Nota Pública: “De Olho Aberto para Não Virar Escravo…”

CPT

Hoje fazem 18 anos que quatro servidores do Ministério do Trabalho foram assassinados em Unaí, Minas Gerais, quando faziam uma ação de fiscalização trabalhista. Os mandantes do crime, os irmãos Antério e Norberto Mânica, são grandes produtores de feijão na região, e seguem impunes. Neste Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, cobramos justiça e também alertamos: trabalho escravo existe e tende a crescer diante da miséria que aumenta. Em 2021, 1.911 trabalhadores e trabalhadoras foram resgatados em situação de trabalho escravo, o maior número desde 2013. Minas Gerais, onde a Chacina de Unaí aconteceu, lidera o ranking, com 766 pessoas resgatadas.

Veja nota da Comissão Pastoral da Terra que, neste ano, comemora 25 anos de sua Campanha De olho aberto para não virar escravo.

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Adolescentes indígenas eram mantidos em situação de escravidão por pastor e a esposa no interior do Amapá

Investigação apontou que primos de 15 e 19 anos eram obrigados a vender melancias, impedidos de ter contato com outras pessoas e não recebiam. Casal foi indiciado.

Por g1 AP — Macapá

Um pastor e a esposa dele foram indiciados pela Polícia Civil e vão responder pelo crime de reduzir à condição análoga a de escravo dois primos indígenas, de 15 e 19 anos, que foram retirados pelos acusados da aldeia onde viviam, no interior do Pará, para trabalhar com venda de melancias no município de Porto Grande, na região central do Amapá.

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Operação conjunta da PF, MPF e MPT fecha garimpo ilegal e resgata trabalhadores no sudeste do Pará

Donos de garimpo foram presos por crimes ambientais e por reduzir trabalhadores à condição análoga à escravidão

Em operação conjunta, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) fecharam seis frentes de garimpo ilegal no distrito de Casa de Tábua, no município de Santa Maria das Barreiras, no sudeste do Pará. Dois donos de garimpo foram presos por crimes ambientais e por reduzir trabalhadores à condição análoga à escravidão.

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DEUTERONÔMIO: NÃO à idolatria, ao trabalho escravo e à agiotagem. Por Gilvander Moreira*

Religião alienada das questões sociais escraviza o povo, hoje e no passado. Quando tendências religiosas intimistas, espiritualistas, amputadoras da dimensão social do Evangelho de Jesus Cristo e desencarnadoras da fé cristã são alardeadas por líderes religiosos, sem pastores, padres ou leigos/as, levam as pessoas a cruzar os braços e apenas orar pedindo que Deus resolva de forma mágica as injustiças sociais, o que só piora a situação de injustiças reinantes. Assim, sem perceber, as pessoas alienadas religiosamente se tornam cúmplices dos processos de opressão do povo. Ao contrário, quando tendências religiosas que animam o povo a buscar na luta coletiva e comunitária a superação dos dramas e das injustiças que se abatem sobre o povo injustiçado, as lutas populares libertárias são potencializadas, pois o povo descobre que só na luta coletiva pode conquistar seus direitos. Valorizando a dimensão social do Evangelho de Jesus Cristo e a opção de Javé pelos oprimidos, a fé cristã mobiliza para lutas libertárias. Do contrário, de fato, certos tipos de expressões religiosas se transformam em ópio do povo.

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Breque no despotismo algorítmico: uberização, trabalho sob demanda e insubordinação. Por Ludmila Costhek Abílio

No blog da Boitempo

Eu, você e outro motoboy estamos trabalhando lá, são 8 pedidos para conseguir o bônus. Eu e você fizemos 7, o outro motoboy fez 4. Para quem eles vão jogar a entrega? Para o outro motoboy. (Mauro, motoboy há quinze anos)

A redução do motoboy a entregador sob demanda

Neste mês de julho os motoboys e os que a eles se juntam agora na categoria de entregadores alcançaram um feito histórico. Quem é motoboy há mais de seis anos sabe que sua profissão vem sendo dilacerada. Em 2012, este profissional já lidava com o viver arriscado e cheio de tensões, sob o peso das mortes e fraturas cotidianas que compõem a normalidade do cenário urbano. A discriminação era e segue sendo vivida no elevador de carga, na espera forçada na recepção, no campo de guerra do tráfego urbano. “O mesmo cara que reclama do chute no retrovisor é o que me xinga quando a pizza chega fria.” Esta era a síntese de Afrânio, que na época da entrevista completava 32 anos como motoboy e 51 de vida. “O cara esquece a chave em casa e lá vou eu buscar na chuva… ‘Pô, cê demorou hein, soubesse eu mesmo tinha ido buscar…’ ‘Amigo, sua chave não vale mais do que a minha vida’.1

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Em meio à pandemia, indígenas são resgatados de trabalho escravo no MS

Com jornadas exaustivas, indígenas trabalhavam na colheita de mandioca sem proteção ao novo coronavírus e habitavam edículas insalubres

por Nanda Barreto, em Cimi

Vinte e quatro indígenas do povo Guarani Kaiowá foram resgatados de trabalho análogo ao escravo no dia 24 de junho, em Itaquiraí, a 410 km de Campo Grande (MS). Eles estavam submetidos à colheita de mandioca com remuneração pífia e totalmente expostos ao novo coronavírus, sem nenhum equipamento de proteção individual. Além disso, ocupavam alojamentos em condições degradantes: aglomerados, dormindo no chão e com higiene precária.

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