As guerras no século XXI se iniciam na vigilância massiva, interceptação de dados e controle sobre infraestruturas digital. Foi o que precedeu o ataque à Venezuela. Vale analisar o caso chinês, que se destaca por tecnologias soberanas e ecossistema que garante a segurança nacional
Por Isis Paris Maia, em Outras Palavras
Introdução
A advertência recente de Celso Amorim de que é preciso “preparar-se para o pior” diante da escalada de tensões no Oriente Médio não deve ser lida apenas sob a chave militar tradicional. A guerra no século XXI já não se define prioritariamente pela ocupação territorial, mas pelo controle de infraestruturas digitais, fluxos de dados e capacidades tecnológicas estratégicas. Em um sistema internacional progressivamente estruturado pelo poder informacional, a superioridade militar torna-se indissociável do domínio tecnológico, da inteligência de dados e do controle sobre redes, plataformas e sistemas digitais. Nesse contexto, conflitos contemporâneos não se iniciam necessariamente com tropas ou bombardeios, mas com vigilância massiva, rastreamento digital, interceptação de comunicações e capacidade de processar e integrar grandes volumes de informação em tempo real. Continue lendo “Ciberguerras: o que a China entendeu antes do mundo”










