RJ – Comunidades da Baixada Fluminense: retrato da volta da extrema pobreza

Moradores de Parque João e de Jonas Godin vivem de perto desemprego e iminência da fome. Na base dessa pirâmide de desassistência está a Emenda Constitucional que congela investimentos sociais por 20 anos

por Redação RBA

Com a volta do crescimento da extrema pobreza no Brasil, moradores das comunidades Parque João e Jonas Godin, na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro, denunciam a situação de vulnerabilidade social vivenciada. Divulgado no mês passado, o Relatório Luz 2018, trouxe em dados os desdobramentos do aumento do desemprego e a iminência da fome que ameaça os brasileiros e faz relembrar patamares de 12 anos atrás, quando o país apresentava quase 12 milhões de pessoas nesta situação. (mais…)

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Samarco tenta apagar marcas do crime no Rio Doce

Tapumes, demolição e alagamentos são estratégias utilizadas pela Renova

Amélia Gomes, Brasil de Fato

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, está prestes a completar três anos, em 5 de novembro de 2018. Desde a tragédia, os atingidos pelo maior crime socioambiental do país lutam para ter seus direitos e ressarcimentos garantidos. No entanto, a reparação em pouco ou quase nada avançou.  (mais…)

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Metais tóxicos encontrados em Barcarena tem origem na mina da Hydro em Paragominas

Laudo do Instituto Evandro Chagas afirma que a liberação desses metais passa por toda a cadeia produtiva do alumínio

Lilian Campelo, Brasil de Fato

Os metais tóxicos encontrados em comunidades tradicionais, rios e igarapés em Barcarena, nordeste do Pará, tem sua origem no processo de lavra da bauxita em Paragominas, outro empreendimento da mineradora  norueguesa Norsk Hydro, assim como a Hydro Alunorte, que também é responsabilizada por diversos acidentes ambientais no estado. (mais…)

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São Paulo: radiografia de uma privatização velhaca

Dossiê disseca principal programa de João Dória e revela: por ninharia, prefeitura compromete serviços públicos, favorece gentrificação e ameaça privacidade dos cidadãos

Por Daniel Angelim, Daniel Martins, Gonzalo Berrón, Maria Brant e Tatiana Ferraz, do Coletivo Vigência*, em Outras Palavras

João Doria foi eleito prefeito de São Paulo com base num discurso privatizante, segundo o qual, empresários seriam capazes de gerir melhor os recursos públicos do que a própria Prefeitura. Agora, lidera as pesquisas para o governo de São Paulo. Mas quais os reais efeitos da sua política de privatização? Foi realmente capaz de “desonerar” os cofres públicos? Quem ganhou e quem perdeu em cada um dos bens e serviços concedidos à iniciativa privada? E quem ganhou com as famosas doações empresariais para a cidade? (mais…)

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Vamos Falar de Epistemologia Favelada!

por Carla Souza, em RioOnWatch

Ao me inscrever no curso Segurança Pública e Epistemologia Favelada–que aconteceu de 28 de abril a 6 de junho em várias favelas do Rio–eu não tinha dimensão das inúmeras estratégias de empobrecimento, controle e segregação, a qual o povo favelado e periférico é submetido. A história de contenção geográfica (e de potencialidades), vem muito antes da favela nascer. Negros escravizados e diaspóricos foram arrancados de seus lugares e postos em um “não lugar” durante o processo pós-abolicionista. (mais…)

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Intervenção militar no Rio não reduziu a violência, mas já custou R$ 46 milhões

Cecília Olliveira, The Intercept Brasil

Semana passada os generais responsáveis pela intervenção federal na segurança no Rio convocaram uma coletiva de imprensa para anunciar que, até o momento, gastaram R$ 2,5 milhões das Forças Armadas para desencadear os primeiros trabalhos no estado. Mas o valor real das ações da intervenção são muito maiores e inversamente proporcionais aos efeitos alcançados. (mais…)

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Quatro táticas de remoção usadas pelas autoridades do Rio, e como moradores de favelas se defendem

por Anna Jönsson, em RioOnWatch

Desde 2015, os próprios dados da Prefeitura do Rio mostraram que 22.059 famílias (aproximadamente 77.000 indivíduos) em toda a cidade foram removidas das suas casas desde 2009, em nome de proteção ambiental, da retirada de pessoas de ‘áreas de risco’, urbanizações e infraestrutura de transportes, ou construção para megaeventos. Embora números exatos sejam difíceis de encontrar, sabemos que o número aumentou desde 2015. (mais…)

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MPF e MP-RJ movem ação para remover escória acumulada ao lado do Rio Paraíba do Sul (RJ)

Como compensação, a CSN e a metalúrgica Harsco deverão indenizar e custear estudos e ações para retratar a saúde da população atingida

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda (RJ) e o MP Estadual moveram ação civil pública contra a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a empresa metalúrgica Harsco para remoção de morros de escória que chegam a atingir mais de 20 metros. Além da poluição visual e atmosférica e a incerteza sobre o que foi armazenado no Pátio de Escória desde o início do funcionamento, na década de 70, a localização do depósito também é alvo de questionamento, já que deveria estar a 200 metros do Rio Paraíba do Sul e a 500 metros da população, mas se encontra em solo de topografia desfavorável, junto ao leito do rio e ao tráfego intenso da BR-393, em meio a um conglomerado urbano e dentro da zona de amortecimento de uma unidade de conservação de proteção integral.  (mais…)

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Audiência Pública no PR denuncia violação de direitos dos atingidos pela UHE Baixo Iguaçu

Ontem (26/07), mais de 300 atingidos e atingidas, organizações, movimentos, sindicatos e representantes públicos do Estado estiveram presentes na Audiência Pública em defesa dos direitos dos Atingidos pela Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu.

No MAB

Os objetivos principais da audiência eram buscar soluções para as famílias que não possuem seus direitos garantidos ainda que impactadas pela construção da usina. Com relação ao reassentamento, ainda existem muitas pendências, como a assistência técnica e subsídios para as famílias terem condições de vida iguais ou melhores das que tinham antes. Existem necessidade de aquisição de mais áreas para reassentamento, pois ainda há famílias do canteiro de obras em condição de aluguel social, por não terem sido adquiridas mais terras para serem reassentadas. (mais…)

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Mapa de enfrentamento aos racismos

Por Elisa Batalha, na Ensp

No lugar de nomes de favelas, os rios e maciços que formam o ecossistema e a geografia natural. No lugar de divisões administrativas de bairros e ruas, pontos onde há resistências culturais, luta por moradia e relações agroecológicas tradicionais. Tudo destacado graficamente no mapa do Rio de Janeiro. Trata-se do material on-line Enfrentamentos aos racismos pelos olhares das mulheres – Uma cartografia feminista sobre violações e resistências na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que, além do mapa de violações de direitos, contém verbetes, textos analíticos, trechos da pesquisa e sistematização do percurso de investigação empreendido por mulheres auto-organizadas da Zona Oeste que compõem o Militiva. (mais…)

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