Posts tagged: preconceito

RS – Quilombolas fazem passeata contra racismo e tortura na quinta-feira (09)

Por racismoambiental, 07/09/2010 08:49

Assinatura da escritura, em 2009

Na tarde de segunda-feira, três vítimas de agressão policial foram ouvidas no QG da BM

O quê: passeata pelo fim do racismo e violência policial e justiça

Quando: quinta-feira, 09 de setembro, 14h

Onde: sai do INCRA e vai até a Praça da Matriz

Centenas de pessoas são esperadas no Ato Público pelo fim da discriminação racial, preconceito e violência policial aos moradores do Quilombo Silva. Vítimas de agressão, humilhação e, até mesmo, tortura por policiais militares do 11º BPM na semana passada, as famílias, agora, vão às ruas pedir o fim do racismo e preconceito, bem como exigir celeridade nas investigações da própria Brigada Militar e dos órgãos competentes.

Somados à luta pelos direitos humanos, o Sindisprevrs e os movimentos sociais, que integram o Comitê em Defesa do Quilombo da Família Silva, vão participar da caminhada no dia 09 de setembro, às 14h. A passeata parte da Avenida Loureiro da Silva, em frente ao Incra, e vai até a Praça da Matriz, junto ao Palácio Piratini, onde haverá um grande ato público.

Na quarta-feira (08) pela manhã, representantes do governo do Estado se comprometeram em ir até o Quilombo da Família Silva para tranquilizar homens, mulheres e crianças quanto ao fim dos abusos de policiais militares, assim como transparência nas investigações acerca dos Pms acusados de tortura por integrantes da comunidade. Continue lendo… 'RS – Quilombolas fazem passeata contra racismo e tortura na quinta-feira (09)'»

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Livro levanta poeira racista na Alemanha

Por racismoambiental, 01/09/2010 18:17
Livro levanta poeira racista na Alemanha

Banqueiro conhecido por posições racistas, Thilo Sarrazin publicou livro atacando judeus, bascos e muçulmanos (Foto: Eigenes Werk/wikipedia)

Por: Flavio Aguiar

Na Europa é moda conservadora ser “cautelosamente” antimuçulmano.

Thilo Sarrazin tem 65 anos, e fez uma carreira burocrática que pode ser chamada de exemplar. Descendente de franceses (daí o nome, Sarrazin, parecido com Sarrasin, “Sarraceno”), Thilo foi alto funcionário da Deutsche Bahn (Empresa Ferroviária), foi Ministro das Finanças (nós diríamos Secretário) da Câmara (aqui Senado) de Berlim, trabalhou para o governo federal, e faz pouco tempo foi indicado para o Conselho Diretor do Bundesbank, Banco da República, o Banco Central alemão. Além disso, há tempos é filiado ao SPD, o Partido Social Democrata alemão, que é descrito na mídia convencional como de “centro-esquerda”.

Faz tempo que Sarrazin é uma figura conhecida por suas declarações bombásticas e conservadoras. Já disse, por exemplo, que um dos “desafios” de Berlim são os membros da “geração de 68”, assim como o “desleixo” dos berlinenses quanto à vestimenta e a aparência. Continue lendo… 'Livro levanta poeira racista na Alemanha'»

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6º Seminário de Teologia da Libertação aborda questão do racismo

Por racismoambiental, 26/08/2010 18:10
Tatiana Félix *

Adital – Começa amanhã (27), a 6ª edição do Seminário Nacional de Teologia da Libertação e Educação Popular, que neste ano aborda a questão do racismo. A iniciativa é do Centro Ecumênico de Capacitação e Assessoria (CECA), Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) e do Instituto Popular de Porto Alegre (IPPOA). O evento acontece no Centro Mariápolis Arnold, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul e segue até domingo (29).

Cláudio Giovani Becker, da organização do evento, explicou que o objetivo de se focar no tema “Negritude e Branquitude – Razões da (Des)Igualdade”, é promover um espaço de debate e, mais ainda, analisar a postura da sociedade quanto à questão do racismo.

Segundo ele, a proposta é questionar e “desmistificar a idéia romântica de ‘brasilidade’”, que sugere uma convivência pacífica entre as raças branca, negra e indígena, que formou o povo brasileiro. Para falar sobre o tema foram convidados os teólogos Marcos Rodrigues da Silva e Lilian Conceição da Silva Pessoa Lira, ambos militam no movimento negro. Continue lendo… '6º Seminário de Teologia da Libertação aborda questão do racismo'»

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Para não falar com o espelho, por José Ribamar Bessa Freire

Por racismoambiental, 16/08/2010 08:07
José Ribamar Bessa Freire
15/08/2010 – Diário do Amazonas

Escrevo da aldeia Cachoeirinha, em Miranda (MS), onde acabo de presenciar uma operação arriscada. Vi como desmontaram o gatilho de uma arma infernal que já causou mortes e emudeceu vozes, criando um silêncio de cemitério. O gatilho assassino foi desarmado por dois Terena – a professora Maria de Lourdes Elias Sobrinho, ex-empregada doméstica, filha de um índio plantador de milho, arroz, feijão e banana – e seu colega, o professor Celinho Belizário, ex-cortador de cana.

