Jurados pela polícia e pelo tráfico

Em São Paulo, burocracia e atrasos em repasses de verbas deixam crianças e adolescentes ameaçados de morte sem proteção; em 2017, segundo a Defensoria Pública, 48% das ameaças vieram de policiais e 36% do crime organizado

por José Cícero da Silva, da Agência Pública

Diante dos Defensores Públicos da Vara da Infância e Juventude de São Paulo, Gorete afirma se sentir mal com a possibilidade de “perder” o filho, ameaçado por policiais militares em fevereiro. Ela pede que D., que deixou a Fundação Casa recentemente, seja atendido pelo Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), instituído em 2007 pelo governo federal. “Eles entraram na minha casa com o intuito de matar o meu filho. Não tinham nem a identificação na farda”, conta emocionada, ao relembrar o episódio. (mais…)

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Defensoria Pública pede suspensão do edital de Doria que privatiza 14 parques de SP

Defensores do Núcleo Especializado de Habitação e Urbanismo querem prazo para que projeto seja submetido ao debate com a população em audiências públicas

por Redação RBA

Defensores do Núcleo Especializado de Habitação e Urbanismo da Defensoria Pública do Estado de São Paulo querem a suspensão do edital da Secretaria Municipal de Desestatizações e Parcerias que oferece ao setor privado 14 parques municipais. Em recomendação endereçada nesta terça-feira (16) ao secretário da pasta, Wilson Martins Poit, eles destacam a necessidade de debater o tema com a população, que não foi ouvida em mais este projeto da gestão de João Doria (PSDB). (mais…)

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Ato Denúncia: “Por direitos e contra a violência no campo”

No Cimi

Diante da intensificação da violência no campo, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), em conjunto com organizações da sociedade civil e órgãos públicos de atuação em defesa dos direitos humanos, realiza no próximo dia 23 de maio (terça-feira), às 14h, no Memorial do Ministério Público Federal (MPF), em Brasília, o ATO DENÚNCIA “Por direitos e contra a violência no campo”. (mais…)

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Setores políticos ‘progressistas’ e a compreensão enviesada e utilitarista da periferia. Entrevista especial com Henrique Costa

Por Patricia Fachin, no IHU

 Quando se trata de compreender o modo de vida nas periferias ou falar em nome dos moradores dessas regiões, “alguns setores da esquerda têm um olhar enviesado e até, em certo ponto, utilitarista, como é o caso do próprio PT”. Outros, a exemplo do PSOL, “aparentemente não têm interesse em saber da periferia, ou o que a periferia acha de determinadas pautas, porque eles estão focados em outra classe social, que não está presente na periferia”, diz Henrique Costa à IHU On-Line. (mais…)

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Baixada Nunca Se Rende: Coletivo Cultural Patrocinado pela ONU é Destaque em Novo Documentário

Stephanie Reist – RioOnWatch

No dia 9 de maio, jornalistas foram convidados para o pré-lançamento do documentário “A Baixada Nunca Se Rende”. O filme, dirigido pelo italiano Christian Tragni e a brasileira Juliana Spinola, apresenta ao mundo o Baixada Nunca Se Rende (ou BXD), que vem a ser o primeiro coletivo de artistas e músicos da Baixada Fluminense, patrocinado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Composta por produtores culturais de toda a Baixada Fluminense, o coletivo é baseado em Belford Roxo e reúne-se no Centro Cultural Donana, um importante local de expressão artística na Baixada desde os anos 80. (mais…)

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Vende-se o patrimônio da cidade… a portas fechadas

No blog da Raquel Rolnik

A Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou na última terça-feira (9) o Projeto de Lei 270/2017, que cria o Conselho Municipal de Desestatização, mais um passo na direção da montagem do arcabouço legal e administrativo para implementar  uma das propostas centrais da campanha de João Doria ao cargo de prefeito,  que consiste em vender bens públicos para  a iniciativa  privada ou estabelecer concessões e parcerias com ela para gerir equipamentos e serviços públicos. (mais…)

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O advogado da PM que mata

O ex-PM da Rota Celso Vendramini já defendeu mais de cem policiais acusados de homicídio e atuou em casos como o Carandiru e a Favela Naval, em São Paulo; “o policial não tem esperar o marginal puxar a arma para atirar”, diz

por Andrea Dip, da Agência Pública

As 25 pessoas convocadas para a seleção do júri que iria condenar ou absolver o policial militar Djalma Aparecido do Nascimento Júnior ainda aguardavam o sorteio que definiria os sete jurados definitivos naquela quinta feira, 4 de maio, quando o advogado de defesa do réu apareceu informalmente no plenário. Demoraria cerca de uma hora para o início do julgamento e o silêncio imperava na sala no IV Tribunal do Júri, na Barra Funda, em São Paulo. Ouvia-se no máximo uma reclamação de canto de boca sobre a obrigação de estar ali, e eventuais bufadas solitárias enchiam o ar da sala bege com cadeiras estofadas azuis e luz fluorescente. “Camarão é a mãe, vou logo avisando!”, brada Celso Vendramini em tom de brincadeira, aproximando-se da pequena barreira de madeira que separa o plenário da plateia, enquanto ajeita a toga. A piada faz referência ao apelido que ganhou nos tempos em que foi advogado/jurado do show de calouros do Programa do Ratinho, no SBT. (mais…)

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