Elas violam, sistematicamente, os direitos humanos e a natureza. ONU negocia tratado para punir esses crimes, mas enfrenta forte contradição: regular empresas que se infiltraram em sua própria estrutura
por Inês Castilho, em Outras Palavras
Vivemos um tempo de capitalismo extremo, em que as grandes empresas ganharam peso superior ao da maioria dos Estados. Por um conjunto de mecanismos de captura do poder, elas deixam aos governos nacionais e seus cidadãos margem de manobra cada vez mais reduzida em defesa de seus direitos. Com sede num país e filiais em vários outros – aquele geralmente no Norte e estes amiúde no Sul –, as multinacionais conseguem, através de um arcabouço jurídico que as favorece, escapar de acusações e não indenizar funcionários e comunidades locais prejudicadas mundo afora. Exemplo maior é a Vale, ainda sem condenação pelos desastres socioambientais provocados no Brasil.
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