Nessa sexta-feira, 13 de agosto, cada um deles defendeu sua dissertação de mestrado na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) de Campo Grande (MS), que abriu seu Programa de Pós-Graduação em Educação para formar pesquisadores indígenas, com apoio da Fundação Ford.

No entanto, a defesa aconteceu – o que é inédito no Brasil – não no campus universitário, mas dentro da própria aldeia. Fomos nós, os professores da banca de avaliação, que nos deslocamos até lá, num movimento que não se limitou a uma simples troca de espaço, mas implicou mudança de perspectiva: a universidade desceu de suas tamancas e com isso ampliou seu universo de conhecimentos. Continue lendo… 'Para não falar com o espelho, por José Ribamar Bessa Freire'»

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Líbano – Racismo legitimado por lei

Por racismoambiental, 15/08/2010 15:10

Por Mona Alami, da IPS

Beirute, Líbano – O Líbano tem certa reputação de abertura devido à relativa liberdade que gozam suas mulheres em comparação com outros países do Oriente Médio. Porém, muitas estrangeiras sofrem uma grande discriminação. É comum ver em Beirute mulheres dirigindo caros veículos, acompanhadas de uma asiática ou uma africana no assento de trás. São suas empregadas domésticas, a maioria procedente de lugares como Etiópia, Filipinas, Nepal e Sri Lanka.

Estas não são apenas maltratadas por seus empregadores, que retêm seus passaportes e as obrigam a trabalhar sete dias por semana, como também sofrem discriminação em lugares públicos. Nos balneários podem ser vistas babás estrangeiras completamente vestidas apesar do calor, enquanto as crianças sob seus cuidados brincam felizes na piscina. “Reservei um quarto para a babá da minha filha no ano passado em um dos balneários do norte do Líbano. Fiquei indignada quando soube que ela não poderia ir à piscina conosco”, contou Nayla Saab, que emprega uma filipina. Continue lendo… 'Líbano – Racismo legitimado por lei'»

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O insustentável preconceito do ser

Por racismoambiental, 31/07/2010 14:26

rosana-jatob

Por Rosana Jatobá

Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.

Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:

- Recomendo um passeio pelo nosso “Central Park”, disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só! Continue lendo… 'O insustentável preconceito do ser'»

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Comunidade quilombola aguarda processo de regulamentação do Incra

Por racismoambiental, 20/07/2010 12:48
A comunidade Maloca, localizada no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju, Sergipe, ainda não teve seu espaço oficialmente titulado desde que foi nacionalmente reconhecida como remanescente quilombola urbano do Brasil, há mais de três anos, pela Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura.
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Estatuto da Igualdade racial: avanço na conquista de direitos para população negra

Por racismoambiental, 07/07/2010 18:31
Raquel Júnia *

Adital - Texto aprovado substitui termo raça por etnia e retira trecho sobre cotas e saúde. Movimentos sociais e pesquisadores divergem quanto à importância da lei.

Após mais de nove anos de discussão, o Estatuto da Igualdade Racial foi aprovado pelo Senado no último dia 17 de junho. Para a lei vigorar, falta apenas a sanção do presidente Lula. O texto foi aprovado com modificações: foram retirados os artigos que falavam sobre uma política de cotas para a população negra nas universidades brasileiras, além de alguns dos que se referiam a medidas para melhorar a saúde desta parcela da população. O trecho que garantia incentivos fiscais para as empresas que contratassem trabalhadores negros também ficou de fora da redação final. O projeto de lei inicial foi apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), em 2001.

Em todo o texto do Estatuto, a expressão raça foi substituída por etnia. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator do substitutivo aprovado pelo Senado, acredita que o termo raça pode, na verdade, incentivar a discriminação. “Na medida em que o Estado brasileiro institui o Estatuto da Igualdade Racial, parte-se do mito da raça. Deste modo, em vez de incentivar na sociedade brasileira a desconstrução da falsa ideia de que raças existem, por meio do Estatuto referido o Estado passa a fomentá-la, institucionalizando um conceito que deve ser combatido, para fins de acabar com o preconceito e com a discriminação”, argumentou no parecer da Comissão de Constituição Justiça e Cidadania. Apesar da discordância, Torres foi favorável à aprovação do substitutivo, com a retirada dos artigos que tratavam das cotas, saúde e reserva de vagas.

