Foram desarmadas as principais “bombas”: a abertura das compras do SUS para a Europa e a piora das normas de patentes. Mas o tratado ainda desfavorece a indústria farmacêutica nacional – e, ao estimular agronegócio, amplia riscos ao bem-estar da população
Por Guilherme Arruda, em Outra Saúde
O início de 2026 dá palco a uma rápida sucessão de acontecimentos relacionados ao acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercado Comum do Sul (Mercosul). No dia 9 de janeiro, a maioria dos países-membros do bloco europeu deram seu aval à assinatura do tratado, que ocorreu no Paraguai oito dias depois. No entanto, na quarta-feira passada (21), ao aprovar a solicitação de um parecer jurídico, o Parlamento Europeu pode ter atrasado em mais alguns anos a ratificação do pacto. Mesmo assim, a Comissão Europeia estuda seguir adiante com sua “implementação provisória”. Trata-se de um cenário de incertezas. (mais…)
