Ouça canções do Candomblé gravadas em 1940: etnomusicologia

Do Observatório Nacional de Cultura

Em 2002, Xavier Vatin, professor de antropologia na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), encontrou nos arquivos da Universidade de Indiana (EUA) uma vasta coleção de áudios gravados pelo linguista americano Lorenzo Turner durante uma viagem à Bahia. Tratava-se de um tesouro ainda inédito: mais de cem discos de alumínio (um total de 17 horas de áudio) contendo registros de sacerdotes e sacerdotisas de candomblés dos anos 1940.

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“O samba da avenida fala de resistência muito antes dessa palavra entrar na moda”. Entrevista especial com Orlando Calheiros

Para o antropólogo, “ao medirmos a potência de um desfile meramente por suas afinidades políticas, ignoramos todo o resto”.

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

carnaval e o samba, muito antes de apresentarem um retrato unívoco do Brasil, são artes que expressam “as mazelas dos oprimidos, isto é, dos seus criadores” e refletem sobre temas que perpassam suas vidas há séculos, como a violência, o racismo e a opressão, mas não só. O carnaval, como uma “forma de arte extremamente complexa”, também manifesta em seus sambas-enredo uma visão cosmopolítica, religiosa, o modo de vida que circunda elementos do candomblé, a cultura negra e a arte de matriz africana, e isso faz “toda a diferença”, diz o antropólogo Orlando Calheiros  à IHU On-Line.

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Hackers invadem perfis de religiões de matriz africana no Instagram

Segundo levantamento do Brasil de Fato, ao menos dez perfis foram atacados ou sofreram tentativas em janeiro deste ano

Marina Duarte de Souza, Brasil de Fato

Enquanto o Carnaval da Sapucaí no Rio de Janeiro, uma das maiores festas do país, reverência as religiões de matriz africana com as escolas de samba homenageando referências aos rituais, orixás e entidades da Umbanda e do Candomblé nas quatro primeiras colocações do desfile, na realidade os praticantes do culto tem sofrido situações de ódio e intolerância.

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A festa religiosa do Carnaval: a resistência alegre dos povos periféricos contra o conservadorismo elitista. Entrevista especial com Aydano André Motta

Apesar do preconceito de parte da população, Festa de Momo continua sendo ferramenta política de combate à injustiça social

Por: Ricardo Machado, em IHU On-Line

Em 1982 o samba-enredo da União da Ilha do Governador, regravado por dezenas de intérpretes, dizia logo na primeira estrofe “A minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela”. Assim se faz a história do carnaval há décadas, que a despeito de uma visão preconceituosa de parte da sociedade segue sendo uma das mais originais formas de resistência das populações periféricas e ao mesmo tempo um rito de memória dos povos africanos escravizados no Brasil. “Quando a Viradouro ganha o carnaval [carioca] contando a história das Ganhadeiras de Itapuã, na Bahia, ou quando a Grande Rio, vice-campeã, retrata Joãozinho da Gomeia, pai de santo baiano que viveu em Duque de Caxias, cidade da Baixada Fluminense, ou a Mangueira que traz a imagem do Cristo negro crucificado e crivado de balas e embaixo outras imagens de LGBTsmulheres e outras minorias que são oprimidas no Brasil, o carnaval está prestando um serviço fundamental à sociedade brasileira”, pondera Aydano André Motta, jornalista, escritor e pesquisador do carnaval carioca, em entrevista por telefone à IHU On-Line.

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Resultado do Carnaval do Rio confirma força das religiões de matriz africana

As quatro primeiras colocadas fizeram referências aos rituais, orixás e entidades da Umbanda e do Candomblé

por Nara Lacerda, em Brasil de Fato

Se em algum momento da história do Carnaval do Rio houve dúvidas sobre a influência e presença das religiões de matriz africana na festa, 2020 veio para derrubá-las. As três primeiras colocadas do grupo especial levaram à Sapucaí a força dos orixás do Candomblé, das entidades da Umbanda e o papel primordial que essas crenças têm na construção da identidade cultural brasileira.

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Iemanjá tem cor? Por que a divindade de origem africana se transformou em ‘mulher branca’ no Brasil

“Dois de Fevereiro, dia da Rainha / Que pra uns é branca, pra nóiz é pretinha”, canta Emicida, na música ‘Baiana’, lançada em 2015, em referência à Iemanjá, divindade cultuada no Brasil como Rainha do mar.

por Mariana Schreiber, em BBC News Brasil em Brasília

Quase seis décadas depois de o baiano Dorival Caymmi gravar Dois de Fevereiro anunciando querer “ser o primeiro a saudar Iemanjá” na tradicional festa realizada anualmente na orla de Salvador e em dezenas de outras cidades do país, o rapper paulista celebrou a data trazendo para a música o debate que tem crescido nos terreiros de candomblé e umbanda: qual a cor dessa divindade que chegou ao Brasil com as religiões de negros escravizados, mas passou a ser predominantemente representada aqui como uma mulher branca, magra, de cabelos lisos, em um vestido azul?

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Marcha abre Fórum Social das Resistências unida à luta contra intolerância religiosa

Fórum ocorre em Porto Alegre, entre 21 e 25 de janeiro, sob o lema “Democracia e Direitos dos Povos e do Planeta”

Marcelo Ferreira e Fabiana Reinholz, Brasil de Fato

“Unidos seremos fortes”, estampava a faixa à frente da marcha de abertura do 2º Fórum Social das Resistências, sob chuva, na tarde desta terça-feira (21), em Porto Alegre. Realizada junto com a XII Marcha Estadual pela Vida e Liberdade Religiosa, a manifestação percorreu o centro da cidade demonstrando a capacidade de unidade e resistência de variados segmentos sociais contra o avanço das políticas neoliberais e a crescente onda de intolerância e fascismo no Brasil e no mundo.

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Mulheres negras são maioria entre evangélicos, aponta Datafolha

Catolicismo ainda é predominante no país e vem seguido dos fiéis evangélicos, cuja influência das mulheres é crescente.

por CartaCapital / IHU On-Line

O rosto predominante das igrejas evangélicas é o de uma mulher negra. É o que aponta a pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira 13, que avaliou o perfil religioso de brasileiros de todas as regiões. O catolicismo ainda figura no topo da lista de crenças, mas vem observando uma diminuição no número de fiéis ao longo do tempo.

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“Governador, o centro de umbanda já foi pro chão”; a violência contra povos e comunidades tradicionais de matriz africana

Pedro Calvi / CDHM

O Brasil é um país laico desde a Constituição de 1891. Naquele ano deixou de ter uma religião oficial do estado. Porém, a intolerância religiosa no Brasil aumenta a cada ano, principalmente contra as chamadas religiões de matriz africana como mostram dados disponíveis sobre o assunto. São centenas de casos, inclusive homicídios, em quase todos os estados no Brasil. Somente neste ano, mais de 200 terreiros de matriz africana foram depredados e seus frequentadores ameaçados no estado do Rio de Janeiro.

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Presidente da CDHM se solidariza a fiéis da Igreja Sara Nossa Terra e pede providências

Notícias informam que templo religioso da Igreja Sara Nossa Terra foi vandalizado na cidade satélite de Santa Maria neste último final de semana. Leia a nota.

Na CDHM

“A Constituição Federal tem cristalizada em seu art. 5º, inciso VI, a determinação da inviolabilidade da liberdade de crença e do exercício de culto religioso, bem como da proteção dos locais de culto e suas liturgias. O Estado falha em seu dever de proteção a esta liberdade sempre que um templo religioso é vandalizado.

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