Categoria: Racismo

Brasileiro é morto espancado em saída de casa noturna em Lisboa

Por racismoambiental, 03/02/2012 16:00

Um brasileiro de 30 anos foi espancado e morto por ao menos cinco pessoas na saída de uma casa noturna, no último domingo (29), em Lisboa, em Portugal. O caso ainda está sendo investigado pela polícia portuguesa, mas ninguém foi preso.

Hemerson Pereira FortKamp deixava a boate Kapital com o primo André Luiz, 26, por volta das 7h30, quando ambos foram agredidos. FortKamp foi socorrido e encaminhado para um hospital da região, mas morreu. Seu primo conseguiu fugir dos agressores e sofreu apenas ferimentos leves.

Segundo a mãe de Hemerson, Antônia Monteiro Pereira, que vive em Portugal há 12 anos, o crime foi motivado por um desentendimento ainda no interior da boate Kapital.

Um jovem teria suspeitado que o brasileiro assediava uma garota ao cantar a música “Ai, se eu te pego”. Os rapazes discutiram e o agressor ameaçou Hemerson afirmando que eles se encontrariam lá fora.

Na saída do estabelecimento, então, Hemerson e o primo foram surpreendidos por três homens e duas mulheres. Os brasileiros correram, mas Hemerson caiu e passou a ser agredido inclusive com pedras e garrafas de vidro. Continue lendo… 'Brasileiro é morto espancado em saída de casa noturna em Lisboa'»

“Histórias Cruzadas” retrata racismo no cotidiano do sul dos EUA

O drama pretende retratar questões, como opressão e racismo de forma intimista

Destaque entre as estreias desta sexta-feira (3), “Histórias Cruzadas” (The Help) é o segundo longa de Tate Taylor. O filme é baseado na obra literária de Kathryn Stockett e já ganhou quatro indicações ao Oscar, de Melhor Filme, Melhor Atriz para Viola Davis e Melhor Atriz Coadjuvante para Octavia Spencer. O elenco feminino de peso, incluindo várias gerações, também conta com Emma Stone, Bryce Dallas Howard, Allison Janney e Sissy Spacek.

Ambientada no Mississipi dos anos 1960, a trama mostra três diferentes mulheres que constroem improvável amizade devido a projeto literário secreto que abala as regras da sociedade. Skeeter (Emma Stone) acabou de terminar a faculdade e sonha ser escritora e jornalista. A jovem põe a cidade de cabeça para baixo quando decide pesquisar e entrevistar mulheres negras que sempre cuidaram das ‘famílias do sul’. Continue lendo… '“Histórias Cruzadas” retrata racismo no cotidiano do sul dos EUA'»

Africanos ainda tentam entender racismo da polícia no RS

Sagesse (esquerda) e Tibule conversaram com o Sul21 sobre a detenção a que foram submetidos | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Samir Oliveira

Quando vieram ao Brasil em busca de aperfeiçoamento profissional, Sagesse Ilunga Kalala, de 21 anos, e Tibule Aymar Sedjro, de 22 anos, pensavam que estavam desembarcando no país do futebol e das belas praias. Mal sabiam os dois africanos que, além de encontrar pessoas e aprender um novo idioma, iriam conhecer um pouco do que há de mais negativo no ser humano. Palavras como racismo, discriminação e preconceito passariam a integrar o vocabulário e o cotidiano dos dois jovens.

Sagesse, da República Democrática do Congo, e Tibule, do Benin, estão em Porto Alegre desde o início do ano passado para estudar português – etapa obrigatória de um convênio entre o governo brasileiro e países africanos, que em seguida deslocará os dois para a Universidade Federal do Rio Grande, onde cursarão, respectivamente, Biologia e Oceanologia.

Com quase um ano de Brasil, o português flui com relativa facilidade, ainda que com um indisfarçável sotaque francês. Deixam até escapar um “tri” de vez em quando.

Mas definitivamente essa não é a melhor expressão para qualificar o que aconteceu com os dois em solo gaúcho. Talvez ignorância e despreparo sejam duas palavras que caibam bem à atitude da policial militar que, na manhã de 17 de janeiro, apontou uma arma para Sagesse e Tibule dentro de um ônibus pelo simples fato de eles serem negros. Continue lendo… 'Africanos ainda tentam entender racismo da polícia no RS'»

MS – Acusado de estuprar e esquartejar indígena é preso pela polícia

Por racismoambiental, 02/02/2012 08:28

A polícia prendeu no final da manhã de ontem (1), Carlos Bertoncino, 24 anos, acusado de estuprar, matar e esquartejar a indígena Pedrina Bogarin na noite de sábado (28), na aldeida Jaguapirú, em Dourados (MS).

