Herdeira de uma histórica concentração fundiária no Chile, a companhia de celulose avança sobre novos territórios no Rio Grande do Sul
Por Roberto Liebgott e Ivan Cesar Cima, do Cimi Regional Sul
A Companhia Manufatureira de Papéis e Cartões (CMPC), apresentada como símbolo de progresso e desenvolvimento, é, na realidade, parte de uma longa engrenagem histórica de exploração, concentração fundiária e devastação ambiental na América Latina. Controlada pela oligarquia chilena da família Matte, a empresa carrega consigo uma herança construída ao longo dos séculos XIX, XX e XXI sobre a apropriação violenta da terra, a expropriação de povos indígenas e a destruição sistemática da natureza.
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