Mapeamento do Racismo Religioso no Brasil

Por: Monica Xavier, na ANF

A Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde e o Ilê Omolu Oxum lançou no dia 11 de fevereiro, uma pesquisa que irá mapear o racismo religioso no Brasil, a partir dos 53 Núcleos Regionais da rede, situados em todo o território nacional.

A ideia é organizar um verdadeiro raio-x sobre a violência contra os povos de religiões de matriz africana, a partir de um formulário dirigido às lideranças religiosas. Além do objetivo principal focado no crescente número de casos de intolerância religiosa, será possível também traçar um perfil dos terreiros, suas tradições e relações com a comunidade com esta pesquisa inédita, que só é possível graças ao apoio da organização internacional Raça & Igualdade.

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Justiça por Moïse: milhares de manifestantes protestam contra assassinato de refugiado congolês

Atos ocorrem em nove estados. Participantes denunciaram precarização do trabalho, racismo e xenofobia contra imigrantes

Redação Brasil de Fato

Com cartazes dizendo “vidas negras importam”, “justiça por Moïse” e “imigrantes importam”, milhares de manifestantes ocuparam as ruas de diversas cidades brasileiras neste sábado (05), para cobrar justiça pelo assassinato do congolês Moïse Kabagambe, morto no último dia 24, no Rio de Janeiro. O ato foi organizado por comunidades de imigrantes, coletivos e movimentos populares, em especial o movimento negro. 

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Precarizados igual a Moïse, assassinos agiram como capitães do mato, diz professor da USP

Dennis de Oliveira aponta também que Bolsonaro empoderou os racistas no país: “Brasil não é lugar seguro para imigrantes africanos”

Por Gil Luiz Mendes, na Ponte

Um africano que foi obrigado a deixar sua terra natal e que foi açoitado até a morte por se recusar a trabalhar de graça. Isso aconteceu diversas vezes na história do Brasil desde que o país era apenas uma colônia extrativista do reino de Portugal. Os resquícios dessa cultura escravagista se apresentaram de forma cruel quando as imagens do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe sendo linchado por homens na praia da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, no dia 24 de janeiro, ganharam o noticiário.

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Um genocídio com cor, endereço e escala global. Por Jessica Santos

Na newsletter da Ponte

Não tive coragem de ver as imagens do assassinato do imigrante congolês Moïse Mugenyi Kabagambe. Para além do meu trabalho e das minhas revoltas pessoais, busco evitar ler notícias sobre os corpos pretos – como o meu – os quais a sociedade e o Estado vem tombando com cada vez mais frequência e crueldade. Afinal, no Brasil da dita cordialidade, toda semana, às vezes, todo santo dia, sou atravessada por jovens pretos presos reconhecidos de forma irregular, por um vizinho preto que, confundido com um ladrão, é morto, por uma travesti preta agredida por algum homem, por uma mãe que furta para dar alimento aos filhos, por um pai preso injustamente que não viu o filho nascer, por um irmão que tem um trabalho precarizado onde precisa competir com outros para poder contribuir com a renda em casa, por operações policiais que terminam com crianças, grávidas e moradores de comunidade mortos. Isto é uma constante cruel e que uma parte dos brasileiros despreza e minimiza e a outra fica inerte em muito discurso e pouca ação.

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Assassinatos de trans no Brasil caem, mas número segue alto

Dossiê anual da Rede Trans Brasil aponta 111 mortes violentas de transexuais em 2021. Óbitos representam quase metade do total de casos ocorridos na América Latina e no Caribe.

Por Edison Veiga, na DW

O Brasil registrou, ao longo do passado, 111 assassinatos de pessoas travestis ou transexuais. O dado consta na sexta edição do dossiê anual produzido pela Rede Trans Brasil, divulgado neste sábado (29/01).

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Grupo Prerrogativas: “Nota de solidariedade aos Jornalistas da Folha”

O Grupo Prerrogativas manifesta plena solidariedade e apoio aos jornalistas da Folha de São Paulo que assinaram manifesto questionando o espaço concedido no jornal para textos considerados racistas que negam décadas de pesquisas e estudos sobre a questão racial no Brasil.

O documento assinado por mais de duas centenas de jornalistas é uma peça histórica. Serve de alerta a todos os brasileiros contra dois grandes riscos que são agravados a cada vez que um veículo respeitado como a Folha dá voz a discursos tão retrógrados. Um deles, o mais óbvio, é o incremento do racismo. O outro, mais sutil, é o risco de perda de credibilidade não somente do jornal, mas de toda a imprensa.

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Jornalismo suicidário*. Por Silvio de Almeida

*Fonte: Folha de S.Paulo

Centenária, a Folha comete um dos maiores erros de sua história

Em matéria publicada na quarta-feira (19), Suzana Singer trouxe a posição da Direção da  Folha acerca das repercussões negativas de textos recentemente publicados e que foram por muitas pessoas —inclusive por este colunista— considerados racistas. Porém, as declarações do diretor do jornal, Sérgio Dávila, revelaram, mais do que falta de autocrítica, uma surpreendente tendência ao autoaniquilamento por parte de um jornal centenário.

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