Há mesmo um “furo” no processo que transformou políticas de saúde mental no Brasil? Sem dúvida, é preciso reforçar a escuta às novas demandas da cidadania. Mas a aposta em reimaginar permanentemente o cuidado está no coração da luta antimanicomial
Por Cláudia Braga*, para sua coluna, em Outra Saúde
“A Reforma Psiquiátrica é processo político e social complexo, composto de atores, instituições e forças de diferentes origens, e que incide em territórios diversos, nos governos federal, estadual e municipal, nas universidades, no mercado dos serviços de saúde, nos conselhos profissionais, nas associações de pessoas com transtornos mentais e de seus familiares, nos movimentos sociais, e nos territórios do imaginário social e da opinião pública. Compreendida como um conjunto de transformações de práticas, saberes, valores culturais e sociais, é no cotidiano da vida das instituições, dos serviços e das relações interpessoais que o processo da Reforma Psiquiátrica avança, marcado por impasses, tensões, conflitos e desafios” (Brasil, 2005).
Continue lendo “Como costurar os fios da reforma psiquiátrica?”