A bomba que pode arrasar o Brasil

Paulo Guedes acumula forças e segue plano para demolir soberania nacional. Já prepara novas contrarreformas, como a Tributária; anuncia privatizações de todas as estatais e insiste nos cortes de gastos. Conseguiremos brecar o desastre?

por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

Ao que tudo indica, a estratégia adotada por Paulo Guedes para se impor como chefe absoluto da economia está sendo exitosa. Desde que se cogitou de seu nome para ocupar o comando da área, ainda na campanha do então ex-capitão/deputado federal, aquele que já foi um Chicago boy de segundo escalão busca confirmar seu programa maximalista na implementação do Estado mínimo no Brasil.

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Bolsonaro prepara a venda das empresas que possuem dados de toda população brasileira

Estimadas em 6 bilhões, Serpro e Dataprev reúnem 12.500 funcionários e possuem informações desde o imposto de renda, até registros de nascimentos e óbitos

Por Afonso Benites, no El País Brasil

Um ex-servidor começa a receber ligações telefônicas oferecendo empréstimo consignado dias depois de se aposentar. Uma seguradora de veículos com quem um cidadão jamais teve contato lhe oferece um novo seguro semanas antes de vencer o contrato que está em vigência.O timing não é mágica. É uma estratégia planejada, com base em informações confidenciais mantidas pelo Governo e consideradas valiosíssimas para qualquer empresa que busca dados de potenciais clientes. O que elas têm em comum é que todas são processadas e armazenadas por duas lucrativas companhias públicas brasileiras que o Governo Jair Bolsonaro (PSL) pretende privatizar, o Serpro e a Dataprev. E, com isso, de uma hora para outra, uma companhia qualquer pode passar a ter acesso, por exemplo, a todos os dados que o contribuinte declarou em seu imposto de renda.

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Future-se. A substituição do ethos pelo business. Entrevista especial com Ivan Domingues

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

Apesar do progresso científico e tecnológico que marca o século XXI e das mudanças que isso está gerando nas sociedades e no meio acadêmico, a  função da universidade nos dias de hoje “não é muito diferente da sua missão no curso dos séculos XIX-XX e é antes de tudo a de um agente de civilização, devendo levar as luzes do conhecimento e da cultura a todas regiões de um país”, pontua Ivan Domingues à IHU On-Line. Para ele, ao discutir o desenvolvimento e a missão da universidade, “não devemos  reduzir a coisa a desenvolvimento econômico e PIB crescendo: há que se ressaltar a missão da universidade à vista das demandas e necessidades do conjunto da população, como agente da cultura e do bem-estar da sociedade”, diz.

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Future-se e o capitalismo universitário. “Trata-se de transformar a universidade, de um bem comum, em investimento lucrativo”. Entrevista especial com Boaventura de Sousa Santos

Por João Vitor Santos e Wagner Fernandes de Azevedo, em IHU On-Line

capitalismo compreendeu que mercantilizar a educação é extremamente lucrativo. No entanto, essa construção não é recente. A ciência construiu-se como um conhecimento colonizador, subjugando e exterminando os conhecimentos que buscavam a interligação do ser humano e a natureza. O conhecimento abstraído, separado e fragmentado, constitui-se como base da exploração da Terra e dos povos que a ela se identificavam. O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos explica, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, que “a concepção [de natureza] que foi adotada nas colônias foi a concepção cartesiana porque era essa a que permitia explorar os recursos naturais sem limite e mesmo considerar os povos nativos como parte da natureza e, tal como ela, totalmente disponíveis para os interesses coloniais”.

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Em tempos de democracia iliberal, a proposta é aprofundar e radicalizar a democracia. Entrevista especial com Tatiana Roque

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

De um lado, o Governo de Jair Bolsonaro prega, através do Future-se, a emergência de qualificar e tornar mais produtivo o trabalho de ensino e pesquisa nas universidades públicas. De outro, insufla um negacionismo do caos climático, enquanto fazendas avançam sobre áreas de mata  e  agrotóxicos passam a ser mais liberados do que nunca. Para a professora  Tatiana Roque, tudo isso são faces de uma mesma moeda e revelam uma intenção muito clara do Governo Bolsonaro. “Este governo não tem nenhum projeto para a universidade pública e para a pesquisa científica”, dispara. E segue: “a ala mais bolsonarista do governo tem uma agenda ideológica que identifica a universidade à esquerda e incentiva, com esse discurso, uma perseguição à comunidade universitária. Já a ala ultraliberal tem a única agenda de diminuir o financiamento público”.

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Comunidade Cajueiro clama por justiça em processo cheio de irregularidades

Por Yndara Vasques

O dia dos pais será/foi diferente para a comunidade do Cajueiro. Famílias inteiras acamparão a partir de hoje (domingo/11 de agosto) em frente ao Palácio dos Leões. Elas protestarão pela responsabilidade do Governo do Estado do Maranhão para que evite a destruição de sua história. Está prevista para essa semana o início dos despejos de dezenas de famílias da comunidade Cajueiro numa enorme operação de reintegração de posse, com mais de 180 policiais militares.

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Amazônia: “Eu posso vender. Quanto você dá?”

Para entender o “novo” projeto para a Amazônia. Vista, após 1964 como território a incorporar ao Centro-Sul, ela é, sob Bolsonaro, mero menu de opções aos mega-investidores estrangeiros. Que escolham: minérios, soja, madeira, bois…

Por Luís Fernando Novoa Garzón, no Outras Palavras

Assim como o desmatamento da Amazônia mantém relação direta com o stress hídrico nas metrópoles do sudeste, a conversão compulsória da região amazônica em um portfólio de commodities tem relação direta com a desindustrialização do país, ou seja, com o aprofundamento de seu perfil produtivo regressivo. Quanto maior simplificação produtiva e territorial, tanto maior o desmanche de direitos sociais e de normativas ambientais. Os setores considerados catalizadores desse modelo – a indústria extrativa mineral, o agronegócio e a infraestrutura especializada – estão fortemente ancorados na região não por acaso.

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