Ciberguerras: o que a China entendeu antes do mundo

As guerras no século XXI se iniciam na vigilância massiva, interceptação de dados e controle sobre infraestruturas digital. Foi o que precedeu o ataque à Venezuela. Vale analisar o caso chinês, que se destaca por tecnologias soberanas e ecossistema que garante a segurança nacional

Por Isis Paris Maia, em Outras Palavras

Introdução

A advertência recente de Celso Amorim de que é preciso “preparar-se para o pior” diante da escalada de tensões no Oriente Médio não deve ser lida apenas sob a chave militar tradicional. A guerra no século XXI já não se define prioritariamente pela ocupação territorial, mas pelo controle de infraestruturas digitais, fluxos de dados e capacidades tecnológicas estratégicas. Em um sistema internacional progressivamente estruturado pelo poder informacional, a superioridade militar torna-se indissociável do domínio tecnológico, da inteligência de dados e do controle sobre redes, plataformas e sistemas digitais. Nesse contexto, conflitos contemporâneos não se iniciam necessariamente com tropas ou bombardeios, mas com vigilância massiva, rastreamento digital, interceptação de comunicações e capacidade de processar e integrar grandes volumes de informação em tempo real. Continue lendo “Ciberguerras: o que a China entendeu antes do mundo”

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A III Guerra pode ter começado esta semana

Como os negociadores dos EUA bloquearam a proposta de paz de Teerã. Por que Washington joga com a disparada do petróleo, que golpeará o Sul Global e a China. E a urgência de considerar, desde já, nova ONU e novo Tribunal de Nuremberg

Por Michael Hudson | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Na última sexta-feira, o mediador das negociações nucleares entre os EUA e o Irã em Omã, o ministro das Relações Exteriores daquele país, Badr Albusaidi, desmascarou a falsa ameaça de guerra do presidente Trump contra Teerã. Por que? Porque Washington recusou as propostas iranianas de abrir mão do que Trump alegava ser sua bomba atômica. O ministro omanita explicou no programa Face the Nation, da CBS, que a equipe iraniana de negociadores concordou em não acumular urânio enriquecido e ofereceu “verificação completa e abrangente pela AIEA”. Essa nova concessão foi um “avanço sem precedentes”, disse ele. E acrescentou: “Acredito que, se conseguirmos aproveitá-la e construir sobre essa base, um acordo estará ao nosso alcance” — “um acordo em que o Irã jamais terá material nuclear capaz de produzir uma bomba. Isso é, sem dúvida, uma grande conquista”. Continue lendo “A III Guerra pode ter começado esta semana”

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Juros, a despesa VIP no Brasil. Por Paulo Kliass

Governo insiste em superávit absurdo em pleno ano eleitoral, que será altamente polarizado. Virão cortes no orçamento. Como sempre, o rentismo – que drenou 7% do PIB, só em 2025 – fica fora. Já não é hora dos juros deixarem de ser gastos “sagrados” do Estado?

Em Outras Palavras

O mais recente Relatório sobre Estatísticas Fiscais do Banco Central, divulgado no final de fevereiro, traz a consolidação das informações relativas a este importante instrumento de política econômica do governo federal. De acordo com a Nota à Imprensa, pode-se perceber que, ao longo do mês de janeiro de 2026, foram transferidos do Orçamento da União valores equivalentes a R$ 64 bilhões para honrar os compromissos junto aos detentores de títulos da dívida pública brasileira. Esse é o total das despesas financeiras para o primeiro mês do novo ano, que se constitui em um montante relativo ao pagamento de juros que incide sobre o estoque de endividamento do Estado brasileiro. Continue lendo “Juros, a despesa VIP no Brasil. Por Paulo Kliass”

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Ataque ao Irã: A hipocrisia como legitimação

Editoriais asquerosos e cobertura focam no contra-ataque às bases militares dos EUA – dissuasão legítima em uma guerra assimétrica. O bombardeio inicial ganha “justificativa diplomática”. E as “faixas de Gaza” se espalham com apoio passivo da opinião pública

Por Ricardo Queiroz Pinheiro, em Outras Palavras

Parafraseando um jornalão asqueroso: ninguém deveria chorar pela hipocrisia. Continue lendo “Ataque ao Irã: A hipocrisia como legitimação”

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De onde virá o dinheiro para a Soberania Digital?

Uma decisão internacional favorável aos EUA abriu, paradoxalmente, condições para tributar big techs no Brasil. Por que é preciso aproveitar esta brecha. O que fazer para que os recursos não sejam capturados pelos rentistas e seu “ajuste fiscal”?