Para o coordenador do Movimento Negro Unificado, José Carlos Miranda, a aprovação do Estatuto é um retrocesso e tanto o termo etnia quanto raça são ruins. “Trocou-se raça por etnia e ficou parecendo uma constituição multiculturalista, que define o Brasil como um país onde vivem diferentes etnias, que sofrem desigualdades em decorrência do preconceito obviamente de ‘outras etnias’, entre aspas, e não da estrutura de classes sociais e da concentração da riqueza”, opina. Continue lendo… 'Estatuto da Igualdade racial: avanço na conquista de direitos para população negra'»

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Estatuto da Igualdade Racial: avanço ou retrocesso

Por racismoambiental, 06/07/2010 18:23
Por Alexandre Ciconello*

Depois de dez anos de tramitação, finalmente foi aprovado pelo Senado Federal (23/06) o Estatuto da Igualdade Racial. Entre a ida e a vinda do Senado para a Câmara o texto aprovado é muito diferente do projeto original proposto pelo senador Paulo Paim (PT/RS). Para muitos o que saiu do Senado é um retrocesso, uma imagem pálida e distorcida do texto original. Para outros, a aprovação do Estatuto é um avanço na promoção da igualdade racial no país. Quem está com a razão?

Antes de analisar a desconstrução do Estatuto da Igualdade Racial, realizada primeiro na Câmara e depois no Senado, cabe dizer que a discriminação sofrida por negros/as no Brasil se deve a uma estrutura racial existente em nossa sociedade que mantém privilégios e alimenta a exclusão e as desigualdades sociais. A população negra tem maiores dificuldades de acessar bens e serviços públicos, o mercado de trabalho, o ensino superior e gozar plenamente dos seus direitos. Dois terços dos pobres no Brasil são negros. Metade da população negra no Brasil vive abaixo da linha da pobreza. Um jovem branco no Brasil tem três vezes mais probabilidade de chegar a universidade do que um jovem negro. Continue lendo… 'Estatuto da Igualdade Racial: avanço ou retrocesso'»

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Movimentos negros solicitam que Lula vete o Estatuto da Igualdade Racial

Por racismoambiental, 30/06/2010 18:44
Natasha Pitts *

Adital – Nesta quarta-feira (30), o movimento negro e social, assim como a Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas realizaram em Brasília, capital federal do Brasil, manifestações pedindo ao presidente Lula que vete o Estatuto da Igualdade Racial, aprovado há duas semanas no Senado. A mobilização também exige o indeferimento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 3239 contra o decreto 4887, do Supremo Tribunal Federal (STF), que regulariza os territórios quilombolas.

No último dia 16, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal votou o texto substitutivo da Câmara dos Deputados para o Estatuto da Igualdade Racial. No mesmo dia, o Estatuto foi aprovado pelo plenário do Senado, causando descontentamento em diversas organizações do movimento negro e social.

Para estes movimentos, as modificações propostas pelo senador Demóstenes Torres (DEM/GO) e aplicadas no Estatuto “vão contra tudo o que estava na premissa básica no cerne original da proposta”. Em comunicado para esclarecer seu posicionamento, a União de Núcleos de Educação Popular para Negros e Classe Trabalhadora (Uneafro) assegura compreender que o Estatuto cumpriu seu papel de suscitar o debate, mas julga que ele se esgotou e se tornou inútil, já que, o que se quer votar “não corresponde em nada com a proposta original”. Continue lendo… 'Movimentos negros solicitam que Lula vete o Estatuto da Igualdade Racial'»

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Estatuto da Igualdade Racial

Frei David: "Raça no Brasil é um termo sociológico". Foto: Imagens do Povo

Frei David: "Raça no Brasil é um termo sociológico". Foto: Imagens do Povo

Por Marília Gonçalves

Para além da Copa Mundial, o mês de junho marcou um acontecimento importante para a história do Brasil. No dia 16, foi aprovado no Senado o Estatuto da Igualdade Racial. O Estatuto, projeto original do senador Paulo Paim (PT), já tem uma história de sete anos. Há dois aguardava ser votado pelos senadores. O documento agora aguarda sanção do presidente Lula, mas sofreu mudanças ao longo desses sete anos.

O texto original do projeto garantia maior presença dos negros nos meios de comunicação e partidos políticos e facilitava sua entrada no mercado de trabalho e nas universidades e repartições públicas. O documento aprovado, sugerido pelo senador Demóstenes Torres (DEM), não traz nenhum desses elementos.