Ele assumiu a autoria do crime e deu detalhes da ação à polícia. Ele disse que encontrou a vítima, que seguia para a igreja, em uma estrada próxima a uma plantação de soja, quando decidiu estruprá-la.

O suspeito relatou ainda que a vítima relutou, mas não conseguiu e foi abusada por ele que, após o estupro, golpeou a indígena até a morte. Ele disse que arrancou primeiro as pernas, depois os braços e em seguida a cabeça da vítima. Para concluir o massacre ele ainda partiu o tórax da mulher ao meio com um facão. Continue lendo… 'MS – Acusado de estuprar e esquartejar indígena é preso pela polícia'»

Governo alagoano pede perdão após 100 anos do ‘Quebra de Xangô’

Por racismoambiental, 01/02/2012 15:19

Daiane Souza

Há 100 anos, terreiros das religiões de matriz africana de Maceió foram completamente destruídos a partir de uma ordem governamental, resultando no maior massacre de babalorixás da história do Brasil. Para marcar o centenário do episódio, conhecido como Quebra de Xangô, o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, fará nesta quarta-feira, 1° de fevereiro, pedido de perdão oficial às comunidades de terreiros do estado.

O fato inédito de oficialização do perdão será registro de um momento importante para esta sociedade que teve sua cultura transformada pelo massacre de 1° de fevereiro de 1912. O pedido será um marco importante, não apenas para a população de afrodescendentes de Alagoas, mas à própria história do país, ainda carregada de preconceitos dos mais diversos, especialmente no que diz respeito ao negro.

Reflexão – Em 2008, por meio de uma lei estadual, a data foi instituída Dia Municipal e Estadual de Combate a Intolerância Religiosa de Matriz Africana. Em Alagoas, seguidores de religiões como a umbanda e o candomblé promovem atividades para reflexão em torno do direito de crença e culto previsto na Constituição Federal e no Estatuto da Igualdade Racial. Continue lendo… 'Governo alagoano pede perdão após 100 anos do ‘Quebra de Xangô’'»

Cresce número de denúncias de racismo

Em um ano, São Paulo viu crescer 46,8% os casos de denúncias de crimes de racismo formalizadas à polícia

Plínio Delphino

O número de queixas sobre discriminação por  raça, cor, etnia e procedência nacional na Delegacia de Crimes Raciais e de Intolerância (Decradi) aumentou 46,8% de 2010 para 2011. Para o advogado Hédio Silva Júnior, um dos mais importantes líderes do movimento negro, ex-secretário de Justiça e acadêmico da Faculdade Zumbi dos Palmares, os índices revelam coragem. “Não é a sociedade que está mais racista. São os cidadãos estão cada vez mais lutando por seus direitos. Pela igualdade”, destacou.

Em 2010, a delegacia especializada registrou 32 casos de discriminação por cor ou origem, enquanto que no ano passado foram computadas 47 queixas nesse sentido.

A delegacia detectou no crime de injúria (que ofende verbal, por escrito ou até fisicamente a honra e a dignidade de alguém) o maior número de instauração de inquéritos policial em 2010. A maioria se tratava de ofensas relacionadas a raça e etnia (46 %). Continue lendo… 'Cresce número de denúncias de racismo'»

Racismo e patriotismo: modos de usar

Daniel Oliveira

Quando escrevo sobre o governo angolano e a sua corrupção desavergonhada, que tem como principais vítimas os próprios angolanos, há sempre alguém que me acusa de racismo. Quando digo que não quero a importação, para Portugal, dos modos de agir da elite económica angolana, sou xenófobo. Recentemente, houve mesmo um angolano que me chamou “racista” e “descendente de negreiros”. Como é o caso, a acusação vem de quem confunde a cor da pele de alguém com a história colonial do País onde vive.

Quando escrevo sobre o criminoso comportamento do Estado de Israel para com o seu vizinho palestiniano, impedindo-o de ter um Estado próprio e tratando-o como uma raça sub-humana, não escapa: há sempre alguém que me acusa de antissemitismo e me compara com a mais reles escória que a humanidade conheceu ou com o fundamentalismo islâmico, que tem tanto a ver comigo, ateu até à medula, como qualquer fundamentalismo religioso. A acusação costuma vir de quem confunde muitos milhões de fieis de uma determinada religião com o comportamento de uns grupos minoritários e radicais.

