A operação de desintrusão da Terra Indígena Munduruku, no estado do Pará, promovida pelo Governo Federal, entrou no segundo mês e apresenta avanços contra o garimpo ilegal. Durante a semana de 1 a 7 de dezembro, sete acampamentos de garimpeiros montados ilegalmente dentro da terra indígena foram destruídos, assim como quatro máquinas pesadas, um quadriciclo, 50 litros de gasolina, 2 mil litros de óleo diesel, três geradores, quatro antenas starlink, quatro celulares, além de outros equipamentos. (mais…)
saúde e meio ambiente
Fórum denuncia falta de transparência de dados sobre agrotóxicos no Estado
Grupo tenta superar inconsistências para divulgar dados detalhados à população
Por Mariah Friedrich, Século Diário
O Brasil ocupa a posição de maior consumidor mundial de agrotóxicos, como apontou levantamento da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que revelou que as lavouras brasileiras utilizam mais agrotóxicos do que os Estados Unidos e a China juntos. Apesar dos impactos graves à saúde humana e da contaminação do solo, da água e da fauna, a obtenção de dados confiáveis sobre o uso desses produtos enfrenta barreiras, conforme alerta o Fórum Espírito-Santense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (Fesciat). (mais…)
Produção x poluição: as disputas que travam um tratado global sobre plásticos
Dezenas de países contestam reciclagem como única solução e pedem menos produção; petroleiros são contra qualquer limite
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Por Isabel Seta | Edição: Giovana Girardi, Agência Pública
“Meu entendimento é que, se lidarmos com a poluição plástica, não deveria haver problema em produzir plásticos. Porque o problema é a poluição, não os plásticos em si.” Foi assim que o representante da Arábia Saudita reduziu o grande impasse nas negociações por um tratado global contra a poluição por plásticos. (mais…)
Justiça obriga União, Estado e Prefeitura de Porto Velho (RO) a fornecer água e alimentos ao Baixo Madeira
Após ação do MPF, DPU e MPT, entes têm 30 dias para garantir condições mínimas a comunidades castigadas pela seca extrema do rio Madeira
Ministério Público Federal em Rondônia
Após pedido em ação civil pública, o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) conseguiram decisão urgente e favorável na Justiça Federal. De acordo com a liminar, União, Estado de Rondônia e Prefeitura de Porto Velho devem fornecer às comunidades ribeirinhas do Baixo Madeira, em até 30 dias, condições básicas de subsistência. (mais…)
Arranha-céus afetam temperatura, velocidade do vento e criam apartheid social. Entrevista especial com Cássio Wollmann
Investigação pioneira avalia as consequências de tais construções no equilíbrio climático e social nas cidades. Grupo de pesquisa da UFSM parte da realidade de Balneário Camboriú, que abriga 8 dos 10 maiores prédios do Brasil
Muitas vezes, de costas às demandas climáticas e sociais, a construção de arranha-céus no Brasil vem recebendo pressão política e econômica. Dois estados do Sul têm suscitado debates sociais, urbanísticos e ambientais sobre a função e o impacto desses empreendimentos. Em Porto Alegre, a edificação de um prédio de 130 metros de altura, com cinco torres, recebeu aval da prefeitura da capital. No estado vizinho, a cidade catarinense de Balneário Camboriú é símbolo dessa política, abrigando oito dos dez maiores arranha-céus do Brasil. Lá, a chamada selva de vidros, prédios com mais de 80 andares em vidro espelhado, já produziu seus efeitos climáticos e sociais. (mais…)
Os desafios do movimento pela reforma agrária. Por João Pedro Stédile
Ainda temos 3 milhões de famílias sem-terra, que trabalham como assalariados rurais, como meeiros e arrendatários, e que desejariam ter seu próprio espaço
No MST nós temos uma prática social de resolvermos tudo de maneira coletiva e mesmo que eu tenha uma cara mais conhecida na sociedade brasileira, sempre procuro expressar a opinião do nosso coletivo. Quando o MST nasceu e foi construído coletivamente há 40 anos atrás e o nosso ideal era a luta pela reforma agrária que se baseia naquela visão zapatista da Revolução mexicana: “tierra es para quien la trabaja”, que foi adotada em toda a América Latina pela luta dos movimentos camponeses, isso levava uma concepção campesinos da luta pela terra, ou seja se lutava de forma massiva mas a essência era resolver os problemas das famílias camponesas e agora nós estamos numa nova etapa do capitalismo internacional. (mais…)
