Fé, amor e gratuidade nas relações humanas e ecológicas (Lc 17,5-10). Por Gilvander Moreira

O Evangelho de Lc 17,5-10 pertence à seção “viagem de Jesus e seu movimento popular-religioso a Jerusalém” (Lc 9,51-19,27), na qual Jesus prioriza qualificar a formação dos discípulos e discípulas para enfrentar os podres poderes da religião, da economia e da política, em Jerusalém, centro político e religioso do país. Trata-se de uma jornada teológico-catequética na qual são condensados os desafios, exigências e obstáculos no seguimento de Jesus. A viagem de Jesus reflete o caminho das comunidades cristãs, com suas crises e busca de solução aos desafios propostos pela prática cristã. (mais…)

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‘Precisamos reflorestar o imaginário das pessoas que vivem nas cidades’

Ailton Krenak reflete sobre o planeta e conta por que tem vindo ao Espírito Santo

Por Vitor Taveira, Século Diário

Embora chegue depois do horário combinado com os jornalistas, Ailton Krenak não traz consigo a pressa que levam os assessores. Ainda falta algum tempo para o início do evento Desnaturada: Chamado Ancestral, que aconteceu no Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha, onde nos encontramos. (mais…)

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Como entender “Pilatos mata Galileus, Torre de Siloé mata 18 e a parábola da figueira estéril”? Converter-se a tempo? (Lc 13,1-9). Por frei Gilvander Moreira

Como entender de forma justa, sensata e libertadora o texto do Evangelho de Lucas (Lc 13,1-9) no qual algumas pessoas vêm contar a Jesus notícias pesadas: o governador Pilatos massacrou galileus e a torre de Siloé desabou e matou dezoito pessoas? Como compreender que Jesus conte a parábola da figueira estéril? Este evangelho propõe converter-se enquanto é tempo? Ameaça ou propõe misericórdia? Este evangelho está imediatamente depois das instruções de Jesus sobre a reconciliação com o adversário; e isso dá a este relato uma especial incisividade. São textos exclusivos do Evangelho segundo Lucas. (mais…)

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Pessoas bem-aventuradas e as “malditas a partir de Lc 6,17.20-26 e Mt 5,1-12. Por Frei Gilvander Moreira

O chamado “discurso da planície”, no plano do povo, do Evangelho de Lucas (Lc 6,20-49) é paralelo ao “discurso da montanha” do Evangelho de Mateus (Mt 5-7). As indicações de lugar estão em Lc 6,12.17. Segundo Lucas, Jesus desce da montanha e na planície, no plano do povo, no mesmo nível, olho no olho, apresenta as bem-aventuranças. O “discurso da planície” de Lucas constitui a primeira parte da chamada “interpolação menor” de Lucas, que compreende os episódios exclusivos de Lucas que estão em Lc 6,20-8,3. (mais…)

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Tecno-Apocalipse: teses para a Era das Redes Sociais. Por Bruna Della Torre

A era da informação se torna a era da ignorância, e nossa situação como “utópicos invertidos”, isto é, incapazes de ver o que já fizemos, é combinada com a perda de nossa capacidade de imaginar o que poderíamos fazer. Para escapar desta situação, devemos primeiro nos perguntar, sem medo da resposta: existe alguma possibilidade de emancipação dentro deste aparato e situação?

No Blog da Boitempo

Em 1959, Günther Anders fez um discurso na Freie Universität Berlin que foi posteriormente publicado como “Teses para a Era Atômica”, no qual ele analisou o impacto apocalíptico da bomba nuclear na política. As reflexões abaixo, inspiradas por esse texto, abordam algumas das consequências da ascensão das plataformas sociais desde 2008 no mesmo âmbito. Enquanto as plataformas de trabalho são amplamente analisadas e criticadas pela precarização do trabalho que produzem, as plataformas sociais permanecem, apesar do reconhecimento generalizado de seus efeitos nocivos para a sociedade, o grande consenso do realismo capitalista atual, para usar a expressão de Mark Fisher. O objetivo aqui não é comparar as redes sociais ou as plataformas com a bomba atômica de forma literal, mas reconhecer seu efeito profundo e, até agora, irreversível na política. (mais…)

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Vandana Shiva: A comida é o que liga a terra, as plantas e as nossas entranhas

Deve haver uma consciência coletiva da nossa capacidade de produzir alimentos saudáveis por nós mesmos e de forma ecológica, sem produtos químicos. Estou convencida de que as pessoas comuns têm as soluções para os grandes problemas. Quando milhões de pessoas exercem o seu poder criativo, são mais fortes do que cinco bilionários ou cinco empresas.

No Blog da Boitempo

Vandana Shiva luta há décadas contra as indústrias e as empresas financeiras que privatizam os seres vivos em detrimento da biodiversidade e da saúde humana. O “cartel do veneno”, como ela as chama, nunca se intimida em fazer expressões chocantes. (mais…)

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