Festival Latinidades discute os saberes e ancestralidades das mulheres negras

Evento acontecerá no Centro Cultural São Paulo, do dia 23 a 27 de julho; Entrada é gratuita

Redação Brasil de Fato

Com mesas de debates, oficinas, vivências e apresentações culturais, a 12ª edição do Festival Latinidades começa nesta terça-feira (23), com duração até 27 de julho. Pela primeira vez, o maior festival de mulheres negras da América Latina deixa Brasília e ocorrerá na capital paulista, no Centro Cultural São Paulo.

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Para compreender a “Améfrica” e o “pretuguês”

Em texto de 1980, mas surpreendentemente atual, historiadora expõe contradição central na vida brasileira: mulheres negras são reduzidas a “mulatas, domésticas ou mães pretas”; mas sua presença deu forma e sentido ao país

por Lélia Gonzalez, em Outras Palavras

Artigo apresentado na Reunião do Grupo de Trabalho “Temas e Problemas da População Negra no Brasil”, no IV Encontro Anual da Associação Brasileira de Pós-graduação e Pesquisa nas Ciências Sociais, no Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1980. Título original: “Racismo e sexismo na cultura brasileira”

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O Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos recebeu dia 17, o prêmio International Religious Freedom (IRF)

O prêmio foi entregue pelo State Department’s Office of International Religious Freedom, em Washington (USA). 

Por Rozangela Silva

Único representante de todo o hemisfério ocidental, o Doutorando em História da UFRJ Ivanir dos Santos foi reverenciado pelo Departamento de Estado do Governo dos Estados Unidos pela importância na luta contra a intolerância a praticantes de religiões de matriz africana no Brasil.

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Racismo: 80 anos desde que Billie Holiday chocou os EUA com sua interpretação da canção Strange Fruit

Por Aida Amoako, BBC Culture

“Você consegue imaginar nunca ter ouvido essa música antes e perceber qual é a estranha fruta pendurada no choupo? Há alguma coisa reveladora quando você a escuta, e aquela imagem de olhos arregalados e boca distorcida salta na direção do ouvinte.” Nessa frase, a crítica cultural Emily J. Lordi descreve o poder específico de uma canção que ainda choca, 80 anos depois de ter sido gravada.

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Anúncios da época da escravidão mostram por que o Brasil precisa acertar as contas com o passado

Por Alexandre Andrada, no The Intercept Brasil

As elites brasileiras parecem ter um hábito secular de pôr uma pedra sobre o nosso passado. Apesar de sermos o país com a maior população negra fora da África, quase não há museus sobre o tema e mal estudamos o assunto nas escolas. O desconhecimento do brasileiro médio em relação aos horrores e às consequências da escravidão é enorme. O esquecimento não é um acaso, é um projeto.

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Governador do Maranhão, Flávio Dino avalia denunciar Bolsonaro à PGR por racismo

Por Guilherme Amado, na Época

O governador do Maranhão, Flávio Dino, avalia ir à Procuradoria-Geral da República contra Jair Bolsonaro pelo crime de racismo. Durante o café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira, Bolsonaro criticou Dino e se referiu aos estados da região Nordeste pelo termo “Paraíba”, termo considerado pejorativo para se referir a nordestinos fora da região, especialmente no Rio de Janeiro, estado de Bolsonaro.

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Professor e doutor Babalaô Ivanir dos Santos recebe prêmio em Washington

O prêmio International Religious Freedom (IRF) será entregue pelo State Department’s Office of International Religious Freedom.

No Brazilian Times

Em sua primeira edição, o prêmio destacou quatro pessoas, selecionadas em todo o mundo. A principal missão do referido departamento é “monitorar as perseguições religiosas e a discriminação em todo o mundo,  com o intuito de implementar políticas nas respectivas regiões ou países e desenvolver programas para promover a liberdade religiosa”, além de destacar ativistas que lutam incansavelmente pela causa, como é o caso de Ivanir dos Santos, que é interlocutor da CCIR – Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. 

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Glotofobia: da discriminação linguística ao racismo pelo sotaque

A minha professora disse que era preciso dominarmos bem a língua francesa1

Por Graça dos Santos, no Buala

Na nossa sociedade a linguagem é um instrumento de dominação e de discriminação poderoso e desconhecido. Impor a sua língua como a única aceitável, estimável, razoável e menosprezar, desqualificar, rejeitar uma pessoa pela sua maneira de falar, o seu sotaque ou o seu vocabulário é tão ilegítimo como rejeitá-la pela sua religião, a cor da sua pele ou a sua orientação sexual – as várias discriminações mais ou menos reconhecidas e punidas pela lei em França”2.

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Mulheres negras na mira: Guerra às drogas e cárcere como política de extermínio. Por Juliana Borges

Na Sur/Conectas

Este artigo expõe de que forma mulheres negras têm sido criminalmente punidas no Brasil. Resgata-se que desde o período da escravidão no Brasil, mulheres negras eram punidas por meio do estupro sistemático. Contemporaneamente, quando mulheres são punidas criminalmente, a elas é reservado o lugar de anormalidade, desequilíbrio emocional, desestabilidade moral, levando a diagnósticos “incorrigíveis” como loucura e histeria, corroborando inclusive para sustentar uma esfera privada de punição por redes religiosas e estabelecimentos psiquiátricos. Constata-se que 62% das mulheres está confinada pela tipificação de associação ou tráfico. Este dado leva o artigo a questionar por fim a precariedade da guerra às drogas e levantar a necessidade de potencializar a voz das mulheres em situação prisional como uma pauta emergente de direitos humanos.

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