MPF fará intervenção após embate entre rezadores e evangélicos em aldeia no MS

A atuação será, em especial, sobre fixação dos horários dos cultos e ao volume do som utilizado nas igrejas

Por Lucia Morel – CAMPO GRANDE NEWS

Após recomendação da subprocuradora-Geral da República, Ana Borges Coêlho dos Santos, a Procuradoria da República, em Naviraí, iniciará processo de pacificação na Terra Indígena Jaguapiré, em Tacuru, a 427 Km de Campo Grande. Conflitos entre rezadores tradicionais e evangélicos têm causado problemas na comunidade, com acusações, inclusive, de incêndios criminosos em casas de reza.

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A Consciência Negra é nossa!

Se temos o Dia da Consciência Negra, devemos agradecer a Zumbi e outros milhares que não se curvaram aos que insistiam em enxergar um paraíso racial. Negros e negras que fizeram de suas histórias as histórias do Brasil.

Por Ynaê Lopes dos Santos, na DW

Existe um ditado que circula entre várias sociedades africanas que diz: “Até que os leões inventem as suas histórias, os caçadores sempre serão os heróis das narrativas de caça“. Gosto muito desse provérbio, pois ele conta de forma simples uma premissa que muitas vezes pode passar despercebida: a história não é uma via de mão única, uma reta que nos leva ao presente. A história é emaranhado, é trança, é trama e é tessitura. E são muitas as pontas que permitem a conexão com esse tempo que já passou.

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Dicionário de expressões (anti) racistas é lançado pela Defensoria da BA em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra

Publicação tem o objetivo de conscientizar a população a deixar de reproduzir esses termos no cotidiano

Por Lucas Cunha – DRT/BA

Sabe aquela expressão que a gente fala sem nem pensar? Quem nunca sentiu “inveja branca” ou chamou aquela pessoa metida ou grosseira de “boçal” que atire a primeira pedra. Mas, não dá para continuar falando que fulana tem um “pé na senzala” depois de aprender que este palavreado é uma infeliz recordação da escravidão no Brasil, época em que o único lugar permitido às mulheres negras era a cozinha da casa grande.

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Para professora da FGV Direito Rio, combater racismo deve ser pauta prioritária no país

Segundo docente, pandemia revelou desigualdade no acesso à saúde e ao mercado de trabalho

Plurale

“O fim da escravidão não significou o fim do racismo, e a discriminação ainda deve ser pauta prioritária no país” é o que afirma a professora da FGV Direito Rio, Elisa Cruz, ao analisar a importância do Dia da Consciência Negra, festejado no dia 20, e de todo o debate levantado junto aos movimentos negros ao longo deste mês de novembro.

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Frantz Fanon e a islamofobia contemporânea

Apesar de não ter usado o termo “islamofobia”, Frantz Fanon ainda é fundamental para compreendermos as várias metamorfoses do racismo.

Por Gercyane Mylena, na Revista Opera

Se o trabalho de Frantz Fanon (1925-1961) é essencial para pensar a islamofobia contemporânea, no contexto francês em particular, é porque ele compreendeu melhor do que outros os desenvolvimentos históricos de seu tempo, que hoje se refletem em nosso próprio. Embora ele nunca tenha usado o termo “islamofobia”, que reapareceu nas notícias nos anos 2000 após completar pelo menos um século de eclipse, Frantz Fanon – que era médico, psiquiatra, ensaísta e militante anticolonialista – tinha compreendido perfeitamente sua lógica básica. 

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O preconceito no olhar

Por Pedro Calvi / CLP

Gordofobia é a discriminação contra uma pessoa por causa do peso dela. Um preconceito que não é novo, mas tampouco debatido. No Brasil, não existe lei específica para punir quem pratica gordofobia. Porém, a Constituição Federal tem como princípios fundamentais proteger a dignidade de qualquer pessoa.

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Depois de 111 anos, Marinha açoita memória de João Cândido

Por Bernardo Mello Franco, em O Globo

A Comissão de Educação e Cultura do Senado aprovou a inscrição de João Cândido Felisberto no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria. O marujo morreu há 52 anos, foi anistiado duas vezes e é reconhecido como um ícone da luta contra o racismo. Ainda assim, a Marinha tenta barrar a homenagem.

Filho de escrava, João Cândido liderou a Revolta da Chibata, movimento de marinheiros que parou o Rio em 1910. Os rebeldes tomaram quatro navios na Baía de Guanabara e apontaram os canhões para a cidade. Ameaçavam abrir fogo se as punições físicas não fossem abolidas.

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