Quem é o inimigo?

Mulher e soldados têm algo em comum: são trabalhadores, da mesma classe

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

O sistema capitalista de produção é uma máquina de ódio e sobre esse sentimento se sustenta. Sua principal arma – que mantém a maioria das gentes sob seu comando – é a invenção de que o inimigo de cada um é outro. A pobreza, a miséria, a dor, a desgraça, a fragmentação, a doença, nada disso tem a ver com a forma como a sociedade se organiza. Tudo é culpa do outro. O outro passa a ser aquele a quem cada um e cada uma tem de eliminar. (mais…)

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O ciclo progressista na América Latina acabou? Entrevista especial com Julio Gambina

Patricia Fachin – IHU On-Line

Apesar das críticas recentes aos governos progressistas que governaram alguns países da América Latina na última década, ainda “é prematuro falar de fim de um ciclo”, diz o sociólogo argentino Julio Gambina à IHU On-Line. Na avaliação dele, “o que há e continua a ocorrer é uma disputa entre a ofensiva capitalista, o neoliberalismo, e diversos processos críticos com a pretensão mais ou menos decidida de organizar outra ordem socioeconômica”, porque “as classes dominantes locais e mundiais pretendem reinstalar em ‘nossa América’ a agenda da liberalização como forma de superação da crise capitalista, emergente desde 2007/2008”. (mais…)

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“A alternativa ao neoliberalismo é… romper com o neoliberalismo!” Entrevista especial com Marcelo Carcanholo

Patricia Fachin – IHU On-Line

Quando o assunto é a discussão de qual seria o melhor modelo de desenvolvimento econômico para o Brasil e qual corrente teórica poderia servir de base para pensar o futuro econômico e social do país, “é preciso dizer que existe muita confusão nessas clivagens que, pretensamente, dividem o pensamento econômico”, especialmente em relação ao que se entende por pensamento ortodoxo e heterodoxo, adverte o economista e presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política, Marcelo Carcanholo, à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. (mais…)

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Pouco tempo para evitar a grande barbárie

O capitalismo está em crise global, mas os atores que poderiam oferecer uma alternativa parecem enfraquecidos e dispersos. Rosa Luxemburgo e Marcuse serão capazes de insinuar uma saída?

Por Eduardo Mancuso* – Outras Palavras

I.

Há pouco mais de uma década ainda se falava de um mundo unipolar. O colapso da União Soviética e o fim da Guerra Fria, no início dos anos 1990, haviam dado o domínio absoluto da globalização capitalista e da geopolítica mundial aos EUA, como única superpotência existente. A grande preocupação das potências ocidentais era com o acelerado crescimento econômico global da China, já que a Rússia, isolada pelo avanço e cerco da OTAN em sua antiga área de influência do Leste Europeu, ainda se recuperava da transição selvagem ao capitalismo conduzido pelo FMI, e da crise financeira de 1998. (mais…)

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As privatizações como um dos aspectos da recente dominação burguesa, por João Paulo de Oliveira Moreira

“A construção do consenso privatista: a ação dos intelectuais orgânicos no Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), entre 1976-1990” é o nome do livro de João Paulo de Oliveira Nascimento que será lançado sábado, 29, a partir das 10 horas, no Quilombo do Grotão (Engenho do Mato – Niterói). A escolha do local tem objetivo coerente: “garantir que discussões sobre política e economia, que tanto são necessárias à população, não fiquem apenas reservadas ao ambiente acadêmico da universidade”. Mas não só: o evento se estenderá até as 17 horas, com espaço também para “um bom samba e uma boa feijoada, com a preservação de nossa cultura!”. Para as pessoas que acompanham o Combate em outros estados, João Paulo escreveu o texto abaixo, que também instiga a comparecer ao lançamento (que se repetirá em outros locais) e à leitura da obra. (Tania Pacheco)  (mais…)

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“Alimentamos nosso povo e construímos movimento para mudar o mundo”

A conferência, que acontece a cada quatro anos, é o encontro é o espaço mais importante da tomada de decisões da Via Campesina

Da Página do MST 

Terminou no último dia 24 de julho a 7ª Conferência Internacional da Via Campesina. Cerca de 450 movimentos camponeses de todas as partes do mundo se reuniram para continuar a luta contra o capitalismo e propor medidas concretas para construir um mundo alternativo baseado na dignidade e na soberania alimentar. (mais…)

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Mulheres, a primeira vítima do capitalismo

Silvia Federici, historiadora feminista italiana, propõe rever as origens do sistema. Para ela, nem Marx percebeu que, sem confinar as mulheres à reprodução, não haveria capital

Por Inês Castilho – Outras Palavras

“Somos as filhas das bruxas que vocês não conseguiram matar”, escreveram algumas mulheres nos muros de cidades brasileiras, durante a primavera feminista. Talvez por isso a vinda da historiadora feminista italiana Silvia Federici ao Brasil, na semana passada, para lançar Calibã e a Bruxa – Mulheres, corpo e acumulação primitiva, atraiu em torno de si e de seu livro centenas de jovens, no centro e na periferia do Rio de Janeiro e São Paulo. Uma semana de celebração para o movimento feminista brasileiro, que ao mesmo tempo recebia na Bahia a norte-americana Angela Davis para um curso sobre feminismo negro, no Recôncavo Baiano. Alás! (mais…)

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Créditos de Carbono para Quem?

Por Amyra El Khalili para Combate Racismo Ambiental

Resumo: Quando lidamos com meio ambiente não podemos tratar deste direito fundamental como se fosse um produto negociado com base em contratos e regras determinados a portas fechadas. Pelo contrário, tais negociações devem acontecer com o coletivo da sociedade. Se a sociedade não aderir, não há projeto socioambiental que possa ser concretizado. Analisar o desenho mercadológico e criticar acordos internacionais em sua estrutura operacional, o da execução financeira, não significa condenar as lutas do movimento ambientalista e dos direitos humanos ao fracasso, mas apontar suas possíveis falhas. Poucos são os que podem criticar esse mecanismo porque, em geral, quem conhece engenharia de projetos não conhece o mercado financeiro, e quem conhece o mercado financeiro, sequer sabe ainda o que é gestão ambiental. Para construir uma economia socioambiental, respeitando-se as diferenças culturais, multirraciais e religiosas, é preciso uma nova consciência para um novo modelo econômico na América Latino-Caribenha que tenha como base o tripé educação, informação e comunicação. (mais…)

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