Trabalho escravo é culpa do “sistema assistencialista”, dizem em nota empresários gaúchos

Associação defende vinícolas pegas usando produtos do trabalho escravo e põe culpa em “sistema assistencialista” do país

Depois da descoberta de que três vinícolas gaúchas vinham contratando empresas que usavam trabalho escravo, o Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves resolveu soltar uma nota de posicionamento. Claro, diz que suas associadas são inocentes e que jamais teriam se associado à prestadora de serviço se soubessem o que estava acontecendo. Se parasse por aqui, a nota teria cumprido seu papel (duvidoso) de defender as associadas e tentar empurrar toda a culpa para quem foi pego fazendo o serviço sujo. (mais…)

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Fiscalização resgata 2.575 pessoas do trabalho escravo: 148 migrantes, 30 no setor doméstico e 80% negros

Setor rural concentra 73% do total. Entre os resgatados, havia 35 crianças e adolescentes

Por Vitor Nuzzi, da RBA*

O número de pessoas resgatadas em condições análogas ao trabalho escravo subiu para 2.575 no ano passado (31% sobre 2021), um total que ainda pode aumentar. Desde 2013 não havia mais de 2 mil resgatados em um só ano. Foram 462 ações de fiscalização em todo o país, segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As denúncias ao Sistema Ipê, por exemplo, cresceram 66% ante 2021. Desde o início das fiscalizações, em 1995, o total de resgatados chega a 60.251. (mais…)

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Volkswagen enfrenta novo processo ligado à ditadura no Brasil

Mídia alemã destaca investigação sobre práticas de trabalho escravo e outros abusos em projeto agropecuário da montadora no Pará nos anos 1970 e 1980. Empreitada era incentivada pelo governo militar.

Na DW

Uma reportagem das emissoras alemãs NDR, SWR e do jornal Süddeutsche Zeitung revelou neste domingo (29/05) que a montadora alemã Volkswagen foi convocada para uma audiência no dia 14 de junho em um tribunal do trabalho em Brasília, através de uma notificação enviada pela Justiça no dia 19 de maio.

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Multinacionais do café mantêm negócios com fazendas acusadas de trabalho escravo

Casos expõem fragilidade no monitoramento da cadeia produtiva do setor campeão em trabalhadores resgatados

Por Daniel Giovanaz, da Repórter Brasil, no Brasil de Fato

Flagrantes de práticas análogas à escravidão em fazendas brasileiras de café durante a safra de 2021 não foram suficientes para provocar a reação de grandes importadoras do grão nos Estados Unidos e na Europa. 

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Seis trabalhadores são resgatados de situação análoga à escravidão em MG

Operação foi concluída por auditores na quinta (28) e divulgada nesta sexta (29)

Por Cristiane Sampaio, no Brasil de Fato 

Uma operação conduzida por auditores-fiscais do Trabalho libertou seis pessoas que eram submetidas a um contexto análogo ao da escravidão no município de Lassance (MG), a mais de 200 km de Belo Horizonte. Os resgatados atuavam na produção de carvão vegetal proveniente de florestas de eucalipto.

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Moïse Kabamgabe: MPT processa quiosques Tropicália e Biruta por trabalho escravo

Ação também pede pagamento de verbas trabalhistas, pensão à família da vítima e danos morais individuais e coletivos

MPT no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) entrou na Justiça Trabalhista contra o Quiosque Tropicália e o Quiosque Biruta por considerar que o congolês Moïse Kabamgabe e outros trabalhadores foram submetidos a condições análogas a de escravidão.

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Indígenas retirados de aldeia por pastor sob falsa promessa de melhoria de vida retornam à comunidade após recomendação do MPF

Além da atuação extrajudicial, o órgão apura, na esfera criminal, a conduta do pastor que os trouxe do Pará para o Amapá e da mulher dele

Em atendimento a recomendação do Ministério Público Federal (MPF), a Fundação Nacional do Índio (Funai) informou a conclusão do processo de recambiamento de dois jovens indígenas à aldeia a que pertencem, no interior do Pará. Ambos estavam em Porto Grande (AP), em situação de vulnerabilidade. Eles foram levados ao município por um missionário religioso que os retirou da aldeia sob a falsa promessa de oferta de estudos e de melhores condições de vida.

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