Quando escrevo sobre o comportamento europeu, incluindo o português, em relação aos imigrantes (e como os europeus vão, se a crise se agudizar e muitos tiverem de partir, pagar cara a sua arrogância), passo a ser um esquerdista politicamente correto, sempre pronto a carregar o fardo do homem branco, um militante anti-ocidental e um racista ao contrário. Continue lendo… 'Racismo e patriotismo: modos de usar'»

Cozinheira é violentamente agredida por policial e perde parte da visão

“Tenho quatro pontos na pálpebra esquerda e dificuldade para enxergar com o olho direito. Estou afastada do trabalho e não sei se vou poder voltar. Tenho um filho de 12 anos que depende de mim para tudo”, afirma

Uma cozinheira de 34 anos perdeu a visão do olho esquerdo após ter sido agredida durante show do Olodum, ocorrido no dia 22 de janeiro no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador. Continue lendo… 'Cozinheira é violentamente agredida por policial e perde parte da visão'»

Racismo é questão social e não um “desvio psicológico”

Por racismoambiental, 31/01/2012 12:39

Enviado por luisnassif

Por Weden
Racismo: O Brasil precisa acertar os ponteiros

O artigo do The Economist sobre a frágil criminalização do racismo no Brasil já é um indício importante de que o mundo começa a desconfiar de que o país é negligente em relação a esta questão. Em outras palavras, não somente aqui dentro, mas também lá fora, a fantasia da democracia racial não se sustenta mais.

Já escrevemos sobre isso, mas não custa repassar a hipótese de que, em relação ao racismo, já vivemos três fases, e precisamos caminhar para a quarta.

A primeira foi a prática do racismo de Estado, durante a escravidão (e mesmo depois da Abolição), quando a discriminação e a violência eram “legitimadas em lei” (ainda que pese a redundância). Naquele momento, o tráfico e a exploração (econômica, física, sexual) de crianças e mulheres, além dos próprios homens, era vista como natural à sociedade. Continue lendo… 'Racismo é questão social e não um “desvio psicológico”'»

Ceará, 8 de março: Dia Internacional das Mulheres de “Combate ao Racismo e à Discriminação”

Neste final de semana (27-29/01/2012), o Fórum Cearense de Mulheres/AMB realizou seu planejamento para 2012. Dentre as ações prioritárias para este ano, está a organização do 8 de Março – Dia Internacional das Mulheres, numa perspectiva política, crítica e de luta. Dado o pouco tempo para organizar esta ação (devido ao carnaval), tiramos alguns encaminhamentos: escolhemos como eixo político de nossas ações neste 8 de Março o “Combate ao racismo e à discriminação”, com foco nas mulheres negras e índias, morenas, mulatas, cor de jambo, marrom-bombom e todas aquelas que enfrentam no cotidiano as discriminações e desigualdades geradas e geradoras do racismo.

Entendemos o racismo como um sistema de dominação que, aliado ao patriarcado e ao capitalismo, marca e penaliza a vida da maior parte das populações ao mesmo tempo em que institui sistemas de privilégios “naturalizados” na democracia burguesa, por sua vez marcada pela branquitude enriquecida.

No Brasil, sob o mito da democracia racial, tenta-se mascarar o racismo que, entretanto, teima em se manifestar das mais diversas formas: nas atitudes individuais; no racismo institucional, presente fortemente nos serviços de saúde, na segurança pública, no poder judiciário e no sistema educacional; na reprodução cotidiana de múltiplas desigualdades, violências, interdições e iniqüidades; ou no racismo ambiental, cuja grandes expressões, a título de exemplo, são a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará; as intervenções autoritárias, higienistas e elitistas nas cidades brasileiras para  realização da COPA-2014;  a Siderúrgica do Pecém e os grandes empreendimentos turísticos e imobiliários, aqui no Ceará. Por isso (e muito mais), entendemos ser fundamental que o conjunto dos movimentos sociais e organizações da sociedade civil, comprometido com a construção de “um outro mundo possível”, tome a luta contra o racismo também como elemento central de suas/nossas ações. Continue lendo… 'Ceará, 8 de março: Dia Internacional das Mulheres de “Combate ao Racismo e à Discriminação”'»

