A carne e a luta

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

Sempre é bom repetir. Ao capital e aos capitalistas não interessam as gentes. Portanto, o que tiver de ser feito para que os lucros sejam sempre maiores, será. Isso acontece nos frigoríferos, nos bancos, nas fábricas, em todo lugar onde se produz mercadoria e onde se extrai a mais-valia do trabalhador. O jogo é sempre o mesmo: o trabalhador cria valor e os donos do capital usam seus truques para dobrar ou triplicar o lucro. Se isso incluir fraudar os produtos, usar veneno, plástico ou o que for, será feito. Bem como subornar funcionários, fiscais e etc… (mais…)

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A falácia da ajuda oficial ao desenvolvimento, por Cândido Grzybowski

No Ibase

A pobreza no mundo e sua erradicação faz parte da agenda e do discurso dos governos e organismos multilaterais. Os famigerados Banco Mundial e FMI têm tal discurso. A ONU – que, apesar do nome, não passa de organismo de governos unidos – tem conseguido reafirmar tal compromisso em praticamente todas as suas grandes conferências e nas assembleias anuais. A OCDE, a União Europeia, o G-7 e o G-20, assim como os BRICS, todos parecem concordar em seus discursos sobre a necessidade de tudo fazer para acabar com a pobreza no mundo. Foi montado um sistema de ajuda internacional com o compromisso dos países desenvolvidos contribuírem com 0,7% do seu PIB, no mínimo, para tal finalidade. (mais…)

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A nova onda de automação e suas consequências

Como as máquinas poderão substituir seres humanos também no setor de serviços. Os enormes riscos de desigualdade e desumanização. As saídas — entre elas, a renda universal independente de trabalho

Por Martin Khor* | Tradução: Inês Castilho – Outras Palavras

No ano passado, a Uber começou a testar carros sem motorista, com seres humanos no interior para fazer correções no caso de alguma coisa dar errado. Se os testes forem bem, a Uber irá, ao que tudo indica, substituir seu exército atual de motoristas por uma frota dos novos carros. (mais…)

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Brasileiros tomam milho transgênico quando bebem cerveja, diz pesquisa

Indústria se aproveita da legislação falha, que não exige rotulagem especial, nem especificação dos ‘cereais não maltados’, omitindo do consumidor o símbolo relacionado a medo, doenças e incertezas

Por Cida de Oliveira, na Rede Brasil Atual/Opera Mundi

Bebida alcoólica mais consumida pelos brasileiros, a cerveja pode conter em sua formulação muito mais do que água, cevada e lúpulo. As letras miúdas no rótulo das garrafas ou impressas na própria lata, em cores metálicas, que dificultam a leitura, dão algumas pistas: “cereais não maltados” ou “malteados”. O consumidor comum fica sem saber que ingredientes exatamente são afinal. Especialistas em nutrição, entretanto, não têm dúvidas. Em geral é o milho, o mais barato dos grãos, o escolhido pelos fabricantes para compor, com os demais ingredientes, uma bebida que pode ser vendida mais em conta para que não tenham de abrir mão da elevada margem de lucro. (mais…)

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A CIA lê a teoria francesa: sobre o trabalho intelectual de desmantelamento da Esquerda cultural

A teoria francesa pós-marxista contribuiu com a CIA em desacreditar o anti-imperialismo e o anticapitalismo

Por Gabriel Rockhill, em Passa Palavra

Presume-se, com frequência, que os intelectuais têm pouco ou nenhum poder político. Empoleirados em uma privilegiada torre de marfim, desconectados do mundo real, envolvidos em debates acadêmicos sem sentido sobre minúcias especializadas ou flutuando nas abstrusas nuvens da teoria dos grandes pensadores, os intelectuais são frequentemente retratados não apenas como isolados da realidade política como incapazes de ter qualquer impacto significativo nela. A Agência Central de Inteligência pensa o contrário. (mais…)

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Mulheres sem-terra paralisam Vale por calote na Previdência

A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas do 8 de março

Por Rute Pina e Julia Dolce, no Brasil de Fato

Na manhã desta terça-feira (7), cerca de 1,5 mil mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) paralisaram o complexo industrial da empresa Vale Fertilizantes, em Cubatão (SP), para denunciar a dívida da mineradora com a Previdência. A Vale está na lista da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), como uma das maiores devedoras do sistema previdenciário. A empresa deve R$ 276 milhões ao INSS. (mais…)

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Boaventura: a Europa será capaz de aprender?

Arrogância colonial cegou Velho Continente para inovações que se produziam no Sul Global. Agora, esgotados e incapazes de criar, europeus abrirão os olhos?

Por Boaventura de Sousa Santos* – Outras Palavras

Um sentimento de exaustão histórica e política assombra a Europa e o Norte Global em geral. Após cinco séculos a impor soluções ao mundo, a Europa parece incapaz de resolver os seus próprios problemas, e entrega a sua resolução às empresas multinacionais por via de tratados de livre comércio, cujo objectivo é eliminar os últimos resquícios da coesão social e da consciência ambiental obtidas depois da segunda guerra mundial. Nos EUA, Donald Trump é mais consequência que causa da desagregação de um sistema político altamente corrupto, disfuncional e anti-democrático, em que o candidato mais votado em eleições nacionais pode ser derrotado pelo candidato que obteve menos três milhões de votos dos cidadãos. Domina a convicção de que não há alternativas ao estado crítico a que se chegou. Os líderes mundiais, reunidos recentemente no Fórum Econômico de Davos, reconheceram que os 8 homens mais ricos do mundo têm tanta riqueza quanto a da metade mais pobre da população mundial, mas nem por isso lhes passou pela cabeça apoiar políticas que contribuam para redistribuir a riqueza. Pelo contrário, exortaram os desgraçados do mundo a melhorarem o seu desempenho para amanhã também serem ricos. (mais…)

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Sobre ser mulher nesse mundo

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

Assisti dia desses um filme indiano chamado Sairat. Dolorosa representação parcial de um país que ainda trata a mulher como uma coisa, unicamente para ser usada pelos homens, seja como mercadoria de troca ou como objeto sexual. O filme é novo, mas aponta para a quase impenetrável lógica das castas ainda em vigor. Quem nasce pobre só pode conviver com os pobres e quem nasce rico, com os ricos. Podem até usar alguns espaços em comum, como é o caso da universidade, espaço no qual começa o drama de um jovem casal. Mas, isso não significa que possam se misturar.  (mais…)

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