Pacote do Veneno deve ser votado nesta terça-feira (19)

Presidenta da comissão, deputada Tereza Cristina quer votar pacote sem debate. Caso aprovado, segue para o plenário da Câmara, dominada por ruralistas. Agenda foi acelerada após evento com o setor

Por Cida de Oliveira, em Rede Brasil Atual / CPT

A presidenta da comissão especial que analisa o Projeto de Lei 6.299/02 e demais projetos apensados, que revogam a atual Lei dos Agrotóxicos, marcou para esta terça-feira (19) reunião deliberativa ordinária. Há expectativa de que deputados da bancada ruralista, ampla maioria dentro do colegiado, sustentem manobras para colocar em votação o substitutivo do também ruralista Luiz Nishimori (PR-PR). Se for aprovado na comissão, segue para o plenário da Câmara, dominada por ruralistas. (mais…)

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Terras indígenas foram invadidas com soja transgênica, conclui Ibama

Quatro associações de indígenas e quatro agropecuárias são responsáveis pelo plantio

por Rubens Valente, em Folha de S. Paulo / IHU On-Line

O Ibama multou em R$ 2,7 milhões produtores rurais e associações indígenas após confirmar o plantio de soja e milho transgênicos em quatro terras indígenas no oeste de Mato Grosso, levados por produtores rurais que fecharam contratos com os índios para exploração da área. O cultivo e a pesquisa de OGMs (Organismos Geneticamente Modificados) em terras indígenas são proibidos pela lei 11.460, de 2007. (mais…)

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Acampamento produz alimentos orgânicos e livres de veneno

Acampamento Maria da Conceição é um berçário de plantio e produção de alimentos orgânicos e livres de agrotóxicos

Do Planeta MG / MST

Em meio a polêmica da votação do Projeto de Lei 6299/02, o PL do Veneno, que encontra-se em fase final de análise na Comissão Especial Deliberativa da Câmara dos Deputados desde o início de maio, o Acampamento Maria da Conceição (MST), em Itatiaiuçu, distante 78 km de Belo Horizonte, é um berçário de plantio e produção de alimentos orgânicos e livres de agrotóxicos, sementes transgênicas e adubos fertilizantes contaminados. (mais…)

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A semente da ganância: Os planos de Bayer e Monsanto para mudar a agricultura

Documentário elaborado pela rede de tevê WDR/Westdeutesher Rundfunk, mídia estatal alemã sediada em Colônia, e divulgado pela DW, em versão dublada para o espanhol

Por , em Nosso Futuro Roubado

É a maior fusão da história econômica alemã: A corporação alemã Bayer compra o grupo estadunidense Monsanto por 66 bilhões de dólares. Um recorde, um acordo gigantesco. Werner Baumann, presidente do conselho de administração da Bayer, converteu-se no chefe do líder mundial agroquímico. O que significa isso para os consumidores, os agricultores ou para a alimentação mundial? (mais…)

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Redes de agroecologia como uma alternativa à agricultura industrial. Entrevista especial com Paulo Petersen

por Patricia Fachin, em IHU On-Line

“Um dos objetivos principais da agroecologia é construir sistemas agroalimentares aproximando a produção do consumo. Isso só é possível quando os atores dos territórios se articulam em rede para retomar a autonomia sobre o processo de produção e comercialização e isso exige organizações articuladas em redes”, diz Paulo Petersen, coordenador executivo da Articulação Nacional de Agroecologia – ANA, à IHU On-Line. Na avaliação dele, a expansão da agroecologia também depende de um estímulo das políticas públicas, que podem fomentar a transição de um modelo agrícola industrial para um modelo agroecológico. (mais…)

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O lucro acima da Saúde

Por Aristóteles Cardona Júnior, no Brasil de Fato

Caminha a passos largos no Senado o Projeto de Lei que extingue o uso obrigatório do símbolo que identifica a presença de produtos transgênicos em rótulos de produtos alimentícios. Tal identificação é mais reconhecida por seu selo em formato de triângulo amarelo, com a letra ‘T’ no meio, e começou a ser utilizada em 2003. No momento, o Projeto já foi aprovado na Câmara e passa por discussão em comissões no Senado, até ser levado a plenário. Se aprovado, será encaminhado para sanção presidencial. (mais…)

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Nova etapa do Programa Sementes do Semiárido reforça a luta pelo patrimônio genético das famílias agricultoras

Enquanto no Congresso Nacional, novas leis para liberar agrotóxicos e transgênicos avançam perigosamente.

