Mulheres também se queixam de violência policial

Duas mulheres queixam-se de ter sido agredidas pela polícia na linha de Sintra. Uma apresentou queixa, que está a ser investigada pelo Ministério Público. IGAI recebeu 730 queixas em 2016 contra agentes mas só nove tiveram como consequência uma pena

Por Joana Gorjão Henriques, no Público

Era um dia de Março de 2017 e Maria (nome fictício, como todos os outros desta história) estava em casa, na zona do Pendão, linha de Sintra. A vizinha bateu-lhe à porta: “Traga a identificação do seu neto, está ali a polícia.” (mais…)

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“Quando era miúdo um polícia disse-me: um preto é sempre suspeito”

A lei tem um artigo que “pinta o suspeito de negro”, acusa jurista. Um polícia, um estudante de Arquitectura e um advogado explicam como o racismo atravessa classes sociais

Por Joana Gorjão Henriques, no Público

Os profissionais pior classificados na Escola da Polícia acabam nas esquadras como a Amadora e de Sintra, zonas para onde ninguém quer ir porque “há pretos”, conta ao PÚBLICO um agente, que se quer manter incógnito. “Na escola ouve-se que aquelas zonas são mais perigosas. E uma pessoa com medo é perigosa, reage ao medo”, comenta. Segundo diz, há “razias aos bairros” programadas “só porque sim”. “Aquilo é visto como o território do inimigo.” (mais…)

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Racismo à Portuguesa: A justiça em Portugal é “mais dura” para os negros

Um em cada 73 cidadãos dos PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa] está preso. É dez vezes mais do que a proporção que existe para os portugueses. Magistrados e outros agentes do sistema judicial reconhecem que há duas justiças, uma para negros e outra para brancos. Esta é a primeira reportagem da série Racismo à Portuguesa

Por Joana Gorjão Henriques, no Público

Há uma marca no rosto de Diogo do tempo em que ele esteve na prisão. Livre há apenas uns meses, prefere não explicá-la. Com voz pausada, Diogo lembra a vida que o conduziu para trás das grades durante três anos e seis meses, justamente numa altura em que até tinha começado a trabalhar e em que não cometia crimes. Cumpriu a pena praticamente até ao fim, mas saiu do Estabelecimento Prisional de Leiria sem perspectivas. (mais…)

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Principais fazendas do Vale do Café avançam na discussão sobre o turismo de valorização da história e cultura negras

Reuniões, debates e visitas estão programados para este mês com o fim de aprofundar a discussão sobre o turismo de memória e valorização da história e da cultura negras na região

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal em Volta Redonda (MPF/RJ) está realizando neste mês diversas reuniões e visitas nas principais fazendas do Vale de Café para aprofundar a discussão de modelos de realização do turismo de memória na região que contemplem uma visão não racista sobre a contribuição do negro na história local e dê visibilidade a personagens antes silenciados.  (mais…)

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Tribunal de Justiça legitima genocídio dos negros

“Quando um tribunal de justiça decide aplicar, como em uma humilhação pública no pelourinho, a desqualificação do ser humano não branco, se confirma a institucionalização do racismo e a legitimação do genocídio dos negros. É urgente se colocar visceralmente em oposição a este que tem sido o maior genocídio brasileiro. O qual, juntamente com o etnocídio e o feminicídio, é a estrutura central das formas de dominação e violência.”

Por Edson Teles – Blog da Boitempo

Em junho de 2013 era detido no Centro do Rio de Janeiro, em meio às manifestações contra o aumento das tarifas, Rafael Braga. Catador de material reciclável, Rafael estava próximo ao “local do crime”, apesar de não participar dos protestos, e carregava consigo duas garrafas de produtos de limpeza. Sob a alegação de porte de coquetéis molotov ele foi detido por policiais militares e a Justiça ordenou sua prisão provisória com posterior julgamento. Ao final (como se este tipo de acontecimento tivesse fim) foi condenado a 5 anos de detenção com sentença fundamentada no depoimento de um policial. As provas técnicas, favoráveis ao réu ou desqualificantes da acusação, foram desconsideradas nos laudos ajuntados ao processo. Rafael é negro, pobre, favelado. Como não poderia ser ele o criminoso? (mais…)

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Pela Vida das Mulheres Negras, vamos todas/os/es

Emanuelle Goes – População Negra e Saúde

“A noite não adormece nos olhos das mulheres
a lua fêmea, semelhante nossa,
em vigília atenta vigia …”
Conceição Evaristo

Eu gostaria de escrever que não dormimos pra viver intensamente tudo de bom que tem a vida, mas a noite não adormece nos nossos olhos, porque vigiamos o racismo que fica na espreita, aguardando nosso cochilo. Não dormimos porque está sob nós o peso do racismo, em nossos corpos que se estende a comunidade inteira. (mais…)

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