Projeto de lei em Goiás antecipa ‘licenciamento flex’ e retira proteção de campos essenciais ao Cerrado

Emenda aprovada pelos deputados goianos revoga lei que equiparava campos de murundus à categoria de Áreas de Preservação Permanente (APP); com tramitação-relâmpago, proposta institui licenciamento ambiental auto-declaratório em Goiás

Por Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

Na última terça-feira (03), foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) o projeto de lei nº 7036/19, que flexibiliza o licenciamento ambiental no estado ao instituir a modalidade de Licenciamento por Adesão e Compromisso (LAC). De caráter auto-declaratório, o LAC dispensa a necessidade de emitir licenças prévias junto aos órgãos ambientais estaduais e/ou municipais.

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Silvio Santos não aceita vitória de mulher negra em competição e internet o acusa de racismo

Mesmo com o placar apontando vitória a Jennyfer Oliver, Silvio não gostou do resultado e optou por outra competidora branca

Na Fórum

Na noite deste domingo (8), Silvio Santos protagonizou mais uma polêmica ao mudar o resultado de uma competição musical em seu programa, impedindo uma mulher negra de vencê-lo. Mesmo com o placar apontando vitória a Jennyfer Oliver, Silvio não gostou do resultado e optou por outra competidora branca.

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Um retrato do Brasil: os índios no Censo 2020. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

Seria tão bom se o Censo 2020 do IBGE pudesse apurar quantos brasileiros estão tristes, deprimidos ou raivosos. Ou alegres e esperançosos. Tive vontade de falar isso – mas me contive – no X Seminário de Demografia dos Povos Indígenas no Brasil: na iminência do Censo Demográfico 2020, realizado em 4-5 de dezembro no Rio, organizado pelo IBGE, a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP). Estou consciente de que recenseadores são sérios, não bisbilhotam emoções, só xeretam estado civil, idade, sexo, religião, grau de instrução, renda, emprego e babados similares sobre a dinâmica populacional.

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Artista faz ativismo poético em Paraisópolis para marcar assassinato de jovens em baile funk

Frases como “o seu voto cheira a sangue” e “não acredite em contos de fardas” foram escritas pela artista Ana Letícia Penedo como forma de marcar uma semana do massacre na comunidade

Por Luisa Fragão, na Fórum

A comunidade de Paraisópolis amanheceu neste domingo (8) com diversas intervenções artísticas em seus becos e vielas. Frases como “o seu voto cheira a sangue” e “não acredite em contos de fardas” foram escritas pela artista Ana Letícia Penedo como forma de marcar uma semana do assassinato de nove jovens pela Polícia Militar de João Doria em baile funk no último domingo (1).

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CPMI das fake news é o último ato de um ano vergonhoso. Por João Filho

No The Intercept Brasil

ENTRE TANTOS absurdos ocorridos no primeiro ano de bolsonarismo no poder, a CPMI das Fake News talvez seja o acontecimento mais bizarro de todos. Os principais protagonistas, tanto acusados quanto acusadores, são políticos neófitos que só se elegeram por estarem associados a Bolsonaro. Portanto, todo político bolsonarista foi favorecido, direta ou indiretamente, pela milionária fábrica de mentiras impulsionada pela campanha do PSL na internet. A turma da nova política que se elegeu às custas de Bolsonaro não pode dizer que dessa água não bebeu. Os conspiracionistas de sempre querem nos fazer acreditar que agora estão zelosos com a informação.

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Vamos falar de alternativas? Por Rubens R.R. Casara

