Brumadinho 6 anos depois: lentidão da reparação e desvio de recursos dos atingidos

Hoje, em 2025, os atingidos seguem sem a garantia de parâmetros e critérios básicos para as suas indenizações

Marina Paula Oliveira, Le Monde Diplomatique

O acordo judicial firmado entre a Vale e o governo de Minas Gerais no contexto da reparação dos danos coletivos pelo rompimento da barragem em Brumadinho, representou uma das maiores violações da democracia brasileira. Passados 6 anos do crime, e 4 anos do firmamento do acordo bilionário que deveria garantir a reparação dos atingidos, assistimos à ineficácia do modelo de reparação construído pela própria empresa ré e pelo governo Zema. (mais…)

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Uso intenso de agrotóxicos provoca crise silenciosa na saúde e meio ambiente no Oeste do Pará

Avanço da soja e do milho expõe populações de Belterra, Santarém e Mojuí dos Campos a problemas de saúde

Liege Costa, Brasil de Fato

O oeste do Pará se tornou um dos grandes polos agrícolas do Brasil destacando-se na produção de soja e milho. Os municípios de Belterra, Santarém e Mojuí dos Campos estão entre os dez maiores produtores do estado, mas o uso intenso de agrotóxicos traz consequências. (mais…)

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Relatório mundial de direitos humanos cita enchentes no RS como ameaça

Documento da Human Rights Watch analisa episódios de 2024

Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

A Human Rights Watch (HRW) lançou nesta sexta-feira (16) a 35ª edição de seu Relatório Mundial, que congrega análises de 100 países quanto à forma como as políticas adotadas, conflitos internos de disputa pelo poder e outros contextos provocaram retrocesso na proteção de direitos das populações, em 2024. São mais de 500 páginas e, no caso do Brasil, alguns dos destaques são as enchentes no Rio Grande do Sul e os encaminhamentos às pessoas identificadas como autoras dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. (mais…)

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Pulverização aérea de agrotóxicos no Maranhão prejudica saúde mental e física de moradores de comunidades tradicionais

Projeto de Lei contra a pulverização aérea de agrotóxicos está sendo proposto por organizações da sociedade

Eanes Silva, Brasil de Fato

Aeronaves sobrevoam casas e roçados, como na comunidade Manuel do Santo, no município de Timbiras, e prejudicam comunidades tradicionais com a pulverização aérea de agrotóxicos. Durante a colheita do arroz e do milho em suas roças, os moradores se depararam com aviões pulverizando veneno e pedem socorro às autoridades. (mais…)

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“Se desejasse projetar o melhor sistema para produzir os patógenos mais mortais, você escolheria o modelo do agronegócio”. Entrevista com Rob Wallace

Inaugurando uma série de reportagens preparatórias para a COP30, Rob Wallace alerta que o modelo de produção de alimentos capitalista cria um terreno fértil para a evolução de microrganismos cada vez mais virulentos e letais

André Antunes – EPSJV/Fiocruz

No final de 2025, líderes de todo o mundo voarão para Belém, no Pará, para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30. Será mais uma tentativa de avançar no enfrentamento às mudanças climáticas, no momento em que o Acordo de Paris, pelo qual os países se comprometeram a reduzir emissões de gases de efeito estufa para limitar a média de aquecimento do planeta, completa dez anos. O epidemiologista evolucionário norte-americano Rob Wallace, no entanto, não vê grandes chances de se chegar a um acordo a partir da COP30, a despeito do grau de consenso em torno das mudanças climáticas. Para ele, a captura dos Estados nacionais, das instâncias de governança multilaterais e da ciência pelos interesses das classes capitalistas é hoje tão grande que fica difícil esperar grandes mudanças em um sistema econômico que serve aos interesses de alguns dos setores que mais emitem CO2. Wallace, integrante do Agroecology and Rural Economics Research Corps [em português, Corpo de Pesquisa em Economia Rural e Agroecologia, grupo de cientistas independentes dos Estados Unidos que estuda alternativas ao atual sistema agroalimentar], dirige uma crítica especial ao setor do agronegócio, que ele estudou mais diretamente quando analisou surtos de gripe aviária ao longo dos anos 2000. Segundo o epidemiologista, o mesmo modelo capitalista de produção de alimentos responsável por 30% das emissões anuais de gases de efeito estufa também serve de terreno fértil para a evolução de microrganismos cada vez mais virulentos e letais, com potencial para desencadearem a próxima pandemia. Nesta entrevista, que inaugura um especial sobre a COP 30, Wallace fala de mudanças climáticas, pandemia e agronegócio, conflitos de interesse na ciência, e da indissociabilidade entre ciência e política. (mais…)

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Após recomendação do MPF, Facebook e Instagram removem anúncios de venda ilegal de mercúrio metálico

Meta, empresa controladora das plataformas, informou que implementou mecanismos de monitoramento para evitar novas publicações do gênero

Procuradoria da República no Amazonas

Após recomendação expedida pelo Ministério Público Federal (MPF), o Facebook adotou medidas para combater o comércio ilegal de mercúrio em sua plataforma. A Meta, empresa controladora do Facebook e do Instagram, informou que removeu os anúncios identificados e implementou mecanismos de monitoramento para prevenir a publicação de novos conteúdos relacionados ao comércio da substância. (mais…)

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Redução de escala 6×1 para 4×3: o pouco discutido impacto no meio ambiente

Mudança da escala 6×1 tem impacto que vai além do trabalhador e envolve questões públicas que vão da energia ao trânsito

Por Guilherme Cavalcanti | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

A redução da escala 6×1 para uma eventual 4×3, já testada fora do Brasil, poderia trazer efeitos pouco discutidos quanto ao meio ambiente, além das questões sociais e de produtividade, mais discutidas. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), protocolada em 1º de maio deste ano, propõe a redução da carga horária máxima semanal de 44 para 36 horas, possibilitando, assim, três dias de descanso por semana, o que tem efeitos na saúde do trabalhador e impactos na economia. A alteração massiva do modelo de trabalho, no entanto, também apresenta efeitos no consumo energético, no trânsito urbano e na emissão de gases do efeito estufa. (mais…)

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