Em entrevista ao De Olho nos Ruralistas, a presidente da Rede Cerrado fala sobre sua relação com o babaçu, sobre a perda de companheiras do movimento e sua luta em defesa dos territórios tradicionais: “Nossa luta é forte e a resistência, uma teimosia”
Por Priscilla Arroyo, no De Olho nos Ruralistas
– O babaçu é uma vida feminina. Com 15 anos, muitas palmeiras já têm os cachos cheios de coco. Seus filhos demoram nove meses para se desenvolver e então caem. É o parto da palmeira. São semelhanças como essa que nos aproximam tanto dessas árvores. Se a gente geme, a palmeira geme, se a gente canta, a palmeira canta, se a gente tem bom cheiro, a palmeira é cheirosa. Quando ela é derrubada, é como se uma mãe de família morresse. Ali não vai ter mais aquele leite, aquele carinho. Não vai ter mais nada.
(mais…)
Ler Mais