Governo Alckmin é condenado por racismo

Material distribuído por professora da rede pública a alunos associava a cor negra ao demônio; indenização será de R$ 54 mil a família que se sentiu atingida

Fernando Porfírio _247 - O governo paulista foi condenado por disseminar o medo e a discriminação racial dentro de sala de aula. A decisão é do Tribunal de Justiça que deu uma “dura” no poder público e condenou o Estado a pagar indenização de R$ 54 mil a uma família negra. De acordo com a corte de Justiça, a escola deve ser um ambiente de pluralidade e não de intolerância racial.

O Estado quedou-se calado e não recorreu da decisão como é comum em processos sobre dano moral. O juiz Marcos de Lima Porta, da 5ª Vara da Fazenda Pública, a quem cabe efetivar a decisão judicial e garantir o pagamento da indenização, deu prazo até 5 de abril para que o Estado dê início à execução da sentença.

O caso ocorreu na capital do Estado mais rico da Federação e num país que preza o Estado Democrático de Direito instituído há quase 24 anos pela Constituição Federal de 1988. Uma professora da 2ª série do ensino fundamental, de uma escola estadual pública, distribuiu material pedagógico supostamente discriminatório em relação aos negros. Continue lendo… 'Governo Alckmin é condenado por racismo'»

AL – Amanhã, 100 anos do racismo da “Quebra de Xangô”, que destruiu os terreiros

Alagoas lembra, amanhã,  1 de fevereiro, os cem anos do dia em que – nas vésperas do Carnaval – uma massa de populares, liderada por veteranos de guerra e políticos, invadiu, depredou e queimou os principais terreiros de Xangô em Maceió, espancando líderes e pais de santo dos cultos afros. Considerada um dos mais emblemáticos casos de racismo e intolerância religiosa do Brasil, a noite fatídica daquele 2 de fevereiro de 1912 ficou conhecida como “O Quebra de Xangô”.

O movimento foi organizado por integrantes da Liga dos Republicanos Combatentes em Maceió, sob a liderança do sargento do Exército Manoel da Paz, veterano da guerra de Canudos, na Bahia. “Muitos foram pegos de surpresa e apanharam pelas ruas até chegar à delegacia, na calada da noite. Outros tiveram a oportunidade de fugir para estados como Bahia, Pernambuco e Sergipe”, assegura o professor de História e pesquisador Célio Rodrigues, o “Pai Célio”, um dos grandes difusores da religião de matriz africana no Estado.

Também denominada como Operação Xangô, o movimento tinha um forte viés político com o objetivo de afastar do poder o então governador do Estado, Euclides Malta, que já administrava Alagoas por 12 anos seguidos e era considerado um amigo dos líderes religiosos massacrados. Continue lendo… 'AL – Amanhã, 100 anos do racismo da “Quebra de Xangô”, que destruiu os terreiros'»

SP – Delegado quer investigar crime de racismo

Por racismoambiental, 30/01/2012 15:50

Jornalista foi expulso de cinema por seguranças do Mooca Plaza Shopping. Polícia disse que não faria nada

O jornalista José Rodolfo, 26, que foi expulso do Mooca Plaza Shopping.

Thaís Nunes

O delegado geral Marcos Carneiro Lima  determinou que a Polícia Civil investigue se o jornalista José Rodolfo Pereira, 26 anos, foi vítima de racismo ao ser expulso de uma sala de cinema no Mooca Plaza Shopping, Zona Leste, no sábado.

José foi surpreendido por um funcionário do cinema alegando ter recebido uma denúncia de que o jornalista estava se masturbando na sessão. Minutos depois, o gerente voltou a procurá-lo e comunicou que ele não poderia mais ficar ali.

Segundo os funcionários, a queixa foi feita por uma mulher que estava ao lado de José. O jornalista conta que a água e a pipoca dela caíram e ele colocou de volta no lugar. “E foi só. Nem olhei para o rosto dela”, diz José.

O shopping não permitiu que José argumentasse. Ninguém levou em consideração o fato de a calça dele estar no lugar e nenhuma testemunha do possível ato obsceno ter sido chamada. Também não informaram o nome da mulher que supostamente fez a denúncia ou chamaram a polícia para formalizar a acusação. Continue lendo… 'SP – Delegado quer investigar crime de racismo'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.