Na Revista Cult

Para Christian Laval e Pierre Sauvêtre

Neoliberalismo: compreender para se revoltar

neoliberalismo não é um fenômeno passageiro, como demonstra a facilidade com que se adapta às mais variadas circunstâncias e ideologias. Toda vez que é anunciado o fim do neoliberalismo, ele retorna repaginado e mais forte. Mais do que uma ideologia efêmera, esse modo de ver e atuar no mundo transformou o Estado, a sociedade e o indivíduo de uma maneira profunda em atenção aos interesses do mercado e dos detentores do poder econômico. As regras do mercado e a lógica da concorrência passaram a condicionar todas as esferas da vida. Criou-se um “novo sistema de normas que se apropria das atividades de trabalho, dos comportamentos e das próprias mentes. Esse novo sistema estabelece uma concorrência generalizada, regula a relação do indivíduo consigo mesmo e com os outros segundo a lógica da superação e do desempenho infinito”, como escrevem Christian Laval e Pierre Dardot em Comum: ensaios sobre a revolução no século 21 (Boitempo). Deu-se, com o neoliberalismo, uma profunda mutação antropológica que leva seres humanos a se perceberam como “empresas”, tratarem e serem tratados como objetos negociáveis e/ou descartáveis. A acumulação tendencialmente ilimitada do capital é a meta a condicionar a transformação do Estado, das relações sociais e da subjetividade.

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Deus é uma mulher preta e poeta. Por Rita Brás

No Buala

Este é o título de uma série fotográfica de Josiane Santana, minha colega num curso de expressão artística que fiz recentemente na Gávea. Moradora do Complexo do Alemão, Josiane é uma dos nove artistas convidados a participar da exposição “Favelagrafia” actualmente em exibição no Museu de Arte Moderna – MAM, e que pretende responder à seguinte questão: “o que você imagina quando pensa num morador de favela?” Uma vez, quando vínhamos de metrô para casa depois do curso, ela contou-me que foi forçada a demitir-se, por conta da pressão que sentiu no ambiente de trabalho, na Secretaria de Estado de Cultura,por ser abertamente contra a política do atual governador do Estado, José Witzel. Ela continuou dizendo que tem um colega que se policia nos seus posts da internet, tendo o cuidado de não postar nada contra o governador, com medo de perder o emprego. Ora, “se Deus é uma mulher preta e poeta, talvez esse político “juiz” seja um discípulo undercover de Xangô, que vai transformar essa Secretaria num braço forte de Aruanda”, penso para mim com puerilidade, em forma de prece.

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Nota do Cimi sobre assassinatos de indígenas Guajajara, no Maranhão, e Tuiuca, no Amazonas

Tais crimes têm acontecido na esteira de discursos racistas e ações ditadas pelo governo federal, como o incentivo a invasões às terras indígenas

No Cimi

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) vem a público para denunciar e repudiar mais um atentado com vítimas fatais contra o povo Guajajara, no estado do Maranhão, e contra um indígena Tuiuca, no Amazonas.

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Em novo ataque a tiros, dois caciques Guajajara são mortos no Maranhão

A imagem acima mostra o corpo do cacique Firmino Prexede Guajajara, de 45 anos, da aldeia Silvino. Foto: Mídia Índia

Por Elaíze Farias, na Amazônia Real

Manaus (AM) Um grupo de indígenas do povo Guajajara foi atacado a tiros de revólver, por volta das 12h40 (horário de Brasília) deste sábado (07), enquanto percorria em motocicletas um trecho da rodovia BR-226 próximo à aldeia El Betel, na Terra Indígena Cana Brava, no município de Jenipapo dos Vieiras, no Maranhão. No ataque morreram dois caciques: Firmino Prexede Guajajara, de 45 anos, da aldeia Silvino (TI Cana Brava), atingido por quatro disparos, e Raimundo Benício Guajajara, de 38 anos, da aldeia Decente, Terra Indígena Lagoa Comprida, segundo informou a liderança Magno Guajajara à agência Amazônia Real. Dois indígenas ficaram feridos.

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Um processo golpista está em curso. Por Cid Benjamin

“Quando Bolsonaro e os porta-vozes próximos acenam com a reedição do AI-5, não estão cometendo destemperos verbais. Não se trata de coincidência, mas da criação das condições para a implantação de uma ditadura”

Na Fórum

“Se as pessoas más fossem mortas, ficariam apenas as boas, não?”. A pergunta foi feita a Mafalda, o genial personagem do cartunista argentino Quino, por Manolito, um amiguinho dela. Mafalda respondeu com uma lucidez cortante: “Não. Ficariam apenas os assassinos”.

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