Em Erechim (RS), Fórum da Água luta contra a privatização no município

No MAB

Representantes do Fórum Popular em Defesa da Água de Erechim acompanhado de uma comitiva de vereadores estiveram debatendo o processo de privatização da água do município com o Diretor Financeiro e Presidente em Exercício da Corsan e as equipes de Diretores e área jurídica em Porto Alegre (RS). Após a reunião a comitiva e os funcionários da Corsan foram recebidos pelo Secretario Estadual de obras Saneamento e Habitação, Fabiano Pereira.

Os representantes reivindicam do poder executivo que o serviço de água e saneamento de Erechim continue sob controle da estatal refazendo o contrato com ajustes e melhorias que beneficiem a população Erechinense.

De acordo com Andreia Livi da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) membra do Fórum, o que está em jogo no nosso munícipio é a possibilidade de privatização dos serviços de água e saneamento, a qual está com edital de licitação em aberto até 16 de janeiro de 2018, quando as propostas serão abertas.

“Enquanto organizações sociais nos preocupamos com quem pagará pela conta do processo de privatização, tendo em vista que deverá ser ressarcido do patrimônio da Corsan e poderá ter aumentos nas tarifas além da precarização do trabalho”.

Segundo o secretario Fabiano Pereira a Companhia tem cumprido com os compromissos assumidos no contrato que atualmente esta anulado. “O governo do estado tem interesse em manter o sistema em Erechim e está disposto em negociar com o prefeito da cidade desde que haja dialogo”.

O Fórum Popular em Defesa da Água é um grupo que se posiciona contra a privatização e estão realizando diversas atividades para debater com a população, buscando esclarecer quais são prejuízos que a concessão para iniciativa privada pode trazer ao município.

As organizações sociais também denunciam que a privatização não leva em conta os investimentos feitos pela Corsan na cidade.

“Através do contrato realizado em 2012, a Corsan acaba de entregar a obra de transposição do rio Cravo, um investimento de R$ 32 milhões e que garante o abastecimento sem racionamento. É esta estrutura que pretendem entregar para a iniciativa privada?”, questiona Livi, da coordenação do Fórum.

O grupo considera que o governo municipal está entravando o processo, ao  retardar a liberação da licença ambiental para a Corsan começar as obras de tratamento do esgoto.

Confira a nota pública do FAMA sobre o tema.

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