Bancada negra na Câmara aumentou – mas só se você considerar que Rodrigo Maia é um deles

Por Bruno Sousa, no The Intercept Brasil

Em agosto de 2016, o então presidente Michel Temer viajou à China para participar da reunião do G-20. Como não tinha um vice, Rodrigo Maia, que já era presidente da Câmara dos Deputados na época, assumiu a presidência interina da República pela primeira vez – cargo que ocuparia outras 14 vezes. Mas o que Rodrigo Maia ou Michel Temer tem a ver com essa história? Calma que eu explico.

Com as eleições de outubro passado, o número de deputados federais negros subiu 20%, passando de 104 a 125. Me interessei, então, em descobrir quem eram os tais deputados. Quando pensamos nos parlamentares que compõem nosso Congresso, afinal, a primeira coisa que vem à cabeça são homens brancos, na casa dos 50 anos, imagem de fato muito próxima à realidade.

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Livro aborda a presença negra na história da educação no ES. Lançamento dia 25

Na UFES

Vozes Negras na História da Educação: Racismo, Educação e Movimento Negro no Espírito Santo (1978-2002). Esse é o título do primeiro livro do professor do Departamento de Educação da Ufes Gustavo Forde, que será lançado no dia 25 de março, às 18h30, no auditório do prédio IC-IV, campus de Goiabeiras. O evento contará com uma palestra e um momento de autógrafos. A entrada é gratuita.

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Não basta não ser racista, devemos ser anti-racistas

Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial e a importância da data no Brasil

Da Página do MST

Uma das formas pelas quais a produção capitalista se estruturou no mundo tem com base material no racismo. Isso provocou a exclusão violenta de grande parte da humanidade, seja nas terras africanas com territórios ocupados e sua população mercadorizada, seja em terras americanas com genocídio da população nativa e escravização da população negra sequestrada além mar.

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O brasileiro insensato que rebate racismo com xenofobia

Jogador Serginho foi vítima de ofensas racistas e abandonou o campo na Bolívia. Por aqui, alguns torcedores preferem ofender o país vizinho a refletir sobre seus próprios preconceitos

Por Breiller Pires, no El País Brasil

Aos 40 minutos do segundo tempo, o meia Serginho, do Jorge Wilstermann, decidiu abandonar o gramado depois de passar toda a partida, válida pelo Campeonato Boliviano e disputada no último domingo, sendo xingado de “macaco” pela torcida do Blooming. Ele havia solicitado ao árbitro que tomasse providências, mas, apesar dos pedidos de atletas adversários, os insultos vindos das arquibancadas não cessaram. Porém, alguns brasileiros, na tentativa de demonstrar solidariedade a um compatriota ofendido no exterior, repetem um comportamento tão reprovável quanto o racismo.

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O encadeamento do racismo estrutural

“O racismo estrutural tem potencializado um ciclo interminável de subjugação dos negros. Não conseguiremos combater esta ordem se continuarmos a acreditar que gostar do ser negro basta para que resolvamos os problemas pertencentes às desigualdades raciais”, escreve Ricardo Alexandre, professor e Especialista em Educação Superior

IHU On-Line

“Ninguém no mundo, ninguém na história, conseguiu sua liberdade apelando para o senso moral das pessoas que o oprimiam.” Assata Shakur

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19 de março: 170 anos da Revolta do Queimado – Espírito Santo

Há 170 anos acontecia a Revolta do Queimado, também conhecida como Insurreição do Queimado, no Espírito Santo, considerada por muitos historiadores como uma das principais ações contrárias ao sistema escravocrata do país naquela época. Conheça agora o que foi esse marco histórico

Por Marina Souza, Carta Capital / CPT

“Um fato histórico de tamanha importância devia ser tomado como bandeira de orgulho, conteúdo turístico amplamente divulgado, mas a gente é preto”, são as palavras de Priscila Gama, presidenta do Instituto Das Pretas.

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Perversidade e racismo na justiça penal

Não é preciso de leis para assegurar o racismo institucional quando uma juíza deixa claro que um réu, por ser branco, não tem ‘estereótipo de bandido’

Por Dina Alves, especial para a Ponte

“O réu não possui o estereótipo padrão de bandido, possui pele, olhos e cabelos claros, não estando sujeito a ser facilmente confundido”. A frase da sentença assinada pela juíza Lissandra Reis Ceccon, da 5ª Vara Criminal de Campinas, interior de São Paulo, é um diagnóstico da insidiosa persistência do racismo e da colonialidade da Justiça entre nós. Ela revela uma episteme racial que nos remete aos discursos científicos do século XIX, e demonstra como nosso entendimento sobre crime, espaço e corpo marginais é baseado numa concepção racializada da lei e da ordem. Expressam, assim, ideologias de classe e pertencimento racial no poder judiciário.

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Manifesto de atirador da Nova Zelândia faz menção ao Brasil

Suposto autor do ataque a mesquitas critica a diversidade racial que teria “fraturado” a nação brasileira. Repleto de teorias da conspiração, texto diz que “genocídio branco” teria motivado o atentado e elogia Trump.

Na DW

O suspeito do ataque que deixou ao menos 49 mortos em duas mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, nesta sexta-feira (15/03) publicou na internet um manifesto antes do atentando. No texto de 74 páginas, ele menciona o Brasil.

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Por que você não me abraça?

Reflexões a respeito da invisibilização de travestis e mulheres transexuais no movimento social de negras e negros

Por Megg Rayara Gomes De Oliveira, na Sur

1. Introdução

Por que o Movimento Social de Negras e Negros não me abraça? Por que não me ouve mesmo quando eu grito? Por que o Movimento Social de Negras e Negros continua ignorando de forma sistemática a situação de exclusão e violência que incide sobre as existências de travestis e mulheres transexuais negras? A resposta se anuncia, mas não pode ser tomada como algo preciso.

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