Nota da Reitoria da UFRJ sobre CPI da Funai e Incra

A Reitoria da UFRJ alerta que a ciência brasileira está em risco. O relatório do deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), votado no dia 17/5, indiciou indígenas, antropólogos, procuradores da República, servidores da Funai, dirigentes do Conselho Indigenista Missionário (Cimi-CNBB), um ex-ministro da Justiça e defensores dos povos originários por crime no processo de demarcação de terras dos povos nativos. É importante destacar que o relator é autor da proposta que estabelece que o trabalhador rural pode ser remunerado por meio de moradia e alimentação. (mais…)

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#RetrocessoAmbientalNão: MPF e MP/RO movem ação para retirada imediata dos invasores da Flona do Bom Futuro

Órgãos pedem que União seja obrigada a retirar com urgência os invasores, utilizando a Força Nacional de Segurança, e a aumentar número de fiscais do ICMBio na unidade de conservação federal

Pelo menos duas frentes de invasão estão em curso na Floresta Nacional (Flona) do Bom Futuro, unidade de conservação federal localizada nos municípios de Porto Velho e Ariquemes (RO). Por causa disso, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MP/RO) ingressaram com uma ação civil pública na Justiça Federal para obrigar a União a retiraros invasores, reprimir os crimes ambientais com a presença da Força Nacional e disponibilizar recursos para aumentar o número de fiscais do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). (mais…)

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Padre Josimo Tavares, outro Cristo no nosso meio: 31 anos de martírio na luta pela terra, por Frei Gilvander Moreira

Frei Gilvander Moreira[1]

“Feliz de um povo que não esquece seus mártires” (Dom Pedro Casaldáliga)

Dia 10 de maio de 2017, dia que o ex-presidente Lula está depondo diante do juiz Moro, em Curitiba, PR, celebramos 31 anos do martírio do padre Josimo Tavares. Por isso o recordamos. Após tentativa de assassinato contra padre Josimo Moraes Tavares, no dia 15 de abril de 1986, quando cinco tiros foram disparados contra a Toyota em que ele viajava na defesa dos camponeses, profundamente ameaçado de morte – e de ressurreição! -, incompreendido por colegas padres e agentes de pastoral, inclusive, padre Josimo foi convocado a elaborar um relatório de suas atividades e a esclarecer as circunstâncias que levaram a tantas ameaças de morte contra ele. (mais…)

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Gilmar Mendes nega liminar da DPU para suspender votação de relatório da CPI da Funai

No Justificando

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, negou o pedido de liminar impetrado pela Defensoria Pública da União (DPU) contra o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Funai-Incra, da Câmara dos Deputados, previsto para votação nesta quarta-feira (10). O relatório propõe o indiciamento de mais de 130 pessoas, incluindo indígenas, antropólogos e procuradores da República. (mais…)

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Na Câmara, continua esta tarde a votação da CPI Funai-Incra. Relatório Paralelo tem 1.369 páginas (acesse)

Tania Pacheco

Na Comissão da Câmara dos Deputados, a votação do abjeto Relatório final da CPI Funai-Incra II, iniciada esta manhã, terá continuidade a partir das 14 horas. Ontem, o Relatório Paralelo dos Deputados Apoiadores da Pauta Indígena, Quilombola e dos (as) Trabalhadores (as) Rurais, com 1.369 páginas, foi divulgado e regimentalmente incluído na documentação da Comissão.  (mais…)

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Ruralistas, capangas e motoserras: Nenhum hectare a menos

Sob Temer, interesses privados e paroquiais instalados no Congresso e no Executivo passaram a operar sem nenhum filtro, freio ou contrapeso. Todos os sonhos dos ruralistas começam a se realizar; nenhuma proposta é ousada demais

Por Carlos Rittl, no Le Monde Diplomatique Brasil

Que fase, senhoras e senhores. Nos últimos trinta dias, tivemos uma chacina de trabalhadores rurais em Mato Grosso, uma tentativa de massacre de índios no Maranhão, o desmonte do licenciamento ambiental batendo novamente na trave no Congresso, a aprovação de uma Medida Provisória legalizando a grilagem de terras públicas e a apresentação da reforma trabalhista no campo que transforma o trabalhador rural em escravo. No momento em que escrevo, aguardam votação no plenário da Câmara duas outras MPs, que entregarão a grileiros, madeireiros e mineradores áreas que o governo federal deveria proteger na Amazônia e na Mata Atlântica. Faltou alguma coisa? Ah, sim: todos os procedimentos de demarcação de terras indígenas e titulação de territórios quilombolas estão parados. E o presidente da Funai foi demitido por seu chefe, o überruralista Osmar Serraglio, ministro da Justiça, por se opor a nomear indicados pelos ruralistas no lugar de técnicos em unidades regionais da Funai. (mais…)

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A luta por terras e pelo resgate da memória dos gamela, apagada desde o Brasil colônia

Índios gamela foram atacados no último domingo, em Viana, Maranhão, por agricultores; Eles buscam ser reconhecidos como indígenas, após expulsão de ancestrais

Por Talita Bedinelli, no El País Brasil

Por volta das 16h do último domingo, 30 de abril, uma batalha campal se iniciava em Viana, município de 50.000 habitantes a pouco mais de 200 quilômetros da capital maranhense, São Luís. Em uma região em que quatro de cada dez pessoas é pobre, começava ali uma luta violenta de quem tem pouco contra quem tem quase nada. De um lado estavam indígenas da etnia gamela, que ocupavam uma área que reivindicam pertencer a seus ancestrais, expulsos dali no passado. Do outro, agricultores, alguns donos de uma quantia de gado possível de se contar nos dedos, que pretendem manter seu pedaço de chão para poder plantar. O enfrentamento deixou dezenas de feridos, vários deles com marcas de bala rasgadas pelo corpo. Quatro ainda estão internados em hospitais da capital. Dois indígenas tiveram as mãos quase arrancadas a golpes de facão, em uma cena que lembrou a alguns o tratamento dado, por vezes, a animais que ignoram cercas e entram em terra vizinha. Na pequena cidade, as imagens da barbárie ainda atormentam a população. (mais…)

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Em manifesto, MST denuncia a criminalização e a violência no campo

Ato político-cultural foi realizado na noite da última sexta-feira (5), no Parque da Água Branca, em São Paulo, onde é realizada até o próximo domingo a 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária.

Por Gustavo Marinho, da Página do MST

Chovia em São Paulo quando jovens do MST e do Levante Popular da Juventude, em coro, repetiram diversas vezes: “é um tempo de guerra, é um tempo sem sol”, tomando a frente do palco principal da Feira Nacional da Reforma Agrária. A intervenção serviu para lançar um manifesto contra a criminalização dos movimentos sociais e contra a violência no campo, que foi lindo pelo cantor Tico Santa Cruz na noite desta última sexta-feira (5). (mais…)

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