Por Hugo de Lima – Asacom

Em Picos, no Semiárido Piauiense, na comunidade de Fornos (dentro da região da Chapada do Mocambo), mora a família da agricultora Maria Francisca Gomes. Dona Francisca, como é conhecida, tem 49 anos e é gestora de uma Casa de Sementes conquistada por meio do Programa Sementes do Semiárido, uma das ações da ASA para formação e mobilização social para a convivência com o Semiárido. Ela, que tem orgulho de se dizer agricultora, fala com entusiasmo da casa que ajudou a construir na comunidade. “A casa de sementes, hoje, significa a minha vida. É um pequeno investimento que vai se tornar um grande investimento. Eu até me emociono demais quando eu lembro que a gente conseguiu aquela casinha e ninguém acreditava que ia ser algo. Hoje, tudo que estamos conseguindo é através das sementes, da casa de sementes. A emoção é muito grande. Através dela, por exemplo, hoje eu sou presidente da Associação dos Pequenos Agricultores Rurais de Fornos onde nós agregamos os mesmos agricultores da casa e mais algumas famílias, todas juntas no mesmo objetivo. Eu fico muito emocionada com isso. Isso significa tudo!”. (mais…)

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Retirada do símbolo de identificação transgênico: da temeridade ambiental à afronta aos direitos constitucionais. Entrevista especial com Leonardo Melgarejo

por Patricia Fachin, em IHU On-Line

A decisão da Comissão de Meio Ambiente do Senado, de aprovar a retirada do símbolo de identificação de transgênico em rótulos de produtos alimentícios, atende aos interesses do mercado e é “uma temeridade sob o ponto de vista ambiental” e “um crime contra direitos constitucionais, uma afronta à legislação, no que tange a direitos dos consumidores”, diz o engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo à IHU On-Line. Para ele, a argumentação da Comissão de Meio Ambiente do Senado se baseia em uma “mitologia criada pelas indústrias beneficiadas pela ocultação de danos e riscos associados aos transgênicos. Afirmam que ‘inexistem evidências de danos’, quando há farta bibliografia apontando problemas. Afirmam que há farta bibliografia apontando inexistência de riscos, quando a maior parte destes estudos são elaborados, patrocinados ou associados às empresas beneficiadas. Afirmam que tais estudos são robustos, quando existem evidências de fragilidade no prazo de análise, no tamanho e na representatividade das amostras”. (mais…)

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Transgênicos: expectativa do fim da rotulagem retoma debate

Senado está prestes a votar mudanças. Brasileiros temem a falta de segurança do consumo, mas preocupação com saúde individual pode ofuscar os grandes problemas

Por Raquel Torres, do Outra Saúde

O debate sobre alimentos transgênicos voltou a se aquecer no Brasil com a evolução da tramitação, no Senado, do projeto de lei que altera a rotulagem de alimentos. A proposta é de retirar a obrigatoriedade do selo que indica a presença de ingredientes transgênicos (aquele triângulo amarelo com a letra T) dos produtos que contenham menos de 1% deles — nos outros casos, eles continuariam aparecendo na lista de ingredientes, “em destaque, de forma legível”. E, para o símbolo existir, essa presença deverá ser comprovada por testes específicos. (mais…)

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Carta dos Movimentos Sociais – CTNBio: Novos transgênicos contra o campesinato, a soberania alimentar e a natureza

No dia 22 de janeiro de 2018 entrou em vigor uma resolução normativa da CNTBio (Resolução Normativa 16/2018) que decide como considerar uma série de novas biotecnologias que usam engenharia genética, porém com formas diferentes dos transgênicos que já conhecemos (como milho e soja resistentes a agrotóxicos ). Estas novas estratégias para manipular geneticamente plantas e animais podem ou não inserir novo material genético nas sementes ou em seus descendentes. Com a nova normativa, a CNTBio pode decidir que organismos produzidos com essas biotecnologias não são considerados transgênicos ou OGM (organismos geneticamente modificados) e, portanto, não necessitam cumprir com a regulamentação de biossegurança. Também estabelece um canal legal para permitir a liberação no ambiente dos chamados “condutores genéticos”, uma tecnologia de alto risco, que propõe extinguir espécies inteiras, inclusive silvestres. (mais…)

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