MPF/RJ recomenda à prefeitura de Vassouras a valorização da história do povo negro na Fazenda Santa Eufrásia e no Vale do Café

Recomendação foi encaminhada à Secretaria de Turismo do Estado e do Município de Vassouras. Foram solicitadas também medidas de cumprimento da lei que trata do ensino da história da África e dos africanos, bem como da luta dos negros no Brasil

Por Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda (RJ) expediu recomendação à Secretaria de Estado de Turismo no Estado do Rio de Janeiro e à Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo em Vassouras (RJ) para que disponibilizem, no prazo de 10 dias, em todas as suas fontes institucionais de comunicação, em meios físicos e/ou digitais, as informações relativas à situação das populações escravizadas na Fazenda Santa Eufrásia, mantendo-as de forma permanente em seus sites e em todos os outros relacionados à promoção do turismo na região. (mais…)

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O 13 de Maio e a luta pela Abolição da Escravidão

A libertação dos escravos não ocorreu por decisão voluntária dos fazendeiros paulistas, e muito menos foi uma dádiva da família imperial. Ela foi fruto de uma grande luta popular, que envolveu diretamente os próprios escravos. O autor discorda da tese que a Abolição teria sido uma “coisa de branco” e não teria sido “a casta dos escravos que destruiu o trabalho escravizado”.

Por Augusto Buonicore, na Fundação Maurício Grabois (mais…)

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13 de maio como um posicionamento político

Por Claudia Cambraia, Elaine Santos, na Alainet

Quando as mulheres negras, por meio de diversos escapes, alçam e ocupam determinados espaços hegemonicamente brancos, como o espaço dos debates acadêmicos, é sempre uma consternação entre todos. Primeiro porque não é comum protagonizarmos nada, nem mesmo as nossas ações no mundo podem ser relatadas por nós, somos sempre o objeto exótico do estudo alheio. Segundo, porque ocorre um desvelamento que produzimos conhecimento e queremos outra sociedade. Parece muita ousadia para aqueles que se acostumaram a retirar nossa humanidade. (mais…)

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Ex-consulesa da França conta seus embates com preconceito no Brasil

Por Alexandra Loras, na Folha

Sempre ouvi falar que Salvador era a cidade com a população mais negra do Brasil, com 80% de negros. Porém, São Paulo, com seus 40% de negros em uma população de 12 milhões, se torna a cidade mais negra do mundo. São 4,8 milhões de negros em São Paulo contra 2,14 milhões em Salvador. (Segundo o IBGE 54% da população brasileira é negra) (mais…)

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O problema não é dos outros. É de todos. É nosso

Por Marcelo Carvalho, em Última Divisão

A bola está no centro do gramado, o jogo prestes a começar. Na arquibancada, duas torcidas apaixonadas por seus clubes. A expectativa é grande e o nervosismo assombroso. O juiz prestes a dar o apito inicial, mas por um minuto aquele jovem negro em meio a multidão fecha os olhos e, antes de a bola rolar, ele pensa na mãe, nos irmãos, na comunidade pobre de onde é oriundo e em sua infância repleta de dificuldades. Nos pensamentos perdidos para o além dos muros do futebol, recorda que o Brasil, assim como o estádio, também está dividido. “Luta de classes”, dizem uns; “luta entre a esquerda e direita”, proferem outros. Ricos x pobres, brancos x negros. “É, realmente, o país não está em paz”, sentencia em seus pensamentos. (mais…)

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Celebração da cultura afrobrasileira marca assinatura de TAC na fazenda em Vassouras (RJ)

Em cerimônia realizada na Fazenda Santa Eufrásia, representantes das comunidades negras lembraram dos antepassados

MPF/RJ

O Ministério Público Federal (MPF) e a Fazenda Santa Eufrásia, localizada no município de Vassouras (RJ), realizaram no último sábado (6), em ato simbólico, a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que estabelece uma outra forma de turismo de memória na região de Vassouras, contemplando a contribuição do povo negro e de sua cultura. (mais…)

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De faxineira a juíza, a história de uma mulher pobre e negra no Brasil

Adriana Queiroz pagou parte dos seus estudos como limpadora de um hospital e escreveu um livro

Por María Martín, no El País

A luz do quarto de Adriana Queiroz estava sempre acessa nas madrugadas. Ela trabalhava durante o dia, estudava às noites e rezava para que quem apenas a via como uma mulher negra, pobre e filha de analfabetos não quebrasse seu sonho. Adriana não queria ser o que os outros esperavam dela, ela queria ser juíza em um país onde a taxa de analfabetismo das mulheres negras (14%) mais que duplica a das brancas (5,8%), segundo o IBGE. (mais…)

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