dos países

Por Por Isabel Seta, Agência Pública

Se fossem um país, as 45 maiores empresas que produzem carne e laticínios seriam o nono maior emissor de gases do efeito estufa do mundo. Juntas, essas empresas, entre as quais estão gigantes brasileiras como a JBS, emitiram 1 bilhão de toneladas de gases do efeito estufa, que contribuem com o aquecimento global, em 2023 – mais do que a Arábia Saudita, segundo maior produtor global de petróleo. (mais…)

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Números de povos e línguas indígenas crescem no Brasil, mostra Censo 2022

País passou de 305 para 391 povos e de 274 para 295 línguas indígenas. Autoafirmação e mudanças na forma como o Censo é feito levaram ao aumento, segundo o IBGE.

Por Bianca Muniz, g1

Os números de povos e de línguas indígenas do Brasil cresceram na última década, mostram dados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Nota de apoio aos povos Guarani e Kaiowá e de repúdio à violência policial cometida contra indígenas em Mato Grosso do Sul

O Conselho do Povo Terena e o Conselho de Lideranças do Povo Guató no Guadakan/Pantanal vêm a público manifestar apoio e solidariedade às irmãs e aos irmãos dos povos Guarani e Kaiowá, especialmente das comunidades que seguem nas lutas pela regularização fundiária de terras indígenas em Mato Grosso do Sul. Suas justas reivindicações incidem sobre territórios dos quais é sabido que famílias e comunidades foram forçosamente removidas desde, pelo menos, o século XX, como verificado nos municípios de Amambai, Antônio João, Caarapó, Dourados, Douradina e outros. (mais…)

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Um documentário em defesa da educação: aprender a construir sonhos e futuros

Por Matheus Cosmo, no blog da Boitempo

Ela sabia de muitos casos tristes, em que tudo havia dado errado. Procurou se lembrar de algum que tivesse tido um final feliz. Não lembrou. Esforçou-se mais e não atinou com nenhum. Não esmoreceu. Relembram tanto, falavam tanto daqueles casos tristes, que, até ela, só se lembrava deles. Não tinha importância. O caso dela, quando voltasse para buscar os seus, haveria de ser uma história de final feliz.
— Conceição Evaristo

Eu acho que você não deveria parar, sua avó ficaria orgulhosa de você. Nós não podemos fazer as coisas sozinhos, entende? Precisamos estar juntos.
— Jeferson Tenório

 

O ano de 2025 marca exatos dez anos desde o lançamento do filme Que horas ela volta?, de Anna Muylaert. Recentemente, em bate-papo realizado com a própria diretora, num encontro promovido pelo Museu Lasar Segall, na cidade de São Paulo, Anna afirmou sentir-se realizada com o reconhecimento de que sua obra teria dado forma e perspectiva de coletividade a toda uma geração de Jéssicas; a um alto número de pessoas que, inaugurando determinadas posições em seus respectivos núcleos familiares, finalmente vieram a ocupar algumas das públicas carteiras universitárias, outrora reservadas à exclusividade de postos familiares e à manutenção de certos privilégios de classe, rompendo assim, no limite de suas atuações e perspectivas, determinados e esperados ciclos de opressão, esvaziamento e violência, ainda que para isso, sem que soubessem de imediato, tivessem de inaugurar alguns outros tantos desses mesmos postos – agora, entretanto, sendo em tudo diferentes, por vezes mascarados por uma fantasiosa, porém real, ideia de inclusão. É também sobre este processo que o mais recente longa-metragem de Vitor RochaAprender a sonhar, que chegou às telas nacionais nas últimas semanas, se propõe a falar. (mais…)

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