No Mato Grosso do Sul, um mamão nem sempre é só um mamão

Por Alessandro Prado, Jean Menezes e Pedro Peruzzo, no Justificando

Este texto é uma denúncia de mais um ato de racismo e abuso policial praticado por agentes de segurança pública e vereadores de Paranaíba, no Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido internacionalmente pelos ataques a populações indígenas e parece querer não perder tempo em aumentar sua fama também em relação a racismo contra negros. Talvez os vereadores de Paranaíba e os policiais dessa cidade não tenham se dado conta de que ao mesmo tempo que nossas vidas estão flagradas 24 horas pelas redes sociais, também a deles está. Não existe mais lugares e nem pessoas neste país que estão à margem da lei se existir internet e câmeras de celular. (mais…)

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Florestan Fernandes: a luta negra é de todos

A reedição de “Significado do Protesto Negro” serve de alerta para os movimentos incorporarem a luta contra o racismo aos protestos de hoje

Por Eduardo Nunomura

Não passou despercebida a forma racista com que o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, se referiu ao ex-ministro e ex-colega de Corte Joaquim Barbosa. A expressão “negro de primeira linha” oculta, como o próprio ministro admitiu depois, um viés racista presente no “nosso inconsciente”. (mais…)

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Barroso, negros de primeira linha e a reforma trabalhista

Os experimentos de Milgram explicam

Rodrigo de Lacerda Carelli* – Jota

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, durante discurso de homenagem a Joaquim Barbosa, chocou a muitos ao afirmar que o ex-colega era um “negro de primeira linha”.[1] O próprio ministro Barroso se disse chocado com o que ele mesmo disse, pedindo desculpas “às pessoas a quem possa ter ofendido ou magoado, (…) sobretudo, se, involuntária e inconscientemente, tiver reforçado um estereótipo racista que passeia a vida tentando combater e derrotar.”[2] (mais…)

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Por cotas étnicas na USP, estudantes e ativistas fazem nova Virada Cultural

Festival “Por que a USP não tem cotas?” espera grande presença de público – negro, periférico e alunos – para subverter a histórica exclusão social dentro da universidade

Por Felipe Mascari, da RBA

A Universidade de São Paulo (USP) é a única instituição de ensino superior estadual que não possui cotas étnicas em seu vestibular. Segundo dados da Fuvest, em 2016 apenas 3,2% dos aprovados se declaravam negros e 0,2%, indígenas. Para reivindicar a inclusão dessas populações naquela que é considerada a mais importante universidade brasileira, é realizada hoje (20) e amanhã a 2ª Virada Cultural “Por que a USP não tem cotas?”. (mais…)

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Aos negros, o final da fila: um panorama da desigualdade na capital gaúcha

Por Rebeca Kuhn, no Sul21

Dona Marlene Alexandre da Silva, 68 anos, aposentada, ainda não encontrou a tranquilidade da terceira idade. Moradora da Vila Cruzeiro, mulher negra e mãe de sete filhos, ela questiona as oportunidades dadas à ela e a sua família. De sete adultos, cinco estão desempregados. A procura por trabalho é diária, a frustração e o desespero, também. O que fazer quando suas condições sociais, sua escolaridade e seu futuro estão ligados a sua cor de pele? (mais…)

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Casamento inter-racial: EUA celebram 50 anos de decisão judicial que foi “marco dos direitos civis”

Por João Ozorio de Melo, no Conjur

O dia 12 de junho no Brasil é o Dia dos Namorados. Nos Estados Unidos, a data é celebrada como o “Loving Day”. Neste ano, foi celebrada pela 50ª vez. Ela se refere a uma “decisão histórica”, considerada um “marco dos direitos civis” no país: em 12 de junho de 1967, a Suprema Corte revogou uma lei do estado de Virgínia que proibia o casamento inter-racial. Outros 16 estados tiveram de acatar a decisão. (mais…)

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