O apagão do Amapá poderá nos levar à civilidade? Entrevista especial com Benedito de Queiroz Alcântara

“Nossos gestores, mais uma vez, estão ressaltando, acentuando e agindo no sentido de aumentar mais ainda, explicitamente, as desigualdades sociais e econômicas da nossa sociedade. As pessoas ficam “enojadas” com a forma como são tratadas, de serem relegadas a nada”, diz membro da Repam Brasil

Por João Vitor Santos | Edição: Patricia Fachin, no IHU

Neste final de semana em que muitos brasileiros vão às urnas para escolher o novo quadro legislativo e executivo dos seus municípios, a situação social, política e econômica do Amapá serve de exemplo para refletirmos sobre quem elegemos e para quem concedemos tantos poderes para tudo continuar como está: sempre os mesmos e velhos políticos revestidos com o novo discurso do momento, e uma população que, em sua maioria, sobrevive e aprendeu a ser resiliente, esperando por uma resposta política para os problemas sociais e econômicos que enfrenta, mas que nunca chega.

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Por trás do grande apagão no Amapá, as privatizações. Por Paulo Kliass

Grupo espanhol que geria a subestação avariada não honrou compromissos. Caso revela desastre da entrega de serviços públicos ao setor privado. Governo se diz surpreso, mas tenta vender a Eletrobrás e suas subsidiárias, como a Eletronorte

No Outras Palavras

A tragédia que se abateu sobre a população do estado do Amapá tem forte componente de negligência, negociata e irresponsabilidade. O fornecimento de eletricidade aos mais de 900 mil habitantes daquela unidade da federação sofreu um corte inesperado e que se estende por quase uma semana. Famílias, empresas, órgãos governamentais e prestadores serviços de todo o tipo ficaram sem nenhum acesso à rede de energia elétrica. A situação revelou-se ainda mais drástica na capital Macapá e no município vizinho de Santana, que juntos somam quase 80% da população total do estado.

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Privatização da água: as falsas promessas

Caso da venda da empresa Casal, em Maceió, explicita a injustiça e estupidez incontornáveis da desestatização: um bem natural e coletivo vira ouro para empresários, como um “toque de Midas” — e saneamento de municípios pobres é precarizado

Por Antonio Carlos A. Lobão*, em Outras Palavras

Hoje dizemos que uma pessoa possui o “toque de Midas” quando parece ser capaz de fazer prosperar qualquer negócio, criar riquezas e multiplicar lucros. E costuma ser considerado um elogio para pessoas bem sucedidas na arte do enriquecimento e da cobiça.

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Universidades privadas querem usar aulas gravadas por professores mesmo após demissão

Um dos maiores grupos do Brasil usou a pandemia para propor mudanças nos contratos que ameaçam a propriedade intelectual

Lu Sudré, Brasil de Fato

Professores da Universidade Guarulhos (UNG), do grupo Ser Educacional, um dos maiores grupos privados de educação do Brasil, temem que o ensino a distância (EaD) adotado massivamente em meio à pandemia do novo coronavírus se concretize como um ataque aos seus direitos.

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A privatização da educação através das plataformas de ensino remoto. Entrevista especial com Marcos Dantas

Para o professor, “estamos usando Zoom, Google Classroom, Microsoft Teams de uma forma completamente irresponsável” e entregando os dados de estudantes para corporações privadas

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

A pandemia trouxe uma série de transformações e há quem diga que muitas vieram para ficar. Uma delas é a implementação da educação através do ensino remoto e das aulas síncronas a distância. No entanto, enquanto muitos celebram o fato de que, finalmente, a escola se transformou e chegou no mundo da revolução 4.0, o professor Marcos Dantas faz um alerta: “estamos usando ZoomGoogle ClassroomMicrosoft Teams de uma forma completamente irresponsável”. Isso porque essas plataformas, como a maioria das que operam na última geração da internet, capturam dados dos usuários e armazenam tudo que for gerado em seus ambientes. “Considero isso uma tragédia a longo prazo, porque se está entregando a essas plataformas a própria formação da identidade e da cultura brasileira”, acrescenta, em entrevista concedida por chamada de vídeo pelo Telegram à IHU On-Line.

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Uma “reforma” para devastar o serviço público

Com cobertura da mídia, Bolsonaro & Guedes agem para impor novo ataque ao Social, no pós-pandemia. Corte de salários e serviços. Desestruturação das carreiras. Contratações partidárias. Que está em jogo na “Reforma” Administrativa

Por Graça Druck1, Samara Reis2 e Emmanoel Leone3, da Remir*, em Outras Palavras

Nas últimas semanas, intensificou-se a ofensiva da grande imprensa, em editoriais e artigos de instituições empresariais e seus porta-vozes, alertando para a “crise fiscal” e clamando pela “reforma administrativa” do governo. Com o uso de informações distorcidas e manipuladas, sentencia-se que o Estado está inchado e os servidores públicos ganham muito.

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As águas do Brasil na mão do cassino financeiro

Caso do RJ aponta: bancos sem nenhuma experiência em Saneamento preparam-se para assumir controle dos serviços, em operações obscuras e de rapina. Acesso dos mais pobres fica ainda mais distante. Tarifas subirão. Mananciais ameaçados

Por Caroline Rodrigues da Silva e Danilo George Ribeiro, em Outras Palavras

A imagem do Brasil no mundo mudou desde a ascensão da extrema direita no país. Aqueles que acompanham a agenda climática devem lembrar que, em outros tempos, o Brasil foi um ator importante nas negociações do Acordo de Paris e na defesa de que outros países estabelecessem metas para a redução de emissão de gases do efeito estufa. A recusa do governo de Jair Bolsonaro a sediar a 25º edição da Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP25), somada à participação vergonhosa da comitiva governamental no evento e aos incêndios na Amazônia em 2019 são exemplos que caracterizam nossa imagem atual.

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