Um ano de ataques contra as universidades públicas brasileiras

Por Ricardo Marcelo Fonseca, Reitor da UFPR

Há quase um ano, no dia 9 de dezembro de 2016, a polícia federal irrompeu na UFRGS, em vista de uma suspeita de fraude em um programa de extensão. A polícia federal batizou todo o movimento de “Operação PhD”.

Pouco tempo depois, em 13 de fevereiro de 2017, algo similar aconteceu na nossa universidade: numa operação (batizada de “Research”), foram envolvidos mais de 180 agentes federais, cumprindo vários mandados de prisão e oito conduções coercitivas. (mais…)

Ler Mais

Manifesto de professores e intelectuais em defesa do Estado de Direito e da Universidade Pública no Brasil

Manifesto organizado por professores da UFMG e da USP e assinado por intelectuais de diversas partes do país e do exterior em defesa da universidade pública e em repúdio aos atos de violência cometidos em Belo Horizonte. Para aderir, enviar email a manifestoufmg2017@gmail.com.

***

“Nós, intelectuais, professores, estudantes e dirigentes de instituições acadêmicas, vimos a público manifestar nossa perplexidade e nosso mais veemente protesto contra as ações judiciais e policiais realizadas contra a universidade pública que culminaram na invasão do campus da UFMG e na condução coercitiva de reitores, dirigentes e administradores dessa universidade pela Polícia Federal no dia 6 de dezembro de 2017. (mais…)

Ler Mais

A Condução Coercitiva da cúpula da UFMG: o obscurantismo avança sobre as universidades brasileiras

As autoridades universitárias da UFMG que foram conduzidos coercitivamente teriam solicitado ao delegado um exemplo concreto de prova e ele referiu-se a um livro “fora do escopo” do projeto e falsificação de assinaturas de bolsistas. Nada foi mostrado

Por Rudá Ricci[1] e Robson Sávio[2], na Revista Fórum (mais…)

Ler Mais

Jagunços tentam assassinar dirigente do MST em Minas Gerais

O crime não se efetivou porque durante a intimidação outro veículo passou pelo local e os pistoleiros fugiram de carro.

Por Geanini Hackbardt, da Página do MST

Na tarde de quarta-feira (6), por volta das 16h30, dois homens armados cercaram o dirigente do MST, Silvio Netto, apontando armas contra sua cabeça. Silvinho, como é conhecido, voltava da área Quilombo Campo Grande (antiga Usina Aridnópolis), onde é assentado, quando os homens o obrigaram a parar o carro e realizaram as ameaças. (mais…)

Ler Mais

Luta pela água ganha força no Ceará

Moradores do município Caucaia estão mobilizados desde o início da manhã para protestar contra projeto que retira água do povo e destina a grandes empresas

No MAB

No Ceará, a guerra pela água se intensifica cada vez mais. Na manhã desta quinta-feira (7), comunidades contrárias ao projeto de uso das águas do Lagamar do Cauípe organizaram mobilizações na comunidade Coqueiro, município de Caucaia (CE), paralisando a Estrada da Pedra e logo em seguida ocupando o trecho do canteiro da obra em curso na comunidade. (mais…)

Ler Mais

MPF faz esclarecimento sobre estudos para demarcação de terras indígenas no PR

Por determinação judicial está sendo realizado levantamento fundiário, que é a primeira etapa de todo o procedimento

Por Ministério Público Federal no Paraná

O Ministério Público Federal (MPF) em Guaíra (PR), diante das recentes informações e notícias veiculadas no município e região acerca do procedimento de demarcação de terras indígenas, informa que a Justiça Federal determinou, em sentença proferida no mês de outubro, que a Fundação Nacional do Índio (Funai) tem prazo até 31 de dezembro de 2018 para concluir os estudos e procedimentos técnicos e que promoveu audiências entre indígenas, produtores rurais, prefeituras, governos estadual e federal, e empresas públicas, como a Itaipu, em busca de conciliação para a disputa, mas não obteve sucesso. (mais…)

Ler Mais

Organizações lançam manifesto em apoio às comunidades Guarani do oeste do Paraná

No Cimi

Notícias de jornal e grupos em redes sociais circulam um mapa onde está demonstrado que mais de 35% da área urbana dos municípios de Guaíra e Terra Roxa, no oeste do Paraná, serão afetados caso o direito à terra do povo Guarani seja garantido. As informações, sem nenhuma comprovação, têm gerado um ambiente de tensão e incitação a atos de violência contra os Guarani. (mais…)

Ler Mais

“A poluição do rio não é negociável”

À frente da ação civil pública contra a Vale, o procurador Ubiratan Cazetta (MPF-PA) diz que indenizar os índios pela exploração minerária não exime a companhia de arcar com os impactos socioambientais de seus projetos

por Naira Hofmeister, Agência Pública

A Mineração Onça Puma opera com a retirada e o beneficiamento de níquel. Os danos aos Xikrin estão mais vinculados a alguma das duas atividades?

São duas plantas diferentes. Tem a mina, a extração de níquel nas serras. Depois o minério é levado para a planta, em uma área mais urbana. A mina é mais próxima do rio e da comunidade indígena, uns três quilômetros. A planta industrial também não está muito longe. Os afluentes que levam ao rio Cateté ficam numa posição em que o desaguador natural vindo da mina é o rio, qualquer problema cai para o rio. (mais…)

Ler Mais

“Não se paga com milhões a morte de um rio”

A antropóloga Lux Vidal, professora emérita da USP e pioneira nos estudos sobre os Xikrin, diz que a atual contaminação do rio Cateté é a crise mais grave enfrentada pelo povo, que é cercado pela mineração da Vale

por José Cícero da Silva, Naira Hofmeister, Agência Pública

Quem são os Xikrin?

O povo Xikrin é um povo Caiapó. Todos os Caiapó se autodenominam Mebêngôkre. Então, são Mebêngôkre os Xikrin. Eles são um dos diferentes povos [Caiapó], que são muitos. Os Xikrin são os que estão entre os rios Xingu e Itacaiúnas. Os outros, que estão do outro lado do Xingu, são os Gorotire, os Mekrãnoti, os Kuben-Krân-Krên, os Metyktire, os Kararaô, também grupos Caiapó, e os Xikrin do Bacajá, que estão perto de Altamira e agora estão sendo atingidos por Belo Monte; eu me ocupei também da demarcação de terras deles. Especialmente porque, quando os Xikrin de Cateté começaram a entrar em negociação com a Vale do Rio Doce e a receber um certo dinheiro, os do Bacajá queriam vir também para Cateté, o que teria sido um desastre, né? Então, foi importante a demarcação do Bacajá também. Os Xikrin de Cateté, eu segui todo processo de recuperação deles depois dos gateiros e madeireiros. A volta dos jovens que estavam espalhados na região, que fizeram a aldeia circular, a aldeia redonda, retomaram os seus rituais, as pinturas corporais. [Desde que eles voltaram para a terra deles], o grupo foi se recuperando, tanto que hoje são quatro aldeias. Desse ponto de vista, se recuperaram. (mais…)

Ler Mais

Quanto vale um Rio?

Cercados por minas da Vale desde a ditadura, os Xikrin enfrentam agora a extração de níquel a 3 km da aldeia e a presença de metais pesados no Cateté

Naira Hofmeister e José Cícero da Silva, da Agência Pública

Os pezinhos do menino cobrem quase toda a superfície da pedra, visível apenas no verão, quando o rio Cateté está mais baixo. Ele se desequilibra, e uma manobra intuitiva o faz cair sentado no exato local onde antes estava em pé. Instantaneamente, seus olhos procuram os da avó, que está uns poucos metros adiante, lavando roupa com metade do corpo submerso na água. O menininho sorri, divertindo-se com a própria habilidade para evitar o tombo. (mais…)

Ler Mais