Manifesto de Apoio ao movimento indígena no Ceará

“Nós, organizações e defensores dos direitos humanos e indigenistas do estado do Ceará, diante do contexto de intensificação da ofensiva contra os direitos constitucionais dos povos originários, articulada nos poderes Executivo, Legislativo – bancada do agronegócio e o segmento evangélico conservador – e Judiciário, vimos a público para manifestar o nosso apoio ao movimento indígena no Ceará, que representa 14 povos distribuídos em 19 municípios, que somam mais de trinta mil indígenas. Repudiamos os atos autoritários desse governo ilegítimo e anti-indígena, além das recentes medidas que violam o direito originário às terras tradicionalmente ocupadas – garantido na Constituição Federal de 1988. (mais…)

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Entre a cidade e a aldeia, indígena luta pela sobrevivência dos Assurini do Xingu

No Rio de Janeiro, Timei busca formações que depois são transmitidas respeitando idioma e tempo de seu povo

Lilian Campelo – Brasil de Fato

Entre dois mundos. É assim que Timei Assurini, de 22 anos, vive. Ele saiu da aldeia no Médio Xingu, localizado no município de Altamira, no estado do Pará, para iniciar uma jornada em busca de conhecimento no mundo dos Karai [não indígenas]. A missão que se propôs a fazer era também uma forma de curar a depressão, doença que veio acompanhada dos impactos ambientais e culturais provocados pelos grandes projetos na Amazônia. (mais…)

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‘Como paramos no tempo se há 500 anos lutamos por nossas terras?’: índios criticam chefe da Funai

BBC Brasil

Líderes indígenas, associações indigenistas e o Ministério Público Federal reagiram a declarações do novo presidente da Funai, Antônio Costa, para quem alguns índios brasileiros não podem “ficar parados no tempo”, devendo ser inseridos no “sistema produtivo”. As afirmações, contudo, agradaram a bancada ruralista no Congresso. (mais…)

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Os guardiões da floresta

Por: Maria Fernanda Ribeiro* – Crônicas Indigenistas

Ao chegar em Cruzeiro do Sul, no Acre, demorei um dia para sair do hotel. Fiquei prostrada na cama com uma angústia travestida de medo que me paralisou até os ossos. Não era medo da violência. Não era medo por ser uma mulher viajando sozinha pela Amazônia. Era um terror de que ao andar pelas ladeiras de uma das cidades mais a Oeste do país eu constatasse que a decisão de largar minha vida em São Paulo para conhecer e compartilhar as histórias dos povos da floresta havia sido um equívoco. E dos bravos. (mais…)

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Incidência política: a força indígena na defesa dos direitos

Por Ligia Kloster Apel, da Assessoria de Comunicação – Cimi/Tefé

“O diálogo precisa acontecer e ser permanente. Os órgãos públicos precisam ouvir o povo indígena, conhecer as necessidades e assumir sua responsabilidade de criar e implementar políticas públicas específicas para nós”. Essa foi a principal reivindicação das lideranças dos povos Deni e Kanamari na reunião de incidência política que aconteceu na sede do CIMI, no município de Itamarati (AM), no dia 29 de março de 2017. (mais…)

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Nota da CPT RJ sobre as declarações do superintendente de agricultura e pecuária de Campos dos Goytacazes

A Comissão Pastoral da Terra no Rio de Janeiro (CPT-RJ) vem, através desta Nota Pública, mostrar sua indignação e repudiar as afirmações do atual superintendente de agricultura e pecuária do município de Campos dos Goytacazes, RJ, Nildo Cardoso, realizadas durante Audiência Pública na Escola Técnica Agrícola, no dia 09 de março de 2017

CPT (mais…)

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Internet: uma máquina de produção de minorias. Entrevista especial com Fábio Malini

João Vitor Santos – IHU On-Line

Para o professor Fábio Malini, “as redes sociais digitais explodem uma série de possibilidades de modos de estar junto” e, com isso, reconfiguram uma série de relações. Um dos efeitos mais instantâneos é o de permitir que vozes possam se manifestar sem a necessidade de mediações. É o caso de determinadas classes que, até bem pouco tempo, precisavam de um agente aglutinador. “É a ideia de que, sem intermediários, é possível se indignar”, pontua. “Muitas vezes, não há mais a necessidade de um sindicato para produzir uma mobilização, não há necessidade de se pedir autorização para qualquer entidade para se indignar e realizar atos de rua no mundo”, explica. (mais…)

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