Dia Estadual das Quebradeiras de Coco-Babaçu: o dia 24 de setembro como elemento de construção da identidade no Estado Democrático de Direito

Joaquim Shiraishi Neto[1]

Em 24 de setembro, foi comemorado aqui no Maranhão e em outros estados (Piauí[2], Tocantins[3] e Pará) o Dia Estadual das Quebradeiras de Coco-Babaçu. Diferentemente de anos passados, quando o Movimento das Quebradeiras (MIQCB) promovia atividades políticas e culturais para discutir os seus desafios, neste ano, em função do novo coronavírus, que se espalha pelos interiores, foi organizada uma live[4] intitulada “O protagonismo feminino e as políticas de resistência das quebradeiras de coco-babaçu”, envolvendo a participação de lideranças regionais: dona Maria Alaídes (São Luís), dona Maria de Fátima (Mearim), dona Maria Antônia (Baixada) e dona Eunice (Imperatriz), do Maranhão; dona Emília (Bico do Papagaio), do Tocantins; dona Helena (Esperantina), do Piauí; dona Cledeneuza (São Domingos), do Pará.

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Do padre Júlio Lancellotti para uma quebradeira de coco: “Olho para você e acredito”

Em live sobre pandemia e fome, ele apontou “estrutura de perversidade” do governo Bolsonaro e se emocionou com Rosalva Gomes, quebradeira de babaçu no Maranhão: “Olhar para você, uma mulher negra, trabalhadora, é olhar para a imagem de Deus”

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

O padre Júlio Lancellotti, da Arquidiocese de São Paulo, fez um alerta para o aumento da fome e da vulnerabilidade das pessoas em situação de rua durante a pandemia de Covid-19. Em live organizada pela Oxfam Brasil na noite de quinta-feira (06), ele disse que muitas mães não têm nem gás para cozinhar. O religioso também criticou a “estrutura de perversidade” do governo Jair Bolsonaro.

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Nova geração das quebradeiras de coco se dedica ao artesanato e à gastronomia

Avós e mães lutaram para ter a profissão reconhecida; agora, jovens continuam na defesa pela preservação e livre acesso aos babaçuais e aumentam a renda com derivados da palmeira; gigante da celulose é empecilho à nova estratégia

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

Elas buscam os cachos de coco na mata, levam para a casa, quebram, tiram as amêndoas, lavam e secam. Depois torram. A mistura é moída e levada ao fogo para apurar. Separa-se a borra e o sumo volta para a panela, onde é decantado e coado. Está pronto o azeite de babaçu,  principal produto proveniente da extração dessa espécie de palmeira. Centenas de mulheres sustentaram — e sustentam — suas famílias com a venda da iguaria desde as primeiras décadas do século passado.

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Maria do Socorro, quebradeira de coco: “Quando a palmeira é derrubada, é como se morresse uma mãe de família”

Em entrevista ao De Olho nos Ruralistas, a presidente da Rede Cerrado fala sobre sua relação com o babaçu, sobre a perda de companheiras do movimento e sua luta em defesa dos territórios tradicionais: “Nossa luta é forte e a resistência, uma teimosia”

Por Priscilla Arroyo, no De Olho nos Ruralistas

– O babaçu é uma vida feminina. Com 15 anos, muitas palmeiras já têm os cachos cheios de coco. Seus filhos demoram nove meses para se desenvolver e então caem. É o parto da palmeira. São semelhanças como essa que nos aproximam tanto dessas árvores. Se a gente geme, a palmeira geme, se a gente canta, a palmeira canta, se a gente tem bom cheiro, a palmeira é cheirosa. Quando ela é derrubada, é como se uma mãe de família morresse. Ali não vai ter mais aquele leite, aquele carinho. Não vai ter mais nada.