Por James Görgen, em Outras Palavras

Entre 2001 e 2024, como mostra a Conexis, o setor de telecomunicações e tecnologia da informação gerou uma arrecadação de R$ 260,9 bilhões para os cofres públicos. De outro lado, as chamadas big techs não contribuem com nada de sua receita para o efetivo desenvolvimento local do ecossistema brasileiro. Sua participação se resume ao pagamento de impostos de outros setores da economia, como imposto de renda, sobre serviços e trabalhistas. Mas não existe previsão legal de um investimento setorial regular que irrigue os mercados digitais do país fazendo com que estas empresas sejam tributadas de maneira proporcional ao valor massivo que capturam de nossa economia sem contribuir para o ecossistema que as sustenta. Continue lendo “De onde virá o dinheiro para a Soberania Digital?”

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Por uma articulação real da Atenção Especializada

Uma visão sobre a Política Nacional de Especialidades, que permite deixar para trás estruturas arcaicas de atenção à saúde, fragmentadas e centradas em procedimentos. Ela fortalece a perspectiva de linha de cuidado integral, as redes e os territórios

Por Túlio Batista Franco, em Outra Saúde

Em 2023 a Política Nacional de Especialidades em Saúde (PNAES) aponta para uma mudança ousada do modelo assistencial, e de financiamento da saúde. Ela propõe um modelo fortemente centrado na integralidade do cuidado, no território, operando sempre em redes, na perspectiva da Linha de Cuidado Integral. Assim, ela oferta uma perspectiva inovadora, lança luz sobre lacunas que persistem no SUS, e animam aqueles que estão engajados na sua construção. Continue lendo “Por uma articulação real da Atenção Especializada”

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MPF pede que área a ser devolvida ao Incra receba famílias quilombolas ameaçadas por “terras caídas” em Santarém (PA)

Órgão requer conexão de processos para garantir o reassentamento de 95 famílias da comunidade Arapemã em lotes do Território Bom Jardim

Procuradoria da República no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Justiça Federal, nesta segunda-feira (2), que os lotes do Território Quilombola Bom Jardim, em Santarém (PA), cuja reintegração de posse ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foi determinada judicialmente, sejam destinados ao reassentamento imediato de 95 famílias da comunidade quilombola de Arapemã, também localizada em Santarém, no oeste do Pará. Os moradores de Arapemã enfrentam um risco geológico crítico de desabamento devido ao fenômeno das “terras caídas”, que causa a erosão acelerada das margens do Rio Amazonas. Continue lendo “MPF pede que área a ser devolvida ao Incra receba famílias quilombolas ameaçadas por “terras caídas” em Santarém (PA)”

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MPF pede à Justiça paralisação de trecho duplicado da Ferrovia Carajás na TI Mãe Maria (PA) por operação ilegal

Ação aponta funcionamento de linha férrea sem licença ambiental e sem consulta prévia aos povos indígenas

Procuradoria da República no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça, na última sexta-feira (27), com uma ação em que pede decisão urgente contra a mineradora Vale e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que seja imediatamente interrompido o funcionamento ilegal da segunda linha férrea da Estrada de Ferro Carajás (EFC), no trecho que corta a Terra Indígena (TI) Mãe Maria, no sudeste do Pará. Continue lendo “MPF pede à Justiça paralisação de trecho duplicado da Ferrovia Carajás na TI Mãe Maria (PA) por operação ilegal”

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Criminalização da Favela do Moinho, no centro de SP, é ‘terrorismo de Estado’, afirma advogada

Raphaella Reis, da Defemde, detalha a situação da comunidade e a audiência pública que busca justiça e liberdade

Por Lucas Krupacz, Nara Lacerda e Tabitha Ramalho, Brasil de Fato

Enquanto o governo Tarcísio de Freitas avança com a remoção da Favela do Moinho, a última favela do centro de São Paulo, a comunidade resiste sob escombros e sob balas. No último dia 8 de setembro, a liderança comunitária Alessandra Moja foi presa. Em 19 de dezembro, o morador Felipe Petta, conhecido como “Pôde”, foi morto a tiros dentro de sua casa pela Polícia Militar. Dos 11 moradores detidos em operações recentes, apenas dois foram libertados. Continue lendo “Criminalização da Favela do Moinho, no centro de SP, é ‘terrorismo de Estado’, afirma advogada”

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Fiocruz mobiliza debate sobre feminicídio zero com participação da ministra das Mulheres

Rhyan de Meira, AFN*

Autoridades, pesquisadores e representantes institucionais se reuniram na Fiocruz com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, para discutir estratégias de enfrentamento à violência, fortalecimento de políticas públicas e promoção da equidade de gênero. O evento Fiocruz mobilizada pelo feminicídio zero: por mulheres vivas, saudáveis e respeitadas ocorreu nesta segunda-feira (2/3). Continue lendo “Fiocruz mobiliza debate sobre feminicídio zero com participação da ministra das Mulheres”

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