Organizações da sociedade civil denunciam: veto às MPs 756 e 758 é mera manobra

Vale considerar ainda o fato de Temer ter divulgado o veto exatamente antes de embarcar para viagem à Rússia e à Noruega, cujo Ministro do Meio Ambiental divulgou dura nota (AQUI) ameaçando retirar os recursos para a proteção da Amazônia por conta do aumento do desmatamento na região. (TP)

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Nota pública de organizações da sociedade civil contra a manobra do governo Temer para reduzir nível de proteção de quase 600 mil hectares de unidades de conservação (mais…)

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Governo da Noruega dá bronca em Brasil sobre floresta, às vésperas de visita de Temer

Ministro do Meio Ambiente norueguês manda carta a Sarney dizendo que “futuro da parceria” com Brasil dependerá da reversão da alta do desmatamento na Amazônia; presidente veta MPs polêmicas, mas destino de áreas protegidas é incerto

Por Cláudio Angelo, no Observatório do Clima

O ministro do Meio Ambiente da Noruega, Vidar Helgesen, enviou na última sexta-feira uma carta a seu colega brasileiro, Sarney Filho (PV-MA), manifestando dúvidas sobre a continuidade e a utilidade do Fundo Amazônia diante da alta das taxas de desmatamento e da série de propostas em discussão no governo e no Congresso para enfraquecer a proteção ambiental no Brasil. (mais…)

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‘O modelo agroexportador brasileiro é completamente contrário ao Acordo de Paris’

Por André Antunes – EPSJV/Fiocruz

O presidente Michel Temer regulamentou na semana passada o Acordo de Paris, que estabelece metas de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa. O gesto, que foi interpretado como uma tentativa de buscar apoio em meio à crise política que ameaça seu governo, veio poucos dias após o anúncio, pelo presidente Donald Trump, da retirada dos Estados Unidos do Acordo, firmado em 2015 durante a Cúpula do Clima de Paris, a COP 21. O doutor em Ciências Atmosféricas e professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE) Alexandre Costa, fala, nesta entrevista, sobre o significado geopolítico da saída dos Estados Unidos, segundo maior emissor mundial de gases de efeito estufa, do Acordo de Paris, e também sobre o que significa sua regulamentação pelo governo brasileiro. Segundo ele, ao que tudo indica o gesto deve ser apenas simbólico, uma vez que uma das principais bases de sustentação do governo Temer é a bancada ruralista, que vem se mobilizando para garantir a aprovação, no Congresso Nacional, de inúmeros projetos que flexibilizam a legislação ambiental brasileira. De acordo com Alexandre, o avanço da agenda da bancada que representa os interesses do agronegócio no Congresso significa retrocessos para o combate ao desmatamento, a principal causa de emissão de gases de efeito estufa no Brasil. O professor da UECE fala também sobre as limitações do Acordo de Paris, que ele considera insuficiente, e sobre a resistência da indústria dos combustíveis fósseis ao avanço das medidas de combate ao aquecimento global. (mais…)

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Governo está prestes a aprovar projetos a favor de grilagem e outras crimes ambientais

Por Mauricio Torres, Sue Branford, no The Intercept Brasil

“Não é pra tirar madeira, é pra tirar minério que eu quero a terra”, explicou-nos no final de abril um grileiro do Pará que se dizia dono de alguns milhares de hectares dentro do Parque Nacional do Jamanxim. A madeira retirada de lá, ele já saqueou e “esquentou” com documentos que atribuíam outra origem a ela e possibilitaram sua venda. Mas um garimpo de grandes dimensões para extração de cassiterita, como é de seu interesse agora, dificilmente passaria despercebido como a pilhagem madeireira, uma vez que as Unidades de Conservação (UCs) constituem um enorme obstáculo ao negócio. (mais…)

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Madeireiros se reúnem e ameaçam invadir aldeia Pyhcop Catiji Gavião (MA) a qualquer momento

Por Assessoria de Comunicação – Cimi

Integrantes da Guarda Florestal Indígena do povo Pyhcop Catiji Gavião, da aldeia Rubiácea, bloquearam nesta terça-feira, 13, uma estrada aberta por madeireiros utilizada para a retirada ilegal de madeira da Terra Indígena Governador, no sudoeste do Maranhão. Um integrante do bando criminoso forçou a passagem e o conflito se estabeleceu, ainda sem notícia oficial de feridos. Desde então, em represália, os madeireiros passaram a se concentrar e ameaçam invadir a aldeia Rubiácea a qualquer momento. (mais…)

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Audiência pública evidencia relação entre desmatamento do Cerrado e crise hídrica em centros urbanos

Evento realizado na Câmara dos Deputados em Brasília pede aprovação de lei que transforma Cerrado e Caatinga em patrimônios nacionais.

Por Emmanuel Ponte e Juliana Câmara, na CPT

Na manhã desta quinta-feira (01/06), aconteceu audiência pública destinada a “Debater os desdobramentos da PEC 504/2010, que reconhece os biomas, Caatinga e Cerrado como Patrimônio Nacional, nas políticas públicas de desenvolvimento urbano e moradia popular”, no âmbito da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados. Solicitada pelo deputado Luiz Couto (PT-PB) ao presidente da Comissão Givaldo Vieira (PT-ES), a audiência tratou das consequências da devastação do Cerrado e da Caatinga nos centros urbanos do país. Ao fim do evento, Vieira se comprometeu a encaminhar indicação para que o plenário da Câmara vote a Proposta de Emenda Constitucional. (mais…)

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Desmatamento na BA cresce 207% em um ano; uma das causas, expansão da fronteira agrícola

Relatório da SOS Mata Atlântica em parceria com o Inpe mostra aumento de 57% no Brasil; pecuária, carvão e eucalipto aparecem como fatores de destruição

Por Izabela Sanchez, De Olho nos Ruralistas

O nível de desmatamento da Mata Atlântica aumentou 57,7% em todo o território nacional em um ano. Os dados são do Atlas da Mata Atlântica, produzido pela SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O bioma está presente em 17 estados. Entre 2015 e 2016, período monitorado, perdeu 29 mil hectares de floresta nativa. (mais…)

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Código Florestal anistiou 41 milhões de hectares. Entrevista especial com Luis Fernando Pinto

Patricia Fachin – IHU On-Line

Entre as principais consequências dos cinco anos de vigência do Código Florestal, destaca-se a anistia de “41 milhões de hectares de áreas ocupadas com a agropecuária e que deveriam ter florestas e ser restaurados”, diz Luis Fernando Pinto, pesquisador do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – Imaflora. (mais…)

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