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Povos tradicionais e extrativistas traçam estratégias de resistência em defesa do Cerrado

Em sua 9ª edição, o Encontro e Feira dos Povos do Cerrado reuniu indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco e geraizeiros para discutir o fortalecimento do extrativismo sustentável e defesa dos territórios contra a expansão do agronegócio

Por Bruno Stankevicius Bassi, de Brasília, em De Olho nos Ruralistas

“É o Cerrado que nos une, é o Cerrado que nos trouxe aqui”. Assim resumiu Maria do Socorro Teixeira Lima, coordenadora geral da Rede Cerrado e integrante do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), o propósito do IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado.

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Dona Dijé: A mulher que lutou por direitos quilombolas no Maranhão

Maria de Jesus Ferreira Bringelo, mulher, negra, quilombola, quebradeira de coco babaçu, ensinava que ódio e violência se enfrentam com serenidade e altivez

Por Avanildo Duque*, em HuffPost Brasil

O Brasil precisa conhecer a história de Dona Dijé. Em um tempo sombrio no qual se homenageiam torturadores, se matam negros e negras, se odeiam pobres, se humilham mulheres e se oprime a diversidade sexual, viveu Maria de Jesus Ferreira Bringelo, nome de batismo de Dona Dijé. Mulher, negra, quilombola, quebradeira de coco babaçu, ela transmitia, na voz firme, de timbre aveludado, o ensinamento de que todos nós, brasileiros, mais precisamos agora: ódio e violência se enfrentam com serenidade e altivez. E vencem-se. (mais…)

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Morre Dona Dijé, liderança histórica das comunidades tradicionais do Brasil

Fundadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, Dona Dijé teve um infarto fulminante, apenas três dias depois de ter sua luta reconhecida oficialmente

Em O Globo

Morreu na madrugada desta sexta-feira, aos 70 anos, Maria de Jesus Ferreira Bringelo, a Dona Dijé, liderança histórica da luta dos negros, mulheres e quilombolas no Brasil. Ela morreu no mesmo rincão do Maranhão onde nasceu, vitimada por um infarto, apenas três dias depois de ter sua luta reconhecida oficialmente ao ser empossada como conselheira dos povos e comunidades tradicionais em Brasília. A morte de Dona Dijé ocorreu no dia que marca os seis meses da execução, ainda sem resposta, de outra liderança no campo dos direitos humanos, a vereadora carioca Marielle Franco. (mais…)

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“Gritamos sobre todas as ameaças que sofremos”: Carta de Monte Alegre reafirma luta unificada de povos e comunidades tradicionais de todo o Brasil

Na Rede Cerrado

Realizado entre os dias 3 e 5 de julho, na comunidade quilombola de Monte Alegre, município de São Luís Gonzaga, no Maranhão, o Seminário Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) Protagonistas de sua História, reuniu lideranças de 24 segmentos de PCTs de todo o Brasil. O objetivo foi o de avaliar a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT) e de construir uma agenda comum de luta. (mais…)

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Nova proposta de Reforma da Previdência ainda prejudica rurais, diz Contag, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

Ao contrário do que afirmam o governo Michel Temer e sua base aliada na Câmara dos Deputados, os trabalhadores rurais da economia familiar continuam sendo impactados negativamente na nova versão do texto da Reforma da Previdência apresentado nesta quarta (7). Essa é a avaliação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e de parlamentares contrários ao projeto ligados a pequenos produtores rurais. A nova proposta traz recuos em relação ao texto anterior, mas não elimina os riscos negativos a esses trabalhadores. (mais…)

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Quebradeiras de Coco lançam Mapa da Região Ecológica dos Babaçuais

O Mapa da Região Ecológica dos Babaçuais foi lançado na última quinta-feira (26) no Palácio de Karnak, sede do governo do Piauí, localizado na região central de Teresina. A construção do Mapa foi promovida pela Cartografia Social da Amazônia junto com o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), além da várias outras instituições parceiras. O trabalho foi realizado em regiões dos estados do Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins

CPT Piauí

No estudo, que deu origem à configuração do mapa, foram realizadas pesquisas de campo georeferenciadas por mecanismos audiovisuais, oficinas, reuniões, mutirões, minilaboratórios, dentre outros, que levaram à constatação de que a área dos babaçuais no Piauí aumentou de 18 para 25 milhões de hectares. (mais…)

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