Padre Julio Lancellotti: “Não se humaniza a vida numa sociedade como a nossa sem conflito”

Líder religioso, conhecido por seu trabalho com a população em situação de rua em São Paulo, fala ao EL PAÍS sobre seus 35 anos de sacerdócio. Alvo de críticas da extrema direita, ele voltou a sofrer ameaças durante a pandemia

por Felipe Betim, em El País

São oito horas da manhã de quinta-feira, 17 de setembro, e o padre Julio Lancellotti (São Paulo, 1948) veste jaleco branco, avental laranja, sandálias pretas, luvas de látex e uma máscara respiratória rosa com filtro embutido. Há uma fila de centenas de pessoas para tomar café da manhã no Núcleo de Convivência São Martinho de Lima, da prefeitura da capital paulista, e é o religioso quem aponta um termômetro para a testa de cada uma delas. Aos 71 anos, pertence ao grupo mais propenso a desenvolver complicações da covid-19, mas nem uma pandemia tão longa e mortífera freou sua convivência diária com a população que vive nas ruas de São Paulo.

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Mais de 50 mil assinaturas exigem proteção para o Padre Júlio Lancellotti

As ameaças contra o padre Júlio Lancellotti, denunciadas por ele mesmo no início da semana passada, tem despertado uma onda de solidariedade no Brasil todo. Muitos grupos, pastorais, movimentos sociais, a CNBB Regional Sul 1, o cardeal de São Paulo, Dom Odilo Scherer, tem se pronunciado com mensagens de apoio e solidariedade. O maior apoio em favor do Vigário Episcopal da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo tem vindo do abaixo assinado em Change.org promovido por Toninho Kalunga Sá, em nome do grupo Política e Religião, que neste domingo, 20 de setembro, já tinha ultrapassado os 50 mil apoios.

por Luis Miguel Modino, em IHU On-Line

O abaixo assinado, diz ser uma iniciativa de “engajados em movimentos sociais e populares, defensores do respeito à dignidade humana e, acima de tudo, do respeito à vida”, mostrando no texto sua solidariedade “com o Padre Júlio Lancellotti pelas ameaças que vem sofrendo”. Diante disso, exigem das autoridades competentes “as garantias necessárias à integridade física dele, daqueles que o auxiliam e dos que por ele são assistidos”.

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Conflito pela terra em PE é denunciado à Comissão de Direitos Humanos da Câmara

Da zona da mata ao sertão, agricultores familiares e comunidades indígenas denunciam ofensiva contra os territórios

Lucila Bezerra, Brasil de Fato

Os conflitos fundiários têm se acirrado nos últimos meses com ameaças e denúncias por todo o País, e em Pernambuco isso não é diferente. Houve um aumento das denúncias de ameaças e de conflitos fundiários na Região Metropolitana do Recife, na Zona da Mata e no Sertão, incluindo disputas por territórios tradicionais que já tiveram decisão confirmando a propriedade dos povos originários sobre a região.

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Comunidade pesqueira acusa incorporadora de ameaças e destruição de barracos no RN

Conflito em Enxu Queimado começou em 2007, mas se intensificou durante a pandemia de covid-19

Caroline Oliveira, Brasil de Fato

Um conflito entre moradores da comunidade pesqueira de Enxu Queimado, no município de Pedra Grande, a 142 km de Natal (RN), e a Incorporadora Teixeira Onze vem se intensificando desde julho deste ano, com ameaças e derrubada de barracos por parte da empresa, de acordo com relatos dos moradores. 

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Marcados para morrer: invasores sobem tom de ameaça ao povo Pankararu

Contrariando a justiça, ex-posseiros avançam sobre território indígena em Pernambuco e perseguem lideranças; Funai segue de braços cruzados

Por Nanda Barreto, no Cimi

Sob constantes ameaças de invasores de suas terras, há tempos o povo Pankararu não sabe o que é viver em paz. Eles temem pela segurança da comunidade e reivindicam providências do governo federal. A cada novo caso de violência, lideranças acionam autoridades e indicam o risco iminente de confronto. No final de julho, uma placa instalada dentro do território demarcado acendeu um alerta: nela estavam expostos mais de 10 nomes de indígenas marcados para morrer.

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Lanchas ameaçam pescadores artesanais em Vitória

Em alta na pandemia, embarcações de lazer motorizadas trafegam em alta velocidade, poluem e intimidam quem vive da pesca

Por Vitor Taveira, Século Diário

Com a pandemia e o isolamento social, uma das diversões crescentes dos ricos e ultra-ricos da capital do Espírito Santo são os passeios de barco, não só nas proximidades do litoral como na baía e áreas de manguezal. O excesso de velocidade, uso de bebidas e poluição provocado por essa nova onda têm assustado pescadores artesanais de Vitória.

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Denúncias de ameaças de morte a agricultores no Engenho Batateiras, em Maraial (PE)

Na CPT NE2

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) acaba de receber a denúncia de que agricultores, posseiros antigos, do Engenho Batateiras, em Maraial, Zona da Mata Sul de Pernambuco, estão sendo ameaçados de morte por capangas do empresário Walmer Almeida Cavantante, da IC – Consultoria e Empreendimentos imobiliários LTDA. O empresário é filho de Walmer Almeida da Silva, investigado pela Polícia Federal, em 2013, por sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

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Em Jaqueira (PE), empresa é novamente acusada de destruir plantação de família camponesa

Na CPT/NE2

Na manhã desta terça-feira, 19/05, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) recebeu mais um relato de violência praticada pela empresa Agropecuária Mata Sul S/A contra a comunidade de Fervedouro, localizada em Jaqueira, Zona da Mata Sul de Pernambuco. Segundo informações locais, por volta das 7h, cerca de 20 funcionários da empresa destruíram aproximadamente dez mil pés de banana plantados pela família do agricultor Reginaldo Felix. Durante a destruição, a família se encontrava na escola comunitária, na sede do Engenho Fervedouro, participando da campanha de vacinação promovida pela Prefeitura de Jaqueira. Só chegou ao sítio quando tudo já havia sido destruído, mas ainda a tempo de avistar funcionários da empresa indo embora com carros e motos.

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Nota Pública da comunidade de Garapuá sobre os ataques e ameaças que vêm sendo feitos às nossas famílias por poderosos de Cairu, Bahia

“Nossa comunidade é formada por famílias de gente trabalhadora e honesta que vive da pesca, da produção de artesanatos, de pequenos comércios, da agricultura. Somos uma comunidade tradicional e para exercer nosso modo de vida precisamos ter acesso ao mar, à praia, aos manguezais, às matas, às lagoas, e a um pedaço de terra para nossa moradia e dos nossos filhos. Precisamos do nosso território garantido e preservado, como determina a Lei.

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