Além disso, o termo “raça” foi substituído por “etnia” no documento. Para Frei David, diretor executivo da rede Educafro, esta mudança foi um atestado da falta de inteligência do partido Democratas. “O próprio Tribunal Superior Federal já reconheceu que raça no Brasil não é um termo biológico, mas sociológico”. O religioso afirma que todos aqueles que pertencem à etnia negra no Brasil são amplamente desfavorecidos em diversos setores que estavam sendo contemplados no Estatuto, como educação, trabalho e comunicação. Continue lendo… 'Estatuto da Igualdade Racial'»

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Carta Aberta à Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Por racismoambiental, 29/06/2010 14:33

Conforme noticiamos ontem, cerca de 60 pessoas, representando entidades, movimentos, associações e outras organizações da sociedade civil, além de parentes de pessoas assassinadas e de vítimas de perseguição por motivos diversos (às quais foi dada justa prioridade no espaço para falas)  estiveram hoje reunidas durante duas horas com representantes da CIDH, capitaneados por Felipe González, no auditório da Defensoria Pública do Rio de Janeiro.

Abrindo o diálogo em nome da sociedade civil, Renata Lira, da Justiça Global, lamentou que a Comissão venha sendo tão pouco presente em relação ao Brasil, e que o último relatório sobre o País tenha sido feito há mais de dez anos. Renata salientou os principais aspectos dos direitos humanos que vêm sendo desrespeitados entre nós, dada a lógica de desenvolvimento vigente. Entre eles, destacou a violência, a criminalização da pobreza e dos movimentos, as diversas formas de discriminação e o racismo, institucional e ambiental. Ao final de sua fala, entregou a Felipe González a Carta Aberta que pode ser lida abaixo, que teve a colaboração do GT Combate ao Racismo Ambiental, assim como sua assinatura. TP.

Rio de Janeiro, 29 de junho de 2010.
Carta Aberta à Comissão Interamericana de Direitos Humanos
Prezados Senhores,

Ao tempo que as organizações signatárias saúdam este encontro e reafirmam seu compromisso político com o fortalecimento do sistema interamericano de proteção de direitos humanos, somos levados a reiterar a necessidade de que seus mecanismos amiudem as iniciativas de diálogo com a sociedade civil brasileira. Nos ressentimos e lamentamos o lapso transcorrido entre as visitas feitas pela CIDH ao nosso País.

O relato não exclusivo de processos violadores de direitos humanos que aqui partilhamos tem sido objeto da intervenção cotidiana destas organizações, sendo já levados também às instâncias nacionais, regionais e ao sistema universal de proteção de direitos humanos. Continue lendo… 'Carta Aberta à Comissão Interamericana de Direitos Humanos'»

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Comissão Interamericana de Direitos Humanos se reúne amanhã com entidades e movimentos no Rio

Por racismoambiental, 28/06/2010 18:52
Entidades e movimentos sociais sediados no Rio de Janeiro manterão encontro amanhã com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, à qual entregarão uma Carta Aberta reiterando denúncias feitas em novembro de 2009 à Alta Comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, Dra. Navanethem Pillay. A reunião será no auditório da sede da Defensoria Pública e deverá cumprir um roteiro dividido em quatro partes:

1. Apresentação e considerações da sociedade civil e entrega da Carta Aberta elaborada e assinada por diversas entidades e movimentos;

2. Questões relacionadas a Segurança Pública e Violência Institucional, Criminalização da Pobreza, UPPs, Política de Extermínio, “Faxina Étnica”, Milícias, Sistema Prisional, Sistema Socioeducativo, Treinamento Militar, Choque de Ordem, Direito à Memória e à Verdade, impacto das políticas públicas para preparação da cidade para sediar mega eventos e Acesso à Justiça. Organizações prioritariamente responsáveis pelas apresentações: Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência, o Grupo Tortura Nunca Mais e a OAB – Projeto Legal.

3. Questões relacionadas a Discriminação de Gênero (criminalização do aborto), Discriminação Racial; Faxina Étnica; Práticas Homofóbicas e Violência contra Homosexuais.  Organizações prioritariamente responsavéis: IPAS, Criola e Círculo Palmarino.

4. Questões relacionadas a Terra e Território, Megaempreendimentos, Vila Autódromo, Megaeventos,  Direito à Moradia e Direito à Cidade, Remoções Forçadas, Educação e Criminalização dos Movimentos Sociais e Belo Monte. Organizações prioritariamente responsáveis: Vila Autódromo, Defensoria Pública, PACs, Mariana Criola, MST e Conselho Popular.

Além das acima citadas,  estarão também presentes representantes de outras ONGs e movimentos, que participaram da preparação e assinam o documento a ser entregue, inclusive o GT Combate ao Racismo Ambiental. A reunião será aberta à imprensa.

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