Barroso, negros de primeira linha e a reforma trabalhista

Os experimentos de Milgram explicam

Rodrigo de Lacerda Carelli* – Jota

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, durante discurso de homenagem a Joaquim Barbosa, chocou a muitos ao afirmar que o ex-colega era um “negro de primeira linha”.[1] O próprio ministro Barroso se disse chocado com o que ele mesmo disse, pedindo desculpas “às pessoas a quem possa ter ofendido ou magoado, (…) sobretudo, se, involuntária e inconscientemente, tiver reforçado um estereótipo racista que passeia a vida tentando combater e derrotar.”[2] (mais…)

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Por cotas étnicas na USP, estudantes e ativistas fazem nova Virada Cultural

Festival “Por que a USP não tem cotas?” espera grande presença de público – negro, periférico e alunos – para subverter a histórica exclusão social dentro da universidade

Por Felipe Mascari, da RBA

A Universidade de São Paulo (USP) é a única instituição de ensino superior estadual que não possui cotas étnicas em seu vestibular. Segundo dados da Fuvest, em 2016 apenas 3,2% dos aprovados se declaravam negros e 0,2%, indígenas. Para reivindicar a inclusão dessas populações naquela que é considerada a mais importante universidade brasileira, é realizada hoje (20) e amanhã a 2ª Virada Cultural “Por que a USP não tem cotas?”. (mais…)

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PGR questiona leis de seis municípios que proíbem material sobre gênero e diversidade sexual em escolas

Segundo Janot, as leis usurpam competência da União e ferem princípios constitucionais como pacto federativo

MPF

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) arguições de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) contra leis de seis municípios que visam vedar políticas e ações de educação com informações sobre gênero e diversidade sexual. Para ele, a competência dos municípios na legislação da educação é suplementar e deve ser realizada em consonância com as diretrizes fixadas pela União. Além disso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional inclui, nos princípios do ensino nacional, o respeito à liberdade, o apreço à tolerância e o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas. (mais…)

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Aos negros, o final da fila: um panorama da desigualdade na capital gaúcha

Por Rebeca Kuhn, no Sul21

Dona Marlene Alexandre da Silva, 68 anos, aposentada, ainda não encontrou a tranquilidade da terceira idade. Moradora da Vila Cruzeiro, mulher negra e mãe de sete filhos, ela questiona as oportunidades dadas à ela e a sua família. De sete adultos, cinco estão desempregados. A procura por trabalho é diária, a frustração e o desespero, também. O que fazer quando suas condições sociais, sua escolaridade e seu futuro estão ligados a sua cor de pele? (mais…)

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Casamento inter-racial: EUA celebram 50 anos de decisão judicial que foi “marco dos direitos civis”

Por João Ozorio de Melo, no Conjur

O dia 12 de junho no Brasil é o Dia dos Namorados. Nos Estados Unidos, a data é celebrada como o “Loving Day”. Neste ano, foi celebrada pela 50ª vez. Ela se refere a uma “decisão histórica”, considerada um “marco dos direitos civis” no país: em 12 de junho de 1967, a Suprema Corte revogou uma lei do estado de Virgínia que proibia o casamento inter-racial. Outros 16 estados tiveram de acatar a decisão. (mais…)

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‘Falando com’, ‘falando por’ ou ‘falando de’: as nada sensíveis diferenças na comunicação e a invisibilidade de quem deveria ser protagonista

Por Raial Orotu Puri, no Crônicas Indigenistas

Quero começar este texto com uma pequena narrativa sobre um fato que testemunhei tempos atrás. Não pretendo nomear pessoas, e não por algum tipo de receio sobre o que e de quem estou falando. É que minha intenção aqui é destacar não tanto a situação e seus envolvidos em particular, mas o comportamento percebido. Talvez alguns dos que leem reconheçam o evento. E talvez outros tantos reconheçam nesse caso particular um espelho de outros vários. Provavelmente! Afinal de contas, eu ando cada vez mais incerta sobre a existência dessa coisa que chamam ‘fato isolado’. (mais…)

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O racismo na capital do país: a face cruel de um crime covarde

Pesquisa inédita do Ministério Público do DF e Territórios detalha a discriminação e a injúria raciais no DF e como agem os agressores

Por Kelly Almeida e Juliana Cavalcante, no Metrópoles

Elizabete era criança quando percebeu que as mães das amiguinhas e até as próprias crianças não a deixavam brincar com o grupo. Achava que o motivo era porque, menina, ela gostava de ficar na rua. Só descobriu que havia algo errado quando uma das amigas – loira, querida pelos colegas – avisou que só brincaria se Elizabete estivesse junto. Essa era a única forma de sua presença não ser ignorada: era a única negra na turminha de garotas. Em quase 30 anos, a brasiliense conviveu e enfrentou cenas de racismo e discriminação ao menos por outras três vezes; a última, há cerca um ano. (mais…)

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Por uma sociedade que não odeie as mães

“Historicamente na vida de muitas mulheres negras, a figura masculina provoca mais dor do que aconchego ou qualquer tipo de proteção” 

Por Juliana Gonçalves para o Calle2/População Negra e Saúde

Jovem, mãe, negra e solteira. Isso é parte do que sou. Sei que falo de uma experiência coletiva sob uma ótica particular. Dói saber disso. Somos muitas mães solteiras, sobretudo negras. Ter filho é um divisor de águas na vida de muitas mulheres. O pesar vem quando a maternidade nos separa por vezes do mundo, das pessoas. Mas não precisa ser assim. Não deve ser.

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