Carta Urgente aos Jornalistas e Organizações Internacionais: Religiões Afro-brasileiras Sob Ataque

RioOnWatch

A carta abaixo, recentemente divulgada entre mídias internacionais e órgãos de direitos humanos, foi escrita por Heloisa Helena Costa Berto, ex-moradora da Vila Autódromo, em consequência ao aumento perturbador dos ataques violentos aos seguidores de religiões afro-brasileiras e a seus locais religiosos em todo o Brasil. O número de casos relatados de intolerância religiosa no Estado do Rio de Janeiro cresceu quase 40% este ano em relação ao mesmo período do ano passado. Os números do ano passado, no entanto, já tiveram um aumento de 119% em relação aos reportados em 2015. Esses dados abrangem os casos em que os seguidores de Candomblé e Umbanda foram espancados, torturados e até mortos e casos em que indivíduos foram forçados a destruir os seus próprios artefatos sagrados e centros religiosos. No contexto de uma força crescente de líderes evangélicos conservadores na política em todo o Brasil, as autoridades até agora não tomaram medidas efetivas para proteger os direitos dos cidadãos à religião ou, de fato, proteger suas vidas e casas contra ataques. (mais…)

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Genocídio na saúde: da esterilização às mortes maternas

Por Vinicius Martins, para o Alma Preta/População Negra e Saúde

O termo racismo institucional foi definido pela primeira vez pelos integrantes dos Panteras Negras (EUA), Stokely Carmichael e Charles Hamilton em 1967, no livro Black Power: the politics of liberation in America.

Segundo os autores, “trata-se da falha coletiva de uma organização em prover um serviço apropriado e profissional às pessoas por causa de sua cor, cultura ou origem étnica”. No Brasil, a ideia é apresentada pela pesquisadora do campo da saúde e diretora executiva da Anistia Internacional, a médica Jurema Werneck. (mais…)

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A descolonização do pensamento proposta por Daniel Munduruku e Eliane Potiguara: ‘Eu não sou índio’

Com mediação de Suzane Costa Lima, mesa inédita com autores indígenas encerrou a sétima edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira

Por Danutta Rodrigues, G1 BA, em Cachoeira

Estereótipos construídos ao longo de 517 anos que massacram e invisibilizam os povos indígenas. A última mesa da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), neste domingo (8), propôs uma reflexão a respeito dos equívocos históricos e culturais perpetuados dentro das escolas, rodas de conversas e todas as esferas políticas e sociais quando o assunto é o povo indígena. (mais…)

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O conto, a palavra, o livro e o canto de Paulina Chiziane e Elisa Lucinda

Última mesa da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) deste sábado (7) teve mediação da escritora e poeta Lívia Natália

Por Danutta Rodrigues, G1 BA, em Cachoeira

Não foram apenas palavras. As vozes da máxima potência de Paulina Chiziane e Elisa Lucinda ressoaram nos corações presentes no Claustro do Convento do Carmo, na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). As palavras ganharam novos significados na noite deste sábado (7). Com mediação da escritora e poeta Lívia Natália, o território da Flica foi ocupado pela mulher negra.

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As cotas raciais e a percepção dos privilégios

Filha de empregada doméstica, comecei a trabalhar aos 15. Porém, sou branca: a cor da pele abriu-me portas. Começo a percebê-lo ao cavar camadas da memória, graças à inquietação de meus alunos negros

Por Berenice Bento* – Outras Palavras

Entro em sala de aula. Olho para os lados. Somos cerca de 40 pessoas para mais um dia de aula, entre eles, pelo menos 30% de estudantes negros/as. Há também a presença de estudantes gays e lésbicas, que exibem, orgulhosos/as, símbolos e camisetas que os/as identificam com causas dos ativismos LGBTTs. (mais…)

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Revelar o racismo e promover a igualdade étnica e racial no campo

Por Emília Morais – comunicadora do Esplar, na Asa Brasil

Refletir com as mulheres, homens e crianças rurais  sobre o racismo deixado pela colonização e escravidão no Brasil, e que ainda hoje se expressa na forma de tratar as populações negras, índias, ciganas de povos de terreiro, entre outros grupos. Este foi o desafio lançado pela professora Zelma Madeira à equipe ténica do Esplar, que atualmente conduz projetos sociais em agroecologia, gênero e educação do campo para mais de quatro mil famílias, em 39 cidades do Ceará. (mais…)

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Promotor de SP afirma ter sido irônico ao chamar negros de “catinguentos”

No Justificando

Pessoas negras são “catinguentas” e costumam não tomar a quantidade certa de banhos diários, por isso acabam “fedendo mais do que o recomendável”. Essas e outras frases foram escritas pelo promotor de Justiça José Avelino Grota de Souza, que decidiu compartilhar essas conclusões em um grupo do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Diante da repercussão do fato, Grota, bem como colegas seus de Ministério Público, afirmaram se tratar de um texto com uma série de ironias, mas ainda assim houve intenso debate. (mais…)

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Jair Bolsonaro é condenado a pagar R$ 50 mil por danos morais a comunidades quilombolas e população negra

Em palestra, deputado distorceu informações e fez uso de ‘expressões injuriosas, preconceituosas e discriminatórias’, diz MPF. Valor será revertido para o Fundo Federal de Defesa dos Direitos Difusos.

Por Fernanda Rouvenat, G1 Rio

O deputado federal Jair Bolsonaro foi condenado a pagar R$ 50 mil por danos morais coletivos a comunidades quilombolas e à população negra em geral, a ser revertido em favor do Fundo Federal de Defesa dos Direitos